Um estudo qualquer revelado hoje, provavelmente estudado por estudiosos que estudaram o assunto, concluiu que a desigualdade está a aumentar em Portugal. Um por cento da população deterá, ao que concluíram, um quarto da riqueza do país e a classe média estará cada vez menos média em resultado dos baixos salários e dos impostos altos. Ou seja, concluíram o que quase todos nós sabemos. Só discordo quanto a essa coisa da desigualdade. É, lamento, uma realíssima mentira. Os portugueses estão cada vez mais iguais. Igualmente pobres, ao bom estilo socialista. Foi este o resultado dos sucessivos aumentos do salário mínimo, sem que isso se traduzisse no aumento do poder de compra ou no crescimento da riqueza e da subida praticamente nula dos salários intermédios. A consequência, obviamente, não podia ser outra senão o empobrecimento generalizado. A gravidade disto é os governos socialistas, com ou sem geringonça, terem-no feito de forma propositada e consciente.
Quem ler esta prosa pode concordar ou não com as minhas opiniões. É a vida. Se todos pensássemos da mesma maneira o mundo seria um aborrecimento. O que não pode – poder, até pode, mas aí já entrávamos no domínio da demagogia – é desmentir os números. E os números mostram que um funcionário público que há trinta anos, no inicio de determinada carreira, ganhava três salários mínimos e que hoje, no topo da mesma carreira, não chega a ganhar dois SMN está, evidentemente, mais pobre. Mas, convenhamos, mais igual. Aos pobres. Obrigado socialismo.















