sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Candidatos de peso

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Começam a ser conhecidos os candidatos às ainda relativamente distantes eleições autárquicas. Ou, nalguns casos, os candidatos a candidatos. Daqueles putativos, apenas. Outros, para além de reunirem as duas condições anteriormente enunciadas, são igualmente surpreendentes. Isaltino de Morais, por exemplo. Diz que o homem reunirá apoios que o tornam num sério candidato a reocupar a presidência do município de Oeiras. Por sinal o concelho com maior concentração de licenciados e doutorados do país. Curioso, isso. Nomeadamente quando se insiste tanto que um dos nossos maiores problemas é a baixa escolaridade da população...


Por cá a coisa promete. Ou muito me enganam – não me enganei, queria mesmo escrever isto - ou vamos ter vários candidatos de peso. O que é bom. O resultado também não parece difícil de adivinhar. Embora esta coisa das eleições se assemelhe cada vez mais com o Placard. Neste jogo nem sempre o que tem a “odd” mais baixa é o vencedor e nas contendas eleitorais o favorito nas sondagens às vezes não ganha. E depois há aquilo das influências externas, Assim tipo o Putin a meter o bedelho nas eleições americanas e isso. O que será um factor a ter em conta. Má ou boa. Por mim prefiro as boas. Contas.



quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Prioridade ao bom-senso, precisa-se. Mas, se calhar, é pedir demais a um governo social-comunista.

Todos os que conhecemos a maneira como funciona a administração pública sabemos os motivos porque determinadas leis, nomeadamente aquela de inutilidade mais do que reconhecida, são aprovadas e publicadas. Incluem-se, entre outros, a vontade de dar dinheiro a ganhar aos grandes escritórios de advogados e a necessidade que muitos governantes – estes, todos os outros que já lá estiveram e os que hão-de vir – têm de mostrar serviço e de justificar a sua presença, muitas vezes mais do que dispensável, na estrutura governativa. Digamos que muitas leis não servem para nada, não correspondem a nenhuma exigência da sociedade e servem apenas como prova de vida do membro do governo que a mandou fazer.


É o caso da lei da prioridade no atendimento. Uma das ideias mais estúpidas produzida por socialistas. Passe a redundância. O que já existia fazia todo o sentido, chegava perfeitamente e não havia nenhuma reivindicação o sentido da sua alteração. Mas não. Tiveram de mexer no que estava bem e não necessitava de ser alterado. Criar confusão onde não a havia.


Senão vejamos. Num multibanco instalado na via pública, caso a prioridade não seja cedida, quem é multado? Recorde-se, para os mais distraídos, que o texto da lei refere a “entidade que não prestar...”. Ou naquelas situações em que a fila é para aquisição de um produto ou serviço – essencial ou não – que apenas está disponível ao público numa quantidade limitada ou o acesso condicionado a um restrito numero de lugares? Não estou a ver que, num caso destes, se possa evocar o bom senso. Quando, ao que tenho ouvido argumentar, terá sido a sua ausência a motivar este aborto legislativo.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Presépio capaz de aborrecer os defensores dos animais

 


 


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Presumo que o presépio que visitei um dia destes numa cidade vizinha tenha causado a ira dos amiguinhos dos animais. Que eles, por estas zonas, são poucos mas, como todos os que abraçam essa causa, chatos como o caraças. Aquilo há lá de tudo o que pode irritar essa malta. Ele é a matança do porco, uma cavalgadura espancada, um crocodilo prestes a ser espetado com uma lança, galinhas enxotadas à base de vassourada, um raposa açoitada ou um rato quase esmagado são algumas das cenas retratadas. Uma representação desnecessária de violência sobre sobre seres dotados de sensibilidade – ou anjos de quatro patas, como lhes chamam os que já estão num estado de putrefação cerebral - dirão uns quantos alarves. Talvez. Mas tem graça. E merece uma visita. Antes que os iluminados desta alegada democracia aprovem uma lei a proibir estas coisas.

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

A seguir proíbem o quê? O peixe com espinhas?!

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E aquilo do bolo-rei não trazer fava nem brinde?! Outra – mais uma - intromissão grosseira nas nossas liberdade individuais de que já ninguém reclama. Verdade que durante muitos anos, entre o Natal e o dia de reis, não fiz mais nada do que andar em funerais de gente que morreu engasgada por, inadvertidamente, ter engolido o brinde ou voluntariamente ter tragado a fava. Era um regabofe para as agências funerárias. Os gatos-pingados andavam numa lufa-lufa. E os dentes e placas que se escavacavam nesta quadra? Mais que muitos. Tantas que o meu vizinho dentista se despedia da família e só voltava a casa por altura do Carnaval, tal era a trabalheira. Mas, ainda assim, preferia os bolos-rei de outros tempos. Tinham mais piada. E muito mais frutos, também.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Video de Natal


 


Este é um daqueles vídeos de Natal que teria tudo para se tornar viral, como o pagode gosta de dizer. Mas não será o caso. Mais dia menos dia vai ser retirado da Internet, que isto do pessoal andar a ver coisas destas não agrada à censura nem aos defensores das novas verdades. Cá para mim é fofinho. Amoroso, quase. Ternurento, vá. É sobre um jovem que gosta de camiões, que ama as pessoas e apenas pretende fazer bem ao próximo. "The most wonderful form of jihad" é o seu sugestivo titulo.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Embrulhar é que está a dar!

Ainda sou do tempo em que um gajo – uma gaja também, vá – ia a uma grande superfície nesta altura natalícia, comprava o que muito bem lhe apetecia e, junto às caixas, um bando de “joves” contratados especialmente para o efeito, tratava dos embrulhos. À pala, claro. Embrulhavam tudo. Lembro-me de, em certa ocasião, alguém mesmo à minha frente ter mandado embrulhar um frango assado. E cheirava bem, o raio do franganito.


Agora já não é assim. No lugar da rapaziada que aproveitava as férias de natal para ganhar uns trocos, estão os escuteiros ou uma associação de auxilio a uns desgraçados quaisquer. Todos, com esta mudança, ficaram a ganhar. Os donos do supermercado que se livraram dos encargos com aquele pessoal e os escuteiros ou as tais associações que sacam uns trocos aos preguiçosos que não querem embrulhar as prendas em casa. E nós? Nós ficámos a perder. Como sempre.


Esta situação revela a elevada capacidade de inovação do empresariado português. Deve ser por isso que não gostam de pagar salários dignos. Afinal para quê?! Até têm quem lhes faça o servicinho de borla. Nem sei como é que este tipo de comportamento não se generalizou. Mas não deve tardar. Um dia destes, num daqueles tascos com pré pagamento, ainda me aparece um voluntário da associação dos ramelosos anónimos a servir-me o café...

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Animais, coisas e...coiso!

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No âmbito de mais uma iniciativa parva, das muitas em que os deputados se entretêm, os amiguinhos dos animais conseguiram finalmente que os animais deixem ser coisas. Não vejo, assim de repente, a vantagem que daí pode advir. Nem para as pessoas, nem para os animais. Presumo, isso sim, é que num futuro mais ou menos próximo estarão a tentar impedir-me de matar um “ser vivo dotado de sensibilidade” - parece que os bichos agora são isso - com o intuito de o degustar. Não me surpreenderá por aí além que o consigam. A paranoia em relação à bicharada é mais que muita, a subversão de valores ultrapassou toda a razoabilidade e já se perdeu a noção do lugar do animal na sociedade. Quando se considera adequado e normal ter cães e gatos – quando não pior - a partilhar a casa, a cama e a mesa está tudo dito acerca da sanidade mental desta gente. Mas não admira. De uma sociedade controlada por urbano-deprimidos não se pode esperar grande coisa.


