Mas, como escrevi no inicio, arte não é certamente. Arte seria se fosse um ferro velho retorcido encimado por um trapo palestiniano.
Kruzes Kanhoto
Ainda que todos, eu não!
sábado, 23 de maio de 2026
Arte suspeita
quinta-feira, 21 de maio de 2026
Excursionistas maritimos e outros figurões
Uns quantos figurões têm manifestado a sua indignação por causa da maneira como os badalhocos da mais recente flotilha que tentou chegar a Gaza foram tratados pelos israelitas. Nada com que, parece-me, um governante se deva preocupar. Se calhar seria melhor que Luís Montenegro se preocupasse mais com a segurança dos portugueses, do que com as actividades que os meliantes desenvolver lá longe e com as quais nada temos a ver. Ou, vá, governar talvez não fosse má ideia. Também Costa e Gueterres exprimiram o seu horror perante as imagens divulgadas daquela vadiagem a ser devidamente educada pela tropa israelita. Eu, confesso, estou igualmente horrorizado. Ainda não me esqueci do que um e outro fizeram ao país. Nem tal é possível. Mesmo que quisesse, basta sair à rua para a realidade com que me deparo mo recordar.
Quando às criaturas que embarcaram no cruzeiro pelo Mediterrâneo, já sabiam ao que iam. A ideia sempre foi, nesta e nas outras expedições marítimas, dar nas vistas e ter uma passeata à borla. A contrapartida era passarem por aquela provação. Mais ou menos como fazem algumas agências de viagem que organizam excursões gratuitas em que, para beneficiar da oferta, os excursionistas têm de assistir durante duas horas à apresentação de um produto qualquer. Só vai quem quer e quem vai é porque está disposto a aturar os palestrantes. Depois não se queixem. Até porque ninguém quer saber.
quarta-feira, 20 de maio de 2026
Agricultura da crise
Ontem foi dia da primeira colheita da única cerejeira cá do quintal que já produz. A outra ainda é demasiado jovem para isso. Lá para o fim de semana haverá mais. Outras tantas e, se calhar, as últimas. Ou quase. Se, claro, o Vinicius se mantiver afastado. O que é provável, dado que nos últimos dias não tenho posto a vista em cima daquele melro delinquente. Andará com certeza entretido nalgum quintal da vizinhança, já que no meu a rede em torno da árvore deve tê-lo persuadido a manter-se afastado.
Entretanto, já que estou com a mão na massa, a salada - que desde há meses é confeccionada com as alfaces da crise - ganhou hoje um novo ingrediente também de produção doméstica. A beterraba da crise. Tudo biológico, produzido de forma sustentável e com iva zero. Nem sei como não estou rico...
terça-feira, 19 de maio de 2026
Gente pouco séria
Sou pouco dado a essa cena dos euro-festivais. Nunca liguei peva. Mais ou menos como dizia o outro: “Não vejo e não gosto”. No entanto, nos últimos anos a polémica que os activistas criaram em torno daquele circo de aberrações, por causa da participação de Israel, tem tido o efeito de suscitar a minha curiosidade em relação aos resultados. Como seria de esperar, as votações dos diversos públicos nacionais são esmagadormente diferentes das escolhas dos júris das televisões participantes. Um hábito, essa coisa da opinião pública raramente coincidir com a opinião publicada. Gosto sempre de ver a azia que isto de as pessoas votarem provoca às criaturas que se acham donas da razão. Nisto dos festivais e em tudo o resto. Já deviam estar habituados.
Ficámos igualmente a saber que uns jovens, alegadamente membros de uma organização auto-denominada Climáximo, entraram num supermercado e tiraram coisas das prateleiras. Tendo, acto continuo, saindo do referido espaço sem passar pelas caixas. Ou seja, roubaram. Mas isto, claro, sou eu a concluir. Não sei se, para o indivíduo que escrevinhou a noticia, foi o que aconteceu. Anda um pai a criar um filho e os contribuintes a proporcionar educação à borla a uma criatura, para isto… depois admiram-se de ninguém os levar a sério.
segunda-feira, 18 de maio de 2026
Crise?! Qual crise?
Diz que os portugueses gastam seiscentos mil euros por dia em injeções para emagrecer. Ao que garante quem sabe destas coisas, são os mais pobres quem mais padece desta enfermidade. Sim, parece que agora ser gordo é uma maleita. Ainda bem. Não, obviamente, por o ser, mas apenas por assim não constituir motivo para chacota. Que, manda o bom senso, das doenças ninguém se atreve a zombar.
