domingo, 15 de setembro de 2013

Eles prometem esturrar ainda mais...

Continuamos a não perceber o que nos está a acontecer. Parece que ainda não entendemos que estamos a viver uma tragédia e que ou mudamos radicalmente de rumo ou isto ainda vai piorar mais. Muito mais. Olhar para os cartazes que se vão vendo por esse país fora, assistir aos poucos debates que se vão realizando ou ler as propostas eleitorais dos candidatos a governar as autarquias não nos permite concluir outra coisa.
De facto, praticamente todas as propostas apresentadas ao eleitorado – ou melhor, aos trezentos e oito eleitorados – envolvem aumento da despesa pública. Gastar mais do nosso dinheiro, portanto. Construir coisas, sejam elas quais forem e que utilidade tenham, continua na vanguarda em matéria de prometimento. Segue-se - está muito em moda, diga-se – essa coisa do social. A ideia será apoiar os mais desfavorecidos, ao que garantem.
Ainda que uma ou outra ideia até possa aparentar um nível de coerência vagamente aceitável falta, quase sempre, um pequeno dado. Uma minudência, a bem dizer. Esquecem-se invariavelmente de nos esclarecer onde vão desencantar o dinheiro para assegurar a realização dessas propostas. Isto porque, para lá dos chavões habituais a envolver os automóveis ao serviço das presidências, nunca é feita qualquer referência a eventuais cortes na despesa que permitam enquadrar no orçamento autárquico o valor daquilo que se pretenderá gastar a mais.
Mais preocupante ainda é que, por norma, a estas intenções seguem-se mais umas quantas no sentido de reduzir o IMI, a participação municipal no IRS, a Derrama, as taxas municipais ou o preço dos bens e serviços fornecidos pelas autarquias. Quer isto dizer que os candidatos autárquicos conseguem fazer a quadratura do circulo. Ou não sabem do que estão a falar. Ou, mais provável, querem enganar-nos. A menos que achem que isto da crise, das dividas e da necessidade de ter as contas equilibradas é tudo conversa fiada e que as dividas não são para pagar, como dizia o outro. Os que chegarem ao poder com este pensamento e graças a este tipo de promessas pode ser que, mais cedo do que tarde, tenham uma surpresa... 

7 comentários:

  1. Mas é isso que sempre aconteceu e vai acontecer...FALSAS PROMESSAS e depois votam neles e eis que trocaram tudo.
    PPC o que prometeu? e Seguro nada seguro promete o impensável, tem lá ele e o partido "tomates" para fazer o contrário deste e já nem falo do CDS...enfim e o problema das autárquias são inúmeros interesses instalados que mesmo corruptos, falam sempre mais alto.

    Felizmente que não há cobertura televisiva que já não os suporto ouvir, mas que os gastos irão muito mais além do que os 10 milhões disponibilizados para todos os partidos...e esse daria para quê além desta palhaçada?

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    1. A esmagadora maioria doa candidatos aos órgãos autárquicos nunca ouvir falar das leis que regem a entidades a que se candidatam. Se as conhecessem - e elas fossem aplicadas - acredito que poucos se chegavam à frente...

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  2. acho que deviam fazer mais rotundas

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    1. Gastar mais de uma maneira geral...Como propõe o Tótó Inseguro.

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  3. Este comentário foi removido por um administrador do blogue.

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    1. A situação que refere não se enquadra no âmbito deste blogue. Para debater a politica local existem outros espaços mais apropriados, com mais audiência e mais do agrado dos estremocenses. Perde, por isso, o seu tempo ao insistir nestas coisas. Até porque o pessoal de Estremoz prefere o Fuçasbook. Sugiro-lhe que escreva estas coisas por lá. Vai ver que muito mais visibilidade...

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    2. "Vai ver que obterá muito mais visibilidade..." Era o que eu devia ter escrito.

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