 

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Dar o melhor aos eleitores...

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Não se pense que isso das almoçaradas, jantaradas e outras comezainas e festarolas oferecidas pelas autarquias aos eleitores mais idosos - seja pelo Natal ou noutra altura qualquer, que isto há que trazer o eleitorado satisfeito - constitui um exclusivo nacional. Nada disso. Aqui ao lado, em Espanha, é igual. Embora, a julgar pelas noticias que chegam de Lozoya, um ayuntamiento perto de Madrid, a coisa por lá já chegou a outro nível. A cantante convidada para animar os comensais, da festa dos idosos e reformados lá do sitio, apresentou-se em grande estilo. Vestida, como aconselham os rigores da época e recomendam as normas do decoro associadas à circunstância, mas com uma fatiota que simulava estar nua. Rezam as crónicas que os velhotes gostaram. Pudera. Bem esgalhada, a ideia. Podia era ter menos pêlo, aquilo.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

O ridículo não cobra dividas

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O calote é uma prática que me irrita. Os caloteiros, também. Pelo menos em determinadas circunstâncias. Quase todas, diga-se. Também quase sempre tendo a colocar-me do lado do gajo que procura reaver o que é seu. Salvo uma ou outra excepção onde o lesado - ele ou por interposta pessoa - tem uma actuação que, de tão ridícula, acaba por transformar o patife do caloteiro numa espécie de herói. É o caso, relatado por estes dias na imprensa, da tentativa de penhorar a refeição - sim, a refeição, não o subsídio ou qualquer outro abono com ela relacionado - a uma alegada devedora, por parte de uma empresa de recuperação de créditos. A ordem de penhora, parece, não terá sido cumprida por parte da entidade patronal que será, simultaneamente, fornecedora da refeição. Uma pena, isso. Seria curioso verificar o que faria o agente de execução com o almoço da senhora e de que forma essa apreensão contribuiria para deduzir a importância em dívida.


Apesar disso, reitero, estou do lado da criatura que, alegadamente, não cumpriu a sua parte no negócio que motivou esta penhora. Tem direito a refeiçoar. Até porque, se isso lhe for negado, não sobreviverá as dezenas de anos que - atendendo ao salário que, provavelmente, auferirá -  serão necessárias para pagar os vários milhares de euros que deve. Alegadamente, claro.


 

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Noticias da Eurábia

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Está em curso um bloqueio informativo, promovido pelos principais meios de comunicação social, às tropelias cometidas nos mais diversos países europeus pelos migrantes – refugiados ou não – que estão a invadir a Europa. Presumo que seja para nosso bem. Se não soubermos somos mais felizes. Afinal aquilo que não sabemos não nos causa preocupação.


Não sou grande adepto de teorias da conspiração. Começo, contudo, a acreditar que elas – as conspirações – são como as bruxas. Que as há, há. Porque deve existir um motivo suficientemente forte para as televisões nos massacrarem com todos os detalhes da fatiota de uma gaja qualquer, conhecida apenas por quem se preocupa com futilidades, e ignorarem noticias como as que se seguem.


 


Centenares de musulmanes cortan una de las principales plazas de Londres para exigir un califato en el Reino Unido”


 


Una multitud de alemanes enfurecidos gritan repetidas veces a la Policía en Colonia “¿Dónde estabais en Nochevieja?” el 9 de enero de 2016, en alusión a los asaltos sexuales masivos perpetrados por inmigrantes ese día en la ciudad, del que fueron víctimas más de 450 mujeres.”


 


"Una dirigente del Partido Verde justifica el asesinato de una joven alemana por un afgano: “Es costumbre en Afganistán condenar a muerte a una mujer violada”


 


"La nueva secretaria del Senado alemán, hija de inmigrantes palestinos, declara ser favorable a la ley islámica (sharia)”


 


"Un colegio noruego prohíbe a sus alumnos cantar villancicos para no ofender a los no creyentes”


 


Zonas prohibidas a las mujeres en pleno París”


 


"La Justicia alemana permite las patrullas pro-sharia en las calles porque los uniformes no son sugestivamente militantes”


 


Daesh ordena “masacrar infieles” en Occidente con cuchillos y bombas caseras”


 


GERMAN Home Affairs Minister: “Our streets and squares are under MUSLIM MIGRANT control”

domingo, 18 de dezembro de 2016

Cenas tristes.

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O país é especialista em cunhas. O Presidente em afectos. É quase a mesma coisa. Tanto assim que ontem foi demonstrar o seu afecto por uma empresa que já tinha anunciado o encerramento. Ou, por assim dizer, meter uma cunha ao governo para este injectar o dinheiro necessário para aquilo se manter de portas abertas mais uns tempos. Uma lição para todos os empresários em dificuldades. De todos os ramos. Quando a empresa não conseguir vender os bens ou serviços que produz - seja pela ausência de qualidade, o preço demasiado elevado para o bolso do consumidor ou o produto estar obsoleto - o melhor é meter uma cunha ao Presidente. Ou pedir afecto. É quase a mesma coisa. E o contribuinte paga essas cenas todas.


 

sábado, 17 de dezembro de 2016

Humor politicamente correcto

 


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(Isto sim é que é humor inteligente, com piada e nada discriminatório ou ofensivo)


 


Hoje não se poderia fazer um sketch sobre marrecos, coxos e mariconços”. Esta afirmação, de um conhecido humorista, motivou umas quantas reacções indignadas. É muito bem feita. Isso da indignação, claro. Eu também me indignei. O autor deixou de fora outros grupos de pessoas sobre as quais também não se podem fazer piadas. Ou, se pode, não devia poder. Então os cegos, mudos, surdos e carecas podem ser alvo de chacota? Os padres, os ciganos e os pretos não ficam excluídos da zombaria? É isto que me aflige. E indigna, ao mesmo tempo. A discriminação no âmbito do sketch e da piadola em geral. Se querem fazer graçolas, contar anedotas e dizer parvoíces metam mas é os alentejanos. Com esses sim, pode-se gozar à vontade. Toda a gente acha muita graça. Excepto, claro, se o alentejano for mariconço.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Olha, afinal não era racismo...

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Na sequência do episódio aqui mencionado foi o Município de Estremoz acusado de racismo em relação à etnia cigana. Parvoíce. Mais uma. Coisas de gente que quer é aparecer. A decisão do tribunal local acerca do assunto, agora tornada pública pela rádio campanário, é clara. De lamentar é que os verdadeiros culpados por ocupar a justiça com assuntos desta natureza não sejam responsabilizados por isso. Talvez assim ganhassem juizo, que já têm idade para isso.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Devem ser bipolares, ou lá o que se chama essa doença...

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Os portugueses estão cada vez mais tolerantes. Mais moles, como diria essa santa senhora que era a minha avó. Alguns evidenciam até um grau de moleza que é manifestamente preocupante. Estou a lembrar-me, assim de repente porque podia citar muitos mais, o camarada Jerónimo e a Catarina de olhar alucinado. Nenhum deles manifestou com veemência – nem sem ela, que tenha dado conta – a sua indignação por, segundo a bastonária dos enfermeiros, durante dois dias os doentes internados num determinado hospital não terem sido alimentados ou medicados. Nem, sequer, pediram a demissão do ministro da saúde. Ou, pelo menos, o acusaram de ser o coveiro do SNS. Tudo coisas - e muitíssimo mais – que fariam até um ano atrás por problemas muito menos importantes. Deu-lhes a moleza, é o que é. E, bem assim, aos apoiantes da geringonça que, nestas e noutras em que a actual governação é perita, se calam que nem ratos. Ou, então, o seu grau de exigência limita-se a “desde que não estejam lá os outros”. Brilhante.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

A poluição pode ser um conceito muito abrangente...

