segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

As luzes na ribalta...

Tenho alguma dificuldade em perceber a fixação que algumas pessoas têm pelas iluminações de Natal. Ou, principalmente, pela sua falta. As mesmas, se calhar, que acham uma piroseira os pais natais pendurados de paredes, portas ou chaminés, quando comprados pelos donos das casas, mas que acham lindo se for constituído por um conjunto de lâmpadas coloridas e encavalitado no topo de um poste a expensas de uma autarquia qualquer.
Admito que luzinhas espalhadas pelas ruas possam constituir um regalo para a vista. Mas só isso. Em cidades como a que vivo – ou nas outras aqui à volta – em que o comércio tradicional está para lá de moribundo, não são as iluminações natalícias que contribuem para o aumento do volume de vendas. Nem, sequer, para atrair visitantes. Ao que consta os portugueses preferem outros destinos e um eventual roteiro turístico que envolvesse uma volta ao Rossio a olhar para lâmpadas acesas estaria, inevitavelmente, condenado ao fracasso.
Ainda assim acho curioso que sejam alegados defensores do rigor, da austeridade e da teoria de que vivemos acima das nossas possibilidades os principais defensores do esbanjamento de recursos públicos em ornamentações de natal. Como se, assim de repente, o dinheiro que antes não havia agora já brotasse das pedras. O mesmo graveto que, recorde-se, continua a não haver para, por exemplo, reduzir a carga fiscal. Prioridades. Nas quais, como salta à vista, as boas contas não entram. Aliás, isso das contas é coisa que aos apreciadores de luzinhas interessa muito pouco...

4 comentários:

  1. Pois,mas não sei se a coisa é assim tão simples...

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    1. Simples é...nós é que gostamos de complicar!

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  2. Concordo contigo porque a iluminação das ruas em época natalícia não me diz rigorosamente nada e o dinheiro esturrado com tal gasto seria mais útil em outras coisas. Mas isso sou eu que faço contas e mais contas num balanço diário de forma a que o "pilim" chegue até ao fim do mês.

    Bom dia de Natal

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    1. Admito que em determinadas circunstâncias se justifiquem iluminações de Natal. As ruas da baixa de Lisboa em que existem lojas porta sim, porta sim, serão um desses raros casos. Já iluminar uma rua com cem metros de comprimento onde existem uma loja e duas tabernas...

      Obrigado e tudo de bom para ti e para a família!

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