Nunca fui muito dado a essas coisas da religião. Daí que tenha pouco apreço pela figura do Papa e pouco me importa o que vai papagueando. Acredito que todos eles sejam ou tenham sido pessoas cultas, inteligentes e bem intencionadas. No entanto, talvez por força do oficio – do santo oficio, diria – a maior parte do tempo limitam-se a dizer banalidades. Condenar o uso da tecnologia na guerra é mais uma. Das piores, parece-me. É que o recurso ao desenvolvimento de novas armas, tecnologicamente mais avançadas e com maior precisão, tem evitado um número ainda maior de vitimas entre a população civil e contribuído para salvaguardar a vida dos soldados, ao substitui-los por máquinas no campo de batalha ou noutro tipo de missões.
Se quisesse ser mesmo mauzinho diria que, se calhar, até se compreende a posição do cavalheiro. Menos gente a entregar a alma ao criador, às tantas não será lá muito do agrado do patrão. Mas não. Não vou por aí, até porque não creio em divindades. O homem tinha de dizer qualquer coisa e aquilo saiu-lhe. De certeza que, lá nas profundezas dos infernos, os padres da inquisição riram-se.
