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Acho piada aos que se manifestam contra a exploração petrolífera ao largo do Algarve. Nomeadamente os autarcas que argumentam ser esta actividade incompatível com o turismo. Apesar de, ao que se sabe, tal exploração ser feita muito longe do mais apurado dos olhares.


Curiosamente li um destes dias que existirão vários presidentes de câmara algarvios a demonstrar uma enorme vontade de acolher mais refugiados na região. Parece-me manifestamente contraditório. Deixa-me perplexo, até.  Pensava eu que isso de ter  bandos de refugiados em zonas turísticas era capaz de ser um bocadinho mau para o turismo. Basta ver o que aconteceu, no Verão passado, nas zonas de veraneio da Grécia e do sul de Itália que, por estarem povoadas desse pagode,  viram o número de turistas diminuir drasticamente.


Entre exploração de petróleo que não se vê e refugiados à vista de todos não existirão grandes dúvidas entre o que mais prejudica o turismo. E, não sendo Portugal um país rico, não pode prescindir de explorar os seus recursos. Sejam eles o petróleo ou o turismo. Quanto ao resto…”cabeças de saco” já temos que sobrem!


 

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Em tempos houve outro que queria um imposto europeu...

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Como era de esperar a proposta de Rui Rio, no sentido de criar um novo imposto com a receita consignada ao pagamento dos juros da divida portuguesa, deixou os profissionais da indignação à beira de um ataque de nervos. Nem, diga-se, outra coisa seria de esperar. Por várias razões. Uns não percebem do que está o homem a falar. Embora, como se viu e leu, isso não os impeça de dar uso aos dedos para vilipendiar a ideia. Outros, mesmo não pagando impostos nem sabendo ao certo o que isso é, martelaram furiosamente o teclado só porque sim. Ou, relativamente à proposta, porque não.


Por mim não acho que a sugestão seja grande coisa. Ou, sequer, valha a pena perder tempo e criar burocracia com novos impostos que, parcialmete, substituam os existentes. A intenção seria fazer sentir a cada um de nós – aos poucos que pagam – quanto nos custa a divida. Talvez assim, pensará o aspirante a líder do PSD, percebamos melhor o esforço colectivo que estamos a fazer para pagar os desvarios dos governantes. Mas não. É escusado. Não queremos saber. Nem tão-pouco nos importamos com a forma como eles esturram aquilo que nos custa a ganhar. Veja-se o caso do IMI. A barbaridade de dinheiro que nos sacam é descaradamente esturrada nas nossas barbas sem que ninguém se irrite com isso. Ou, vá, gentilmente peça contas ao gastadores. Pelo contrário. Muitos até gostam de o ver a arder. Sem aspas. Propositadamente.


 

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Cada coisa no seu lugar...

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Há quem goste de dar aos objectos um uso diferente daquele para que foram inventados. Atitude que, reconheça-se, revela em muitas circunstâncias uma elevada capacidade de imaginação. Noutras, há também que reconhecer, é apenas parvoíce. Como, por exemplo, aquilo de introduzir coisas em determinados orifícios. O que pode causar graves transtornos quando os ditos orifícios não reúnem as características minimamente recomendáveis para aconchegar a coisa que se pretende introduzir. Nestes casos o resultado pode ser catastrófico.


Já o uso que estas senhoras, aparentemente encaloradas, estão a dar aos crucifixos constitui para mim um enigma. Assim de repente não estou a apanhar a mensagem que, suponho, pretendem transmitir. Se a ideia é manifestar o seu desprezo por aquilo que o objecto representa, insinuar que o vão enfiar rabo acima é um bocado estúpido. É mais auto-flagelação. O que, digo eu que sou pouco dado à religiosidade, parece mais cena de crentes. Mas, se a ideia é essa, acho que deviam ser radicais à séria. Metiam aquilo ao contrário. Se calhar até nem lhes fazia muita diferença.

domingo, 11 de dezembro de 2016

Eles que vão...

Parece que os dados oficiais apontam para cerca de duas centenas os refugiados que, depois de trazidos para Portugal, já se puseram a andar. Há, no entanto, quem aponte para outros números. Bem mais elevados, ao que consta. Pese a preocupação de alguns partidos, que até já aborreceram a ministra da tutela por causa disso, ou o transtorno que isso possa provocar às instituições que os acolheram, não há como negar que a ida desta gente para outras paragens constitui uma boa noticia. Eles que vão. Desamparem a loja.


Diz que não gostam dos nossos hábitos. Como, por exemplo, trabalhar por pouco dinheiro e isso. Nomeadamente quando noutros países não precisam de bulir para obter subsídios várias vezes superiores ao que ganhariam aqui a trabalhar oito horas. E, melhor ainda, em grandes cidades onde se podem divertir, chatear os nativos e beneficiar das maravilhas de uma civilização que odeiam. Já por cá, coitados, são colocados nas terriolas três dias para lá do sol-posto. Ou, com sorte, naquelas onde Judas perdeu as botas. O que, convenhamos, desagradaria a qualquer um. Mais ainda a refugiado de guerra. Habituado à bombas, tanto sossego até lhe devia causar stress.

sábado, 10 de dezembro de 2016

Cenas que não fazem a esquerda perder a cabeça. Por enquanto.

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O que seria impensável estará agora a acontecer em várias cidades da Europa central e do norte. Tudo isto perante a passividade, o silêncio, a cumplicidade e não raras vezes o apoio dos governos, da justiça, da comunicação social e das múltiplas comissões, comités e associações de solidariedade com tudo e mais alguma coisa que envolva migrantes, minorias e multiculturalismo. Afinal, como dizia o outro, quando o dinheiro fala tudo o resto se cala... Depois admiram-se que a extrema-direita obtenha resultados eleitorais que a colocam às portas do poder em inúmeros países europeus ou eleja o Trump presidente nos EUA. Até eu, se visse porcos na minha rua, votava nessa malta.

Populistas à portuguesa.

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A esquerda em geral, a intelectualidade em particular, a imprensa politicamente correcta e até alguns papalvos que nem desconfiam o que isso significa andam extremamente preocupados com o populismo que, segundo eles, estará a ganhar uma inusitada e preocupante força na Europa e nos Estados Unidos. Ora, segundo o dicionário Priberan, populismo será uma política que procura obter o apoio da população através de medidas que aparentemente lhe são favoráveis. Então, segundo esta definição, o actual governo e os partidos que o apoiam constituem, em Portugal, a expressão maior do populismo. Fácil é também concluir que o anterior terá sido, desde que me recordo, o menos populista de todos os governos.


Parece-me descortinar aqui uma estranha incoerência. Ou, então, não. Talvez não tenha nada de estranho. Nem de incoerente. A esquerdalha, a intelectualidade, a imprensa politicamente correcta e demais papalvos apenas apreciam a pluralidade de opiniões quando estão de acordo com eles. Ou detêm a maioria. Como sobejamente sabemos o populismo é sempre de direita. À esquerda até a mais abjecta das ditaduras é tolerada. Ou, mesmo, elogiada como não se têm cansado de fazer em relação ao Fidel.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Inferno fiscal

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Desconheço se o proprietário deste imóvel estará ou não sujeito ao imposto da gaiata Mortágua. Ignoro, igualmente, o valor que lhe foi atribuído pelo fisco. Mas, suspeito, não deve ser assim tão pouco. O prédio está à venda há alguns anos e, pelos vistos, ninguém lhe pega. É disto que por aqui escrevo de vez quando. Do valor manifestamente exagerado da avaliação fiscal, dos impostos a que os imóveis estão sujeitos e da pouca ou nenhuma rentabilidade que, em muitas circunstâncias, os proprietários deles obtêm. Pode, admito, nada disto se aplicar a este caso em concreto. Agora o que não se pode é presumir que alguém, pelo simples acaso de possuir algum património, é automaticamente um ricaço da pior espécie e por isso merece ser tributado ao nível do esbulho.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Vêm aí as obras publicas. Cuidado com a carteira!