Costumo confiar nos números e se eles evidenciam estas realidades não vejo, também neste caso, motivo para duvidar. Parece-me óbvio, assim de repente, que quem compra estes medicamentos serão os obesos. Ricos, remediados e pobres. Prioridades que, naturalmente, não questiono. Até porque, em muitas circunstâncias, trata-se mesmo de um problema de saúde e preservá-la constitui uma prioridade que poucos ousarão negligenciar.
O meu ponto é que, a fazer fé nos valores divulgados na noticia do Público, cada embalagem custará mais de duzentos euros. Sem comparticipação, acrescenta o jornal. A ser verdade, a crise de que tanto se fala não passa de uma falácia. Nada de que eu não ande desconfiado…
quinta-feira, 14 de maio de 2026
Família: Essa organização estruturalmente qualquer coisa fóbica e ocasionalmente violenta
Começo seriamente a dar razão aos gaiatos da organização juvenil do SPD – o equivalente alemão ao PS – que pretendem acabar com a família tal como a conhecemos. Na moção apresentada ao recente congresso do partido, os pequenos Lenines defendem a abolição do casamento civil e o fim dos privilégios legais e fiscais a ele associados. Segundo os prodígios sociológicos da Juventude Social-Democrata alemã, o casamento tradicional aprofunda estruturas patriarcais, limita a liberdade individual e discrimina pessoas que preferem modelos relacionais mais criativos, fluidos e, imagino eu, logisticamente caóticos. Os benefícios fiscais atribuídos aos casais constituem, dizem eles, uma violência fiscal contra quem opta por não viver em relações monogâmicas. O texto vai ainda mais longe e classifica o casamento como um instrumento ao serviço do Estado capitalista para impor políticas “misóginas, queerfóbicas, classicistas e racistas”. Talvez por não frequentarem a catequese, faltou apenas acusarem Santo António de branqueamento heteronormativo.
Pensando bem, talvez tenham razão. Afinal, basta abrir um jornal ou ligar uma televisão para perceber o flagelo civilizacional que a família representa. São famílias que agridem médicos, enfermeiros, polícias e qualquer infeliz que tenha a ousadia de lhes pedir um mínimo de civismo. São famílias que roubam lojas, assaltam idosos, vivem da burla MbWay e outras, traficam droga, exploram mão-de-obra, protagonizam rixas campais e transformam urgências hospitalares em ringues de MMA. Quase sempre famílias. Nunca, curiosamente, “colectivos afectivos de responsabilidade partilhada”. Perante semelhante evidência, torna-se difícil contestar os jovens camaradas alemães. A extinção da família surge não apenas como uma opção política, mas como um imperativo higiénico. Uma espécie de desinfecção social em nome de um futuro melhor, mais inclusivo e, sobretudo, terminologicamente mais sofisticado.
Em alternativa, os Jusos – assim se chama a JS lá do sítio – propõem a criação de uma “comunidade de responsabilidade”. Um modelo contratual mais flexível, garantem, centrado em cuidados de saúde, heranças e apoio mútuo. Um novo modelo social que podia ter como lema “onde vai um, vão todos”, “mexeu com um, mexeu com todos” ou “um por todos e todos por um”. Evidentemente que onde se lê “um”, também se pode ler “uma” ou “ume”, que eu não sou de discriminar ninguém nem quero ser acusado de violência fonética.
Uma ideia magnífica, esta. Qualquer pessoa percebe imediatamente a superioridade moral de uma “comunidade de responsabilidade” face a uma mera família. Desde logo porque ninguém imagina uma comunidade de responsabilidade a invadir urgências hospitalares aos gritos ou a resolver divergências sacando da pistola. Isso são comportamentos retrógrados, próprios da família tradicional. No fundo, talvez esteja aqui o futuro. Acabam-se as famílias, acabam-se automaticamente os crimes cometidos por famílias. É ciência social de vanguarda. Depois disso, suponho que bastará abolir “grupos de jovens” para acabar com a delinquência juvenil e extinguir “comunidades criminosas” para eliminar o crime organizado. A realidade, como se sabe, resolve-se sempre mudando os nomes às coisas.
terça-feira, 12 de maio de 2026
Xenofobia imobiliária
segunda-feira, 11 de maio de 2026
O luxo e o lixo
A América – a, ainda, grande potência – ensandeceu. As consequências do