Andaram durante anos a vender-nos que essa coisa da globalização era uma cena espectacular. Nós – principalmente os que são mais “poucochinho” – acreditámos. Mas, de facto, globalizar tem corrido bem. Nomeadamente, entre outros, para os chineses. Demasiado bem, até. Daí que a União Europeia tenha decidido lançar uma taxa sobre o bens adquiridos online às plataformas de comércio electrónico. Regulamentar e taxar é, diga-se, das poucas actividades que a Europa sabe fazer. E convencer-nos da bondade das suas loucuras, também.
Sou cliente ocasional destas plataformas. Apenas bugigangas baratas. Daquelas que na loja do chinês custam três ou quatro vezes mais. Como, por exemplo, um teclado autocolante para portátil que comprei num desses sites por noventa cêntimos. Segundo a Comissão Europeia, se bem percebo o que está escrito, eu continuarei a pagar noventa cêntimos e os vendedores pagarão três euros de taxa à UE.
Desconfio que desta vez estão a ir longe demais. Ou, então, estão a testar os limites da nossa inteligência. Só isso ou a percepção que os políticos europeus terão de que somos demasiado estúpidos, justifica o conteúdo da publicação acima reproduzida. É preciso um descaramento descomunal para escrever esta pantominice, mas se alguém acreditar merece ser aldrabado e vigarizado todos os dias.
