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Há já membros do governo a anunciar o regresso para 2018 das obras públicas megalómanas ou, como eles preferem chamar-lhes, grandes projectos de infraestruturas. O grave da coisa não é o anúncio. Nem, tão pouco, a evidente vontade de voltar a esturrar dinheiro naquilo a que gostam de chamar de investimento público. Percebo que o queiram fazer. Afinal é isso que faz circular o guito de uns bolsos para os outros. É isso que faz uns quantos ficarem bastante mais ricos. Nomeadamente os que decidem investir. É sempre assim. Ao contrário de outros investimentos, em matéria de obras públicas o investidor ganha sempre. E os que perdem, invariavelmente, são sempre os mesmos. Os contribuintes. Ainda que com isso poucos se preocupem.


Mas, escrevia, mais alarmante nem é esta intenção. Preocupante é aquela gente não ter percebido nada do que aconteceu ao país nos últimos vinte cinco anos. Nem eles, nem a quantidade de tugas que aplaudem veementemente a ideia. Pior. Eles nem sequer percebem que não podem repetir a maluqueira. Desta vez já não há quem empreste dinheiro. Agora nem o Espírito Santo lhes vale.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Deve ser aquilo das expectativas, ou lá o que é...

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A propósito do estranho sentimento que sem se saber ao certo porquê se generalizou entre os portugueses, escreveu alguém que as pessoas não têm mais dinheiro na algibeira, acreditam é que têm mais dinheiro na algibeira. Tem, esta afirmação, uma certa piada. Já o sentimento, esse, não tem piada nenhuma. É, apenas e só, uma parvoíce. Mas, já dizia o outro, a economia é feita de expectativas. Ou como garantia a minha avó, essa sábia senhora, em terra de cegos quem tem um olho é rei. E, no caso vertente, quem manda nesta terra de ceguetas tem dois e bem abertos. Podia até acrescentar que tem mais olhos do que barriga mas, olhando para o figurão, não chego tão longe. Ainda assim, reconheça-se, o homem é esperto. Não só nos convenceu que estamos mais ricos – ou menos pobres, para quem vê o copo meio vazio – como conseguiu fazer transbordar de alegria os funcionários públicos por, no próximo ano, lhes pagar o subsidio de Natal por junto. Ainda que, em Janeiro e nos meses seguintes, o recibo do vencimento mostre que recebem um bocado menos. Há, mas isso não constitui novidade, gente que acredita em tudo. Até no Pai Natal. Ou no António Costa, o que é quase a mesma coisa.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Tragam mais refugiadas, mas é....

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Não sei do que se admiram. Nem do que estavam à espera. O gajo que violou a sem-abrigo fê-lo porque no seu país e para a sua cultura é uma coisa mais ou menos banal. Outros farão o mesmo. Tal como fazem noutros lados onde são recebidos muitos cavalheiros oriundos daquelas paragens, iguais aos que uns quantos benfazejos insistem em acarretar para cá.


Estas ocorrências significam, entre outras coisas, que o acolhimento a estes senhores não estará a ser o mais indicado. Existirão, presumo, muitas lacunas na integração destes amáveis cidadãos. Não basta dar-lhes alojamento, alimentação, roupas e dinheiro. Nem só disso vive o homem. Há que proporcionar-lhes, igualmente, uma vida sexual de acordo com as suas necessidades. E orientações, também. Embora, neste caso, há quem diga que preferem orientado para Meca.


Mas, é cá uma desconfiança minha, esta deve ter sido a primeira e última vez que ficámos a saber que um pacato refugiado cometeu uma atrocidade destas. Noutras ocasiões, que seguramente existirão, a referência à origem do valentão será omitida. Para não discriminar o homem, coitado. Bem basta a sua aflição.

domingo, 4 de dezembro de 2016

Sim, o PCP apoia, sustenta e é solidariamente responsável pelo governo

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Imagem obtida aqui


 


Percebo o embaraço do partido comunista quando confrontado com o apoio claro, inequívoco e empenhado que presta ao governo. É tramado estar de alma e coração com um executivo que gosta da união europeia, aprecia o euro e faz questão de, mesmo concordando pouco com elas, respeitar as regras europeias quanto à disciplina orçamental. Daí que os comunistas se esforcem por garantir o contrário. Tanto que até chega a ser ridículo. Não vale a pena. Não se cansem. A malta compreende o vosso drama. E, descansem, isto de estar de acordo e simultaneamente de opinião contrária em relação às políticas do Costa, não será coisa para colocar em causa a tão enaltecida coerência comunista. Se andar dezenas de anos a chamar “ilha da liberdade” a Cuba não colocou, não vai ser agora isso de fazerem parte da geringonça que manchará a reputação. 

sábado, 3 de dezembro de 2016

Luzinhas de Natal

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Foto gamada ao Jorge Pereira


 


Não, não é que ache mal essa coisa das luzinhas de Natal. Deve é haver moderação. Iluminar apenas os locais onde se concentra o comércio e um ou outro espaço público mais simbólico parece-me mais do que suficiente. Se é para iluminar tudo, mesmo onde praticamente não existe actividade comercial como acontece na generalidade das terras da província, então que o façam também nos parques de estacionamento do Continente, Jumbo, Pingo Doce, Lidl e outros que tais. Pelo menos aí há gente...


 

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Congresso do PCP

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Esta manhã, no congresso do PCP, centenas de camaradas gritavam em uníssono e a plenos pulmões: “Cuba vencerá!”, “Cuba vencerá!”. Tantas vezes repetiram que, até eu que sou um céptico relativamente a bitaites alheios, fiquei convencido perante tanta convicção. Mas foi por pouco tempo. Depressa constatei que toda aquela malta estava redondamente enganada. Por isso apostei no México. Cuba nem sequer joga hoje.


 

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Deve ser para afastar as trevas da crise...

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Devia constituir, para todos nós, motivo de vergonha que ciclicamente tenha de vir cá alguém dizer como nos devemos governar. Mas parece que não. Em situações de desespero absoluto aceitamos, contrariados, que nos orientem as contas e nos digam onde – ou no quê – devemos poupar, para que não andemos sempre com “as calças na mão”. Mas, mal nos deixam por nossa conta, rapidamente voltamos ao mesmo. A esturrar que nem uns malucos o dinheiro que não temos mas que esperamos que alguém nos empreste.


Depois de alguma contenção – pouca, diga-se – nos últimos anos, as autarquias portuguesas voltaram este ano a fazer aquilo que melhor sabem. Gastar. Seguem, afinal, o exemplo do governo. Agora são as luzinhas de Natal. Quem fez as contas garante que, em relação ao ano passado, os gastos autárquicos com iluminações natalícias quase duplicaram. Devem achar que dá votos. E, se calhar, até têm razão. O povo contenta-se com poucochinho.

E tricampeão, pá?

