segunda-feira, 28 de abril de 2014

O melhor é fechar dois terços do país e deitar a chave fora.

Vem aí mais uma leva de encerramentos de serviços públicos. Escolas, repartições de finanças e serviços hospitalares. Entre outros. Vai tudo a eito.
No Alentejo não sobejam muitas mais escolas para fechar. Só resta uma ou outra aldeia que ainda mantém a sua escola primária com uma dúzia de alunos. Às vezes nem isso.
Finanças fecham quase todas. Provavelmente, nos três distritos alentejanos, vão chegar os dedos das mãos para contar todas as que irão manter as portas abertas.
Maternidades, parece, vão encerrar as dos hospitais de Portalegre e Beja. Quem quiser parir terá de o fazer em Évora. Ou então que faça em casa, assistida pela comadre como acontecia noutros tempos.
Obviamente que os serviços públicos custam dinheiro. Muito. Verdade também que os contribuintes terão pouca disponibilidade para pagar mais impostos que permitam manter toda a estrutura do aparelho do Estado tal como a conhecíamos. Mas não é menos verdade que portugueses que ficam mais distantes de serviços essenciais deviam pagar menos impostos. Até porque, se são tão poucos que não se justifica a manutenção desses serviços, a quebra da receita fiscal também não será assim tão significativa.
Ah, pois, mas é capaz de haver um problema. Dois, quase de certeza. O governo não quer e a constituição não permite um tratamento fiscal diferenciado entre cidadãos em função de critérios como o local de residência. É que isto de sermos todos iguais – quer perante quem nos governa quer perante a chamada lei fundamental - é uma grande treta.

4 comentários:

  1. Concordo contigo...caminhamos a passos largos para a desertificação e total abandono do interior e no litoral e não só é a saturação dos serviços até dizer chega. É que nada funciona, mas nada...ó minha nossa!!!!!

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    1. O esvaziamento do interior e a concentração no litoral tem efeitos devastadores na qualidade de vida em ambos. Faz-me confusão que muitos, especialmente quem governa, não perceba algo tão óbvio.

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    1. Às tantas o melhor é fechar tudo...e o último que apague a luz!

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