Esta coisa da alteração às leis laborais já aborrece. Pelos menos a mim, que para além de trabalhar num sector onde os seus efeitos serão pouco mais que nenhuns, estou a poucos meses da aposentação. Por outro lado, embora reconheça que posso estar enganado, não me parece que esta seja uma daquelas reformas que o país precisa mesmo. Se calhar a energia e o tempo que se estão a perder numa discussão que ninguém pediu, podiam ser aplicados a tratar de cenas mais úteis, urgentes e importantes. Prioridades manhosas, desconfio.
Mas, independentemente de todos os factores da equação, este é mais um daqueles aspectos em que me faz espécie o destaque mediático, por um lado, dado às posições do PCP e do BE acerca do assunto e, por outro, o desplante com que aquelas organizações se arrogam de falar em nome dos trabalhadores e dos portugueses em geral. Representam um número meramente residual do eleitorado, têm uma expressão ínfima no parlamento e, mesmo assim, acham-se no direito de dizer que nos representam. Tudo isto com o beneplácito da comunicação social, totalmente rendida – manipulada, infiltrada e controlada serão outros adjectivos igualmente aplicáveis - àqueles partidos.
Entretanto hoje o Chega vem propor a redução da idade da reforma. Seria bom que explicasse onde pensa ir buscar os recursos que sustentem tal pretensão. Seria ainda melhor que todos os partidos, incluindo o partido de André Ventura, explicassem quais foram os restantes custos, nomeadamente na área social, que foram inventados ou aumentados desde que essa mesma idade começou a subir. Só para sabermos quem é que paga o quê a quem.
















