domingo, 12 de outubro de 2014

Não há moral. Por isso não "comem" todos...


A DGAEP – Direcção-Geral da Administração e do Emprego Público – divulga regularmente os dados referentes à área sob sua jurisprudência. Entre eles os valores das remunerações pagas pelo Estado português. Com facilidade se pode constatar que, actualmente e por comparação com Outubro de 2011, todos os grupos profissionais sofreram um corte mais ou menos significativo no pecúlio que levam para casa no final de cada mês. Bom, todos é uma força de expressão. Os membros dos gabinetes ministrais são a excepção que confirma a regra. A esses, cortes é uma coisa que não lhes assiste. Pelo contrário, viram até o seu vencimento crescer. Coitados. Eles merecem. Aturar aquela gente não deve ser fácil...
Quanto aos vencimentos auferidos pelos trabalhadores das autarquias... só me ocorre escrever que a média é uma coisa lixada. As dez maiores Câmaras terão, provavelmente, cerca de metade dos funcionários e um número absurdo de assessores, directores e técnicos das mais extravagantes especialidades. Gente que, na maioria dos casos, não se fica atrás dos gajos lá dos gabinetes dos ministros. No ordenado e no resto.

8 comentários:

  1. Posts destes são verdadeiro serviço público. Muito bem!
    Realmente isto das médias é tramado; é aquela velha história de que eu como um frango e o meu amigo não comeu nenhum, em média cada um comeu meio frango...

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    1. Chocante que nestas como noutras coisas o exemplo não venha de cima!

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  2. alguns para encher a mula precisam de mais dinheiro...

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    1. A mula de uns é maior do que a de outros...

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  3. Quando me disseram que Câmara Municipal de Lisboa tinha umas centenas de assessores jurídicos pensei que era mentira.
    Já confirmei que é mesmo verdade.
    Incrível!!
    Boa semana

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    1. Por isso é que se diz que a Câmara de Lisboa terá de ser sempre do partido que está na oposição ao governo. Por uma questão de equilíbrio. Para acolher os boys desempregados,,,

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  4. Uma pouca vergonha, mas nisso eles não cortam para diminuir a despesa daí o aumento anual da dita!

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    1. É vergonhoso. Não tanto pelo valor em causa mas, acima de tudo, pelo mau exemplo e a ausência de moral.

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