sexta-feira, 29 de agosto de 2008

O silêncio dos culpados

As questões relacionadas com a segurança têm sido ultimamente objecto de reflexão aqui no KruzesKanhoto e na generalidade da blogosfera lusitana. Até porque o tema está na ordem do dia e, tal como os restantes portugueses também tenho direito a ter opinião sobre o assunto. Por mais irrelevante e não fundamentada que se revele.

Apesar da evidente preocupação da sociedade em relação a esta matéria, sobre a qual o Procurador-Geral e o Presidente da República já se manifestaram, para o governo “não passa nada”. Tal como noutras situações de crise – recorde-se o ainda relativamente recente bloqueio dos camionistas – o executivo desaparece misteriosamente e prefere que as coisas se resolvam por si a expor-se ao ridículo de vir junto da opinião pública anunciar medidas bacocas que, no actual quadro penal, não resolvem absolutamente nada. Nisso, tal como em muitas outras coisas, está em perfeita sintonia com a líder da oposição.

Talvez a solução para minorar o problema passe por chamar os representantes dos profissionais do mundo do crime e tentar fazer-lhes ver que esta situação não interessa a ninguém. Nem sequer aos verdadeiros profissionais do gamanço. É que, parece-me, esta onda de assaltos estará a ser perpetrada por gente nova no ramo, provavelmente ainda estagiários, ou por alguns biscateiros gananciosos que não terão a noção que este tipo de procedimento poderá levar num futuro não muito distante à morte da galinha dos ovos de ouro.

Sim, porque de duas coisas podemos estar certos: Este clima de insegurança vai, a continuar, levar à revisão das leis penais e em todas as actividades são os “pára-quedistas” que prejudicam a imagem e a carreira dos verdadeiros e honestos profissionais.

2 comentários:

  1. Bom dia!!!!


    Como diz um amigo meu: "Isto não tá fácil, não"

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  2. ruadosenforcados.blogspot.com4:40 da tarde

    O problema está cada vez maior, cada vez mais grave e, parece, sem fim à vista. Aquele país pacífico onde a taxa de criminalidade era relativamente baixa, parece ser agora uma memória que pertence a um passado longínquo. Há que tomar decisões urgentes e exequíveis num quadro muito diferente daquele que outrora serviu de base à elaboração do nosso código penal. Há que dar liberdade de actuação a quem de direito e fazer a justiça funcionar. Só queremos sentir-nos seguros pelo menos nas nossas próprias casas!

    Enforcadinha

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