Olha, afinal não. Populismo não faz parte da escolha para palavra do ano. Enganei-me, pronto. A que também não faz – vá lá saber-se porquê – é tricampeão. Seria, sem dúvida, a minha favorita. Mas era pedir de mais a essa malta que escolhe estas coisas. Devem ser muito criteriosos, eles.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Populistas, dizem eles...

Populismo – ou populista, tanto faz – integrará, quase de certeza, o leque de candidatas a palavra do ano. Está na moda chamar isso aos que, por este ou aquele motivo, se desviam da linha de pensamento único vigente. Mesmo que, na maior parte das vezes, essa designação vise criticar aquilo que dita o senso comum, a opinião do homem médio ou a conduta do bom pai de família. Ou, como diriam outros, a maioria silenciosa. Conceitos que, cada vez menos, significam alguma coisa para uma minoria, a cada dia mais pequena, de pessoas que se arrogam no direito de determinar o que é, ou deixa de ser, correcto.


Por mim quero que eles se lixem. Fazem-me lembrar uns quantos habitantes de um determinado resort. Quando apanhados a roubar no supermercado das cercanias, chamam racistas aos seguranças que lhes solicitam a devolução dos itens roubados. O contexto é, mais ou menos, o mesmo. Um dias destes, quando enriquecerem o vocabulário, talvez substituam o alegado insulto. Populista parece-me adequado. É mais fino.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Má sorte não ser secretário de estado...

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Diz que o final do arco-íris assinala a localização do pote de ouro. Quiçá. Não confirmei se, neste caso, seria assim. Mas, tratando-se de instalações da Galp, é bem possível que a sinalética esteja correcta. Pode é depender de quem procura. Eu, desconfio, não encontraria nada. Já um qualquer secretário de estado era gajo para ter mais sorte...


 

domingo, 27 de novembro de 2016

Costa, o ilusionista. Ou conversa para enganar parolos.

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Já sobre a evolução do consumo interno, António Costa admitiu que as medidas de reposição de rendimentos e de redução da sobretaxa de IRS poderão não se ter traduzido imediatamente num aumento da procura interna.


 


"Certamente, muitas famílias tinham sistemas de endividamento informal que aproveitaram para ir resolvendo ao longo deste ano", justificou.


 


Estes dois excertos de uma entrevista de António Costa - o ilusionista - ao “Jornal de Negócios” são elucidativos acerca da ignorância do homem em tudo o que tem a ver com números, economia, finanças e afins. Promover a evolução do consumo interno não é, de todo, uma ideia parva. Repor rendimentos e reduzir impostos, com a finalidade de estimular a procura interna, também não. Agora esperar que o consumo e a procura cresçam sem fazer nenhuma dessas coisas é que me parece bastante idiota. Ninguém deve ter explicado à criatura que os funcionários e reformados a quem foram repostos rendimentos são uma minúscula fatia destes grupos sociais. Gente para quem as importâncias líquidas cortadas terão um valor pouco mais do que simbólico e que não constituíram motivo para alterar o seu padrão de consumo. O mesmo com os impostos. Verdade que baixou a sobretaxa. Sim, e daí?! O que aumentou - acertadamente, quanto a mim - nos impostos indirectos levou isso e muito mais.


E aquilo do endividamento informal?! Ao certo, isso é o quê?! O crédito ao consumo, concedido pelos bancos e outras entidades, não deve ser. Esses, ainda que poucas, requerem umas quantas formalidades. Nem, se calhar, estará a pensar naqueles empréstimos entre amigos, familiares ou conhecidos. Ou, tão pouco, nas contas por pagar no talho, na mercearia ou no tasco onde se toma o pequeno-almoço.  Nestes casos, se as famílias liquidarem estas dívidas, o dinheiro entra na mesma na economia e contribui para o seu crescimento.


E é isto. É este o primeiro ministro que temos. Um ilusionista. O que não é necessariamente mau. As pessoas precisam de ilusões. O que é preocupante é que as levem a sério.


 

sábado, 26 de novembro de 2016

Já vai tarde...

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Deixemos de merdas. Fidel Castro era um ditador. Pode ter sido um líder histórico, carismático e um revolucionário amoroso como hoje a generalidade da comunicação social o pinta. Franco, Salazar, Stalin e outros terão sido, também, isso tudo. Não merecem, vá lá saber-se porquê, é os mesmos encómios que o agora defunto déspota cubano. Uma ditadura é uma ditadura e todos os ditadores são uns filhos da puta. Por mais que a  pandilha do politicamente correcto se esforce por me convencer que umas ditaduras e uns ditadores sejam mais fofinhos que outros.


 

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Europa 2029


 

Da série comecem a despedir-se da geringonça

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A acreditar na sondagem hoje divulgada o PS estará à beira da maioria absoluta. Assim de repente não me ocorre nenhuma razão para acreditar no resultado do estudo de opinião. Exemplos recentes de falhanços épicos de estudos análogos -  escuso de os citar de tão frescos que estarão na nossa memória colectiva - levam-me, pelo contrário, a não levar estas previsões a sério. Embora, caso se confirmasse o seu acerto, não constituisse de todo uma má noticia. Excepto, claro, para comunistas e bloquistas. O Partido Socialista com maioria absoluta seria o pior cenário para aquele pagode. Coitados. Divulgar uma noticia destas num dia particularmente triste para a esquerda radical portuguesa é mesmo lixado.   

A propósito da sexta-feira preta

A minha relação com as lojas é pouco menos que inconciliável. Nomeadamente as de indumentária. Permanecer num desses antros por um período de tempo superior ao estritamente necessário para adquirir aquilo que me obrigou a entrar equivale a tortura.


Cada um é para o que nasce. Já garantia a minha avó, essa sábia senhora. Daí que considere muito respeitável - apesar de incompreensível, para mim - o entusiasmo com que a maioria das gajas se dedicam à actividade de passear em lojas de farpela. Ou, até mesmo, alguns gajos. Jovens, quase todos. Alguns praticamente em êxtase por remexerem nos trapinhos. Deve ser da textura.


 

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Tão bem dito que podia ser eu a dizer...

"Na política vale quase tudo. No fim ganha quem melhor consegue enganar a opinião pública. E quem perde é sempre o contribuinte."


 


João Vieira Pereira, diretor-adjunto do Expresso.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Um dia destes ganhamos todos o salário mínimo...

Já li e ouvi muitos argumentos em defesa do aumento do salário mínimo nacional. Mas hoje gostei particularmente de um. Quem ganha o SMN gasta tudo, defendia um expert destas coisas. O que não será difícil, digo eu. Nem ser dotado de uma imaginação prodigiosa ou possuir gostos relativamente extravagantes. Gastando tudo, por pouco que seja, é dinheiro que de imediato entra na economia, criando, assim, mais riqueza, crescimento económico e impostos. Parece-me bem visto. Por acaso, ou talvez não, até penso mais ou menos o mesmo. Com uma nuance. Eu ia mais além. Seria mais ambicioso. Aumentava também as pessoas que ganham quinhentos e oitenta ou seiscentos euros. E, já agora que ali estava, ia por aí acima. Quando déssemos por nós estávamos com uma economia mais pujante do que a chinesa. Enquanto, simultaneamente, se fazia justiça social e promovia a igualdade. É que, não sei se já alguém reparou, um trabalhador que em 2014 ganhava 485€ por mês, ganhará 557€ em 2017. Mas, enquanto isso, outro que até pode ser o colega do lado, continuará a auferir mensalmente 560€, tal como ocorria há dois anos atrás. Justo, dizem eles. Ninguém o manda ser um malvado aforrador.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Todos uns piegas, é o que é...

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Diz que, por comparação com 2015, há em Portugal mais mil trezentos e tal milionários. Condição a que se chega quando o património da criatura atinge, mais ou menos, o milhão de euros. O número, ao que consta, tende a aumentar. E muito, ao que parece. Segundo os gajos e as gajas que estudaram isto da riqueza acumulada – a tal que a filha do ex-terrorista Camilo quer atacar – nos próximos cinco anos a quantidade de ricaços com este nível de fortuna deve ultrapassar os setenta e seis mil.


Não farei, quase de certeza, parte desse número. A menos que as bolas do euromilhões acertem com os palpites da sociedade em que invisto nesse jogo do demo. Mas, mesmo assim, fico satisfeito por haver cada vez mais gente endinheirada. O que me desagrada é ver a indignação que o facto suscita. Uns invejosos, é o que é. Por mais que chorem baba e ranho, ou vertam lágrimas de crocodilo pelos probrezinhos coitadinhos, não me comovem. Querem lá eles saber. Nem, tão pouco, acredito naquela treta do cada vez mais ricos e cada vez mais pobres. Tretas, reitero. A mesma análise revela que a riqueza média de cada português também subiu em relação ao ano passado e que mais de 55% dos tugas possui um património entre dez e cem mil dólares. O que confirma, se tal ainda fosse necessário, tudo aquilo que os geringonços têm vindo a afirmar acerca da tragédia a que o governo do Parvus conduziu o país...

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Se calhar é uma espécie de mensagem subliminar...

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Deve haver, presumo, uma regra qualquer que determine a altura a que uma caixa multibanco deve ser colocada. Ou, pelo contrário, será coisa para deixar ao livre arbítrio do gajo que instala o equipamento?! Quiçá seja algo mais ou menos aleatório. Nuns sítios mais acima, noutros mais abaixo. Talvez os bancos tenham assim uma espécie de estudo acerca dos clientes e determinem a colocação das ditas traquitanas em função da altura média dos mesmos. Ou conforme o número de baixotes. Se estes forem a maioria a máquina fica mais baixa e o contrário se os mais espigados estiverem em superioridade numérica.


Independentemente do motivo parece-me que a esmagadora maioria está demasiado próxima do solo. Uma chatice. Um gajo tem de curvar para sacar o dinheiro. Pior. Se a visão ao longe já não fôr a melhor mal se distinguem as teclas. Um problema inquietante, este. E que urge resolver. Em menos tempo do que os tipos da CGD levam para entregar uma declaração de rendimentos, de preferência.

domingo, 20 de novembro de 2016

Olívia patroa, Olívia costureira...


O nível de coerência de comunistas e bloquistas é algo que não pára de me surpreender. Ou, a bem dizer, nem por isso. Daquela gente espera-se tudo. Até que deputados e destacados dirigentes do partido comunista e do bloco de esquerda declarem o seu entusiástico apoio aos manifestantes que protestam contra o governo que os seus partidos apoiam no parlamento. Devem ter-se inspirado naquela rábula da Olívia patroa, Olívia costureira...

sábado, 19 de novembro de 2016

Vade retro, satanás!

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As noticias acerca da vinda do diabo foram manifestamente exageradas. O mafarrico, com aparição anunciada para Setembro, não deu, afinal, sinais de vida. Atrasou-se, se calhar. Ou, então, preferiu infernizar a vida a outros. Não sei qual terá sido a opção do canhoto. Talvez nos ache demasiado insignificantes, o chifrudo. Mas sei que um lado evidencia uma certa frustração por belzebu não ter entrado em cena e que o outro parece estar a fazer tudo o que pode para trazer lucifer até nós. Por mim, que não acredito nem em deuses nem em demónios, acho que isto vai acabar mal. E, não, não sou pessimista, catastrofista ou essas coisas que os despesistas costumam chamar a quem gosta de olhar para os números de forma cautelosa. Sou apenas um optimista informado que já teve razão da outra vez. Daquela, em que se fez tudo exactamente como agora.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

As saudades que eu já tinha de uma greve!

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Diz que amanhã vai haver greve da função pública. Daquelas com manifestação e tudo. Não era sem tempo. Já tinha, confesso, saudades destas coisas. Não sei ao certo o que está, desta vez, em causa. Nem, dada a falta de noticias sobre o assunto, se é mesmo a sério. Deve ser da falta de treino. É que dantes, quando governavam os maus, isto era noticia para ser repetida até conhecermos de cor e salteado todas as reivindicações. Mas, seja o que for que estiver a ser reivindicado, estou completamente de acordo. Presumo que a jornada, apesar dos fantásticos avanços conseguidos e das não menos maravilhosas medidas já tomadas por este espectacular governo de esquerda que entende os justos anseios dos trabalhadores, vise reivindicar qualquer coisa em prol da generalidade dos trabalhadores do Estado. Uma só que seja. É que para mim está exactamente igual ao que estava antes. Reitero, exactamente. Por mais que o sindicalista gordo e comuna que de vez em quando ciranda cá pela terra, enalteça os feitos da geringonça e se esforce ingloriamente por demonstrar o contrário.


 

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Cuidado com o que desejas!

Há pessoas relativamente às quais não são precisos grandes dotes adivinhatórios para lhes prever o futuro. Qualquer adivinho de vão de escada, se conhecer o seu passado, não terá dificuldades de maior em lhes diagnosticar o futuro. E este, o futuro, às vezes é uma coisa lixada. Como, de resto, o passado está farto de demonstrar.


Este texto não é um exercicio de adivinhação. Nem pretende ser. Mas podia.


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Imigrantes, borlistas e caloteiros

Apesar de nenhuma organização de apoio a imigrantes, refugiados ou outros desgraçados ter vindo a público defender o homem, parece que afinal o “Rei do Kebab” - aquele imigrante curdo que desbaratou um bando de meliantes que pretendiam assaltar o seu restaurante - vai, ao contrário que se chegou a temer, poder regressar a Portugal. A autorização de residência, ao que consta, será coisa para demorar poucos dias a ser concedida e, após isso acontecer, o senhor poderá voltar. Ainda bem. São, sem dúvida, boas noticias. É de pessoas assim que o país precisa, que isto de bananas há cá muitos.


Em sentido contrário foram, ao que dá conta alguma imprensa, cento e quarenta refugiados. Daqueles que o governo, organizações de caridade – solidariedade, em linguagem modernaça – ou outros patetas quaisquer insistiram em trazer para Portugal. Igualmente boas noticias. Eles que vão. E, principalmente, não voltem.


Outra boa noticia é aquilo do detector de borlistas que a Carris pretende instalar nos seus autocarros. Grande ideia. Mas que, duvido, passe disso mesmo. De ideia. Deve ser ilegal. Violar a privacidade, ou isso. Mesmo que daí não resultasse nada de mais, toda a gente ficava a saber quem viajava à borla. Ná, não pode ser. Logo agora que o governo até quer acabar com aquela cena do cobrador do fraque…


Por falar em caloteiros. São cada vez mais os alegados famosos a quem é “descoberta a careca”. Famosos, enfim, é como quem diz. Vagamente conhecidos, vá. Figurinhas sem importância, a maior parte deles. Gente que vive à custa de esquemas manhosos e que, quase sempre, não tem onde cair morta. Mas, como quase todos os desta laia, quem os ouve falar ou vê cuspir não os leva presos. E isso, de não irem presos, é que é pena...

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Sugestão de investimento para quem votou na geringonça...

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Ora aí está um produto financeiro que recomendo vivamente. Nomeadamente aos que apoiam a geringonça. Apresenta uma taxa de juro simpática, o tempo de “imobilização” do capital não é nada de por aí além e o valor mínimo a subscrever estará ao alcance de qualquer um daqueles funcionários públicos e aposentados que viram os seus rendimentos repostos.


