Enquanto noutros países e noutras regiões do globo se fomenta o desenvolvimento, a investigação e a melhoria da qualidade de vida dos residentes a Europa, os europeus e o ocidente em geral fazem questão de se preocupar com idiotices. Nem vale a pena enumerá-las, de tantas e tão estúpidas que são as prioridades que constituem a agenda que vigora deste lado do mundo. Basta aceder a uma qualquer rede social, ligar a televisão ou simplesmente sair à rua para se ficar com a sensação que estamos a viver num manicómio gerido pelos mais malucos de todos os malucos.
Os dirigentes europeus passam grande parte do seu tempo a discutir e, pior, muitas vezes a aprovar regulamentos para tudo e mais alguma coisa. Um dos mais escabrosos tem a ver com a protecção de dados que, posteriormente, foi de implementação obrigatória em toda a União Europeia. Independentemente da bondade da ideia é daqueles que, digamos, mais me enfenece. Por tudo e por nada temos de autorizar que os nossos dados sejam usados ou acedidos. Podemos sempre rejeitar, mas nesse caso não obtemos o serviço a que tentamos aceder. Ou seja, mais valia não existir regulamento nenhum.
Ainda por causa da aplicação do famoso RGPD, não pode um qualquer funcionário de uma qualquer repartição pública – privada, provavelmente, também não – ir beberricar o seu cafezinho e deixar um papel em cima da secretária onde constem nomes ou outros dados alegadamente sensíveis como moradas e NIFs. No entanto, soube-se por estes dias, um tribunal português mandou o primeiro-ministro divulgar a lista de clientes da empresa que detinha quando exercia a sua actividade profissional. A minha simpatia pelo adepto do FC Porto que actualmente preside às reuniões do conselho de ministros é pouco mais que nula, mas parece-me que a dita lista conterá dados muitíssimo mais sensíveis, na perspetiva dos clientes, do que a relação de licenças de canideos que ficaram por renovar, esquecida numa qualquer secretária da junta de freguesia.














