segunda-feira, 13 de julho de 2026

Inquietações inquietantes

Uma chatice essa coisa dos exames e respectiva correção. Pelo menos a julgar pelas reacções a que estamos a assistir. Confesso o meu espanto. Não, obviamente, pelas preocupações manifestadas com o transtorno causado aos envolvidos. Apenas me admiro por não ver ao longo do ano idênticas aflições perante os danos provocados pelas inúmeras greves dos professores e do restante pessoal da educação. “Ah e tal, o governo é o responsável”...Pois, nem vale a pena acabar a frase. Já sabemos que quem durante o resto do ano lectivo boicota o funcionamento do sistema de ensino, por causa de valores altamente questionáveis, é irresponsável.

Outra inquietação é aquela ideia maléfica do governo de mexer na lei das rendas. Diz que, de ora em diante, vai ser mais difícil a um inquilino ficar num imóvel sem pagar. Segundo a esquerda a nova lei do arrendamento constitui um enorme retrocesso. Portanto, ficar a dever vários meses – ou mesmo anos – de renda ao dono da casa é, para aquela gente, ser progressista.

Também o coisinho ex-grande líder do Livre se indignou com esta lei por causa do montante da caução, que passa a ficar ao livre arbítrio do locador. O que, segundo o senhor, pode levar a valores muito distintos em função da cor, da etnia ou de outra qualquer característica do candidato a inquilino. Assim de repente não estou ver qual é o problema do sonso. A mim parece-me uma boa ideia, afinal o Estado não tem de meter o bedelho nos negócios entre particulares. Nem ele, feito racista, a sugerir que as pessoas por serem assim ou assado têm necessariamente de ser pobres. Andar por aí fazia-lhe bem…

2 comentários:

  1. Na minha perspectiva, estas alterações são altamente penalizadoras para quem mais precisa.
    Leis feitas em cima do joelho ou apenas para mostrar serviço?
    Cumprimentos, caro KK.

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    1. Concordo que esta lei não resolverá grande coisa. Reduzir o atraso de 3 para 2 meses de nada serve. Os tribunais vão continuar a demorar os mesmos anos a entregar a casa ao legitimo dono. Que, diga-se, continuará a ficar com a casa destruida e sem receber aquilo que lhe devem.

      Acredite, caro António, que há muitissima gente a fazer do calote um modo de vida. E nem todos são pobres.

      Cumprimentos

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