E, depois, há ainda aquilo da renegociação da dívida. A acontecer – necessidade que os geringonços sustentam – nada será de preocupante. Nem, sequer, coisa que lhes cause indignação ou suscite aborrecimento. Pelo contrário. De certeza que até ficarão satisfeitos. Por isso, malta que apoia a geringonça, é investir, é investir!!!

domingo, 13 de novembro de 2016

Censurar a censura

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Parece que a culpa – desde a eleição do Trump à generalizada ascensão da direita na Europa – é das redes sociais. É o que dá qualquer um desatar a comentar noticias, publicar opiniões e escrever disparates diversos no Facebook, nos blogues, no Twitter, no Instagram e onde mais lhe aprouver. Coisa que, como sempre aconteceu, apenas devia estar reservada aos jornalistas e comentadores devidamente encartados. Eles é que sabem opinar sensatamente. Eles é que sabem o que é bom para povos, os países e o progresso civilizacional.


A discussão acerca do tema ainda mal começou mas, a julgar por aquilo que nos últimos dias se tem dito e escrito, não tardará a generalizar-se. A censura vem aí. Em nome da liberdade, dizem eles. Por enquanto têm-se limitado a controlar a informação. Filtram as noticias. Esforçam-se por moldar a opinião das massas à sua visão do mundo. Boicotam quem diverge. Escondem aquilo que não lhes convém que as pessoas saibam. Manipulam-nos, em suma. A chatice é que o mundo mudou. E o conhecimento que temos dele, também. Isso do “sol na terra” e dos “amanhãs que cantam” passou à história e não volta mais. Habituem-se!

sábado, 12 de novembro de 2016

Aventesmas!

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Diz que esta espécie de fatiota se chama pannenburka, ou lá o que é. Ao que consta – mas espero que não seja verdade – terá sido concebida e estará a ser comercializada na Alemanha. Por mim estou em crer que não passará de uma fantasia carnavalesca. Ou então não. Mas se não for a coisa é séria. E, nesse caso, a única vantagem que terá é evitar danos nas viaturas. Que, em caso de embate com aquilo, serão os únicos prejuizos a lamentar.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Isto anda tudo ligado...

Esta época futebolística tenho apostado quase sempre na vitória do Sporting. Será essa, a estatística não me deixa mentir, a razão pela qual as apostas no Placard me estão a correr tão mal. Bem me avisava, no último domingo quando registava o boletim, um outro apostador que a insistência em vaticinar as vitórias dos lagartos só me traria uma desagradável acumulação de prejuízos. Isto, claro, sou eu a traduzir do vernáculo. Mas o cavalheiro em causa ia mais longe. Garantia que os leões, que já não venciam desde que o Pedro Dias desapareceu, apenas voltariam a ganhar quando o tal foragido fosse encontrado. Ora o Sporting, nesse mesmo Domingo, ganhou. Ao Arouca. Por três a zero. E, no final desse jogo, as câmaras de vigilância do estádio das osgas filmaram umas cenas rocambolescas. Acontece que o tal Pedro Dias apareceu. Em Arouca. Três dias depois do jogo que o Sporting ganhou por três a zero ao Arouca, perante as câmaras de uma televisão que estavam lá para filmar aquela cena rocambolesca. O tal gajo não acertou nisso do clube do Lumiar só ganhar depois do alegado assassino aparecer. Mas só falhou por três dias. Isto anda mesmo tudo ligado.


E eu, que sou benfiquista e isso me envaidece, por que raio aposto na vitória das lagartixas? Porque assim fico sempre contente...



quarta-feira, 9 de novembro de 2016

É a democracia, estúpido...

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E pronto, ganhou o Trump. Uma chatice. Nomeadamente para jornaleiros, comentadores, gente das artes e intelectuais diversos que se acham dotados de uma inteligência superior ao comum dos mortais. Tudo culpa dos matarruanos rurais, velhos, analfabetos e extremistas vários que, pasme-se tamanho desplante, insistem em ter opinião e, pior, traduzi-la em voto. Coisa que, como parece cada vez mais óbvia, devia estar reservada somente a jovens, urbanos e licenciados. Uma maçada, isto da democracia.


Se não fossem tão arrogantes talvez percebessem a mensagem e aprendessem a lição. Mas não acredito que alguma vez a aprendam. Não querem entender que a maioria dos povos não aceitam esta coisa do politicamente correcto que está a destruir as sociedades ocidentais. Marine Le Pen ganhará as eleições em França. As próximas ou as seguintes. O mesmo acontecerá na maioria dos países europeus. A culpa, essa, nas cabecinhas intelectualoides dos que hoje lamentam a eleição do “Trampas”, nunca será deles nem das políticas que apoiam. Será sempre dos outros. Dos parvos, como eles gostam de considerar quem não pensa como eles.


Por mim, o vencedor das eleições americanas não podia ser mais indiferente. Cada povo escolhe quem quer para o governar. Mas, confesso, não consigo esconder um sorriso perante tamanha azia que insuspeitos democratas - daqueles que só o partido deles é que é bom – hoje têm exibido. Até parecem os comentadores desportivos dos canais televisivos quando o Benfica ganha...


 

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Trabalhar de borla?! É uma coisa que me aborrece.

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Não gosto de self services. Tirando o multibanco. E, vá, mais uma ou outra coisa que igualmente me dê jeito. Embora, assim de repente, não me ocorra nenhuma. Trata-se uma maneira de uns quantos capitalistas nojentos diminuírem os custos - nomeadamente com pessoal - e aumentarem os lucros, os porcos-fascistas. Fazemos nós o trabalho das pessoas que eles despedem e das que não contratam, sem que ganhemos nada com isso. Nem, sequer, uma reduçãozinha no preço do bem ou serviço em que, por momentos, nos tornamos empregados do gajo a quem os estamos a adquirir.


Uma das superfícies comerciais cá da terra adoptou agora esse conceito no pagamento das compras. Substituiu umas quantas caixas tradicionais por outras onde é o cliente que trata de todo o processo que envolve pagar os bens que acabou de comprar. Por mim recuso. Não quero. Não sou empregado de supermercado. E se o incentivo é apenas evitar as longas filas que, agora, se formam nas outras, pouquíssimas, caixas que se mantém abertas, então prefiro ir abastecer a despensa a outro lado. Como, aliás, já faço em relação ao combustível. Não atesto o depósito em sítios onde, sem nada em troca, me forçam a ser gasolineiro.


Quem, aparentemente, aprecia o novo esquema é a malta do resort. Passam todos por aquilo do auto-pagamento. Gostam tanto da ideia que já não aborrecem as operadoras e os clientes das restantes caixas. Velhos e novos, mesmo sem saberem uma letra – ou um número - do tamanho de um burro, aprenderam depressa a trabalhar com aquelas traquitanas. Têm muita desenvoltura com as mãos, eles...

domingo, 6 de novembro de 2016

Ides sofrer como cães! E ninguém diz nada? Nem os defensores dos animais?!

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Uma tarja com os dizeres “ides sofrer como cães”, ontem ostentada por um bando de arruaceiros à chegada do tricampeão nacional ao hotel onde pernoitou antes de jogar em Contumil com o clube da fruta, significa o quê?! Uma ameaça que farão os jogadores passar pelo mesmo sofrimento que infligem aos cães? Mas há cães a sofrer às mãos desta gentalha?! Se assim fôr constitui motivo mais do que suficiente para as autoridades competentes – ou até mesmo as incompetentes, vá – abrirem uma investigação acerca dos maus tratos que o grupo de energúmenos que a mostrava estará a infligir aos canitos.


Pode, ao contrário, ser interpretado como um amistoso gesto de boas vindas. Uma espécie de vassalagem que as criaturinhas estarão a prestar ao maior clube do país. Pode ser. Até as criaturas mais reles têm – às vezes lá bem no fundo, mas têm – um outro sentimento menos mau. E, por outro lado, é reconhecida a maneira como os animais são bem tratados por aquelas paragens. Nomeadamente as pegas. Aquilo é quase o seu - delas - habitat natural.

sábado, 5 de novembro de 2016

Qualidade de vida...é um conceito muito vago!

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Acredito que uma empresa de estudos de mercado faça as suas análises com base na seriedade, no rigor e na competência de quem os elabora. Nem me passa pela cabeça que os resultados apurados não sejam analisados à lupa e que eventuais falhas não sejam corrigidas antes da sua divulgação pública. Daí a minha perplexidade perante um estudo que aponta cinco concelhos do vizinho distrito de Portalegre como aqueles que possuem, a nível nacional, melhor qualidade de vida.


Admito que, em todos eles, se viva extremamente bem. Melhor, admito também, do que no meu. Que, diga-se, nem desconfio em que posição se encontra. Embora, olhando para a pontuação dos melhores do distrito de Évora, presuma que se situe num lugar muito distante dos primeiros. Deve ser dos indicadores, ou lá o que é. Diz que neste estudo deram muita importância a aspectos como a educação, a saúde ou a cultura.


Deve ser por causa desses critérios que Sousel é considerado, pelo tal estudo, o segundo melhor concelho do país para viver. Muito melhor do que Estremoz, que dista daquele paraíso uns miseráveis dezassete quilómetros. Quase nada, convenhamos. Um trajecto que se faz em pouco mais de vinte minutos e que é percorrido diariamente pelos alunos souselenses que, concluído o ensino básico, pretendem frequentar o secundário e o lugar mais perto para o fazerem é Estremoz. Ou por aqueles que durante a noite e ao fim de semana são acometidos por alguma maleita e, se a coisa for ligeira, têm de recorrer ao serviço de atendimento de Estremoz. O mesmo para os que queiram ir ao cinema, dado que em Sousel também não há e o mais próximo, adivinhem, é o de Estremoz.


Não coloco, naturalmente, em causa a credibilidade deste estudo. Outros itens haverá naquele concelho que dão a Estremoz uma goleada de dez a zero. Não estou é, assim de repente, a ver nenhum...

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

E escolher um cão como politico do ano? Se calhar já faltou mais...

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Isso de escolher isto ou aquilo como qualquer coisa do ano é, por norma, do mais parvo que há. Podia, também, considerar estúpido. Não era mal considerado mas, até ver, fico-me pelo parvo. Nomeadamente quando a escolha é baseada em critérios subjectivos, não mensuráveis ou baseados apenas em simpatias pessoais, políticas ou outras. É o caso de uma revista de gajas que escolheu um gajo para gaja do ano. Uma parvoíce. Irrelevante, é verdade. Ninguém quer saber, nem a distinção adianta ou atrasa seja o que for à humanidade. Quando muito servirá para dar razão aos que ainda acham que o lugar da mulher é em casa a coser as meias do marido. Por acaso acho o mesmo. Em relação às gajas que fizeram esta escolha, claro.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

O Orçamento dos autarcas e reformados

Tenho lido nos últimos dias – praticamente desde a sua apresentação oficial - que o Orçamento para 2017 é o Orçamento dos funcionários públicos e dos reformados. Será, em parte, verdade. Nomeadamente quanto aos últimos, pois a função pública, exceptuando os vinte cinco cêntimos do subsidio de refeição, não é contemplada com a distribuição de benesses, ao contrário do que acontece com os pensionistas.


Parece, no entanto, que todos se estão a esquecer dos autarcas. Esses, talvez, os maiores beneficiários da generosidade distributiva da geringonça. Para além da espécie de inimputabilidade - a ser aprovado o que é proposto – que o governo lhes pretende conceder, é ainda garantida uma torrente de dinheiro a desaguar nos cofres das autarquias como há muito se não via. E, se isso não fosse mais do que suficiente, vão dispor de inteira liberdade para endividarem as respectivas Câmaras – e, por consequência os respectivos munícipes e os portugueses em geral – em montantes que apenas conhecerão como limites a imaginação dos mais extravagantes de entre eles. O período negro, no que diz respeito aos calotes dos municípios, que terminou – salvo uma ou outra miserável excepção – em 2012, não constituiu uma lição suficiente. Continua-se, por isso, a dar fósforos aos incendiários.


Não me surpreende. Os governantes de agora são os mesmos que rebentaram o país e, na sua maioria, os autarcas que esturraram dinheiro à tripa-forra também. Já vimos este filme e sabemos como acaba. Só um tolinho pode esperar que, desta vez, tenhamos um final feliz.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Trabalhos de casa

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Noticias vindas de Espanha dizem-nos que os putos estão a fazer uma espécie de greve aos trabalhos de casa. Forma de luta merecedora, como seria de esperar, de todo o apoio por parte dos progenitores. Compreendo a problemática. É, de facto, uma chatice os gaiatos chegarem a casa com cenas que impossibilitam aquela coisa do tempo de qualidade passado em família. Aquilo em que cada um olha fixamente para o seu tablet ou telemóvel sem ligar patavina aos outros.


Percebo que os miúdos não apreciem os TPC’s. Igualmente entendo que os pais não tenham paciência para ajudar os filhos a ultrapassar as dificuldades que estas coisas lhes colocam. Aceito, também, que prefiram estar no facebook, descansados da vida, sem ter o petiz a chatear por não perceber a tabuada ou seja lá o que for que ensinam agora. Compreendo isso tudo. Ninguém gosta de chatices. Podiam era admiti-lo. Que inventem argumentos rebuscados, muito modernos e que atirem para o ar uns quantos conceitos pretensamente evoluídos é que não me parece bem. Até porque ninguém acredita. Nem eles.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Coitadinho do meliante que não lhe podem sacudir as moscas...

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Todos os canais televisivos têm levado o dia de hoje a passar um vídeo onde, supostamente, militares da GNR malham um fulano que acabaram de deter. Supostamente porque, ao contrário do que é afirmado até à exaustão, não se descortina violência absolutamente nenhuma. E ainda que fosse visível seria impossível determinar a intensidade com que o bastão, a mão, o pé ou seja o que for, atinge o meliante. Nada garante que, a ter-se verificado contacto, ele tenha sido intencional ou, mesmo que tenha ocorrido, tivesse sido suficientemente forte para poder ser considerado agressão. Pode – e nada garante o contrário – ter-se tratado apenas de uma carícia. Mais intempestiva, mas ainda assim uma carícia.


Mas, confesso, seja o que for que tenha acontecido, pouco me importa. Se bateram, ainda bem. Se não bateram, tivessem batido. Num meliante bate-se sempre. Mesmo que não se saiba porque se lhe bate, ele sabe de certeza porque apanha. Estranho, no entanto, o nebuloso critério jornalístico que leva os canais televisivos a repetir vezes sem conta estas imagens. Filmes desta natureza, captados por câmaras de vigilância ou filmados por cidadãos em que as vitimas de ataques são pessoas comuns e os agressores são os milhões de invasores que já estão em solo europeu, são publicados diariamente às centenas na Internet e nenhuma televisão os mostra sequer uma vez. Vá lá saber-se porquê. Ou melhor, todos sabemos porquê.