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segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

A carneirada não se importa...

Mais uma trapalhada. Que é, simultaneamente, o enésimo aumento de impostos promovido pela geringonça. Nada que inquiete as massas, a comunicação social ou os comentadores televisivos. O que não admira. Nomeadamente quanto aos últimos. A maioria deles são reformados e estão eternamente gratos ao Costa pela devolução de milhares de euros da sua choruda reforma. Conquistada, por quase todos, sabe-se lá como. Ou, melhor, saber até se sabe. Estiveram sempre do lado certo do tacho.


Isto a propósito do subsidio de refeição da função pública, pela primeira vez, deixar de constituir o referencial para a isenção de IRS e TSU. É assim que, graças ao Partido Socialista e respectivos apêndices, a partir de Agosto e até final do ano – depois logo se vê, todos vamos pagar mais impostos. Outra vez. Mas nada disso importa. Ninguém quer saber. Mau, mas mesmo muito mau, era se fosse o outro parvo que lá esteve antes a fazer estas coisas. Isso é que era o diabo. Assim, lá vamos cantando e rindo. Apesar do cheiro a enxofre ser cada vez mais intenso.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

O ridículo não cobra dividas

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O calote é uma prática que me irrita. Os caloteiros, também. Pelo menos em determinadas circunstâncias. Quase todas, diga-se. Também quase sempre tendo a colocar-me do lado do gajo que procura reaver o que é seu. Salvo uma ou outra excepção onde o lesado - ele ou por interposta pessoa - tem uma actuação que, de tão ridícula, acaba por transformar o patife do caloteiro numa espécie de herói. É o caso, relatado por estes dias na imprensa, da tentativa de penhorar a refeição - sim, a refeição, não o subsídio ou qualquer outro abono com ela relacionado - a uma alegada devedora, por parte de uma empresa de recuperação de créditos. A ordem de penhora, parece, não terá sido cumprida por parte da entidade patronal que será, simultaneamente, fornecedora da refeição. Uma pena, isso. Seria curioso verificar o que faria o agente de execução com o almoço da senhora e de que forma essa apreensão contribuiria para deduzir a importância em dívida.


Apesar disso, reitero, estou do lado da criatura que, alegadamente, não cumpriu a sua parte no negócio que motivou esta penhora. Tem direito a refeiçoar. Até porque, se isso lhe for negado, não sobreviverá as dezenas de anos que - atendendo ao salário que, provavelmente, auferirá -  serão necessárias para pagar os vários milhares de euros que deve. Alegadamente, claro.