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Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2012

Paradigmas há muitos...


Não seriam necessários grandes estudos, elaborados ou não por reputados especialistas de conceituadas instituições, para sabermos que a economia paralela representa um valor assustador em relação ao PIB do país. Nem, tão pouco, que constitui uma das principais causas de muitos desequilíbrios da nossa sociedade. O seu combate devia constituir um desígnio nacional e uma das principais apostas de qualquer governo que tivesse tempo - ou bom senso, talvez – para ver mais longe que o horizonte eleitoral.
Podia, também, servir de pretexto para a actuação de um desses auto intitulados movimentos de intervenção cívica que, de vez em quando, surgem por aí a promover causas aparentemente nobres. Quem sabe a capacidade de mobilização dessa malta não produzia resultados surpreendentes capazes de equilibrar o défice ou, menos provável, de levar o governo a ser mais simpático com aqueles que não podem fugir às garras da máquina tributária.
No actual cenário a vida parece sorrir aos que vivem à margem da realidade fiscal. Poucos sentirão qualquer espécie de apelo, patriótico ou outro, para depois do canalizador, o electricista ou o limpa-chaminés terminarem um serviço pelo qual cobraram cem euros, ainda desembolsar mais vinte e três. A somar, muito provavelmente, a outras centenas ou milhares que o governo já lhes sacou no ordenado e nas dezenas de impostos e taxas que pagamos a toda a hora. Pelo menos enquanto não mudar o paradigma. Que é coisa que, por estes dias, fica sempre bem dizer. E escrever.

3 comentários:

Rafeiro Perfumado disse...

Não sei porque não é tributada a economia paralela. Quer dizer, é olhar para a economia real e a paralela está mesmo ao lado, certo?

Fatyly disse...

Estou totalmente de acordo mas o exemplo deveria ser dado por quem nos (des)governa porque a corrupção política aumenta, os desvios é o que se sabe e ainda mais grave a "despesa pública aumentou em vez de ter diminuído". Não me venham dizer que é proveniente do elo mais fraco dos funcionários públicos...mas nas mordomias dantescas e agoniantes, onde incluo reformas acumuladas com ordenados (dizem que acabaram mas não acredito) de milhares de topo!

mfc disse...

Nos países nórdicos roda pelos 5%... é cá uma diferença!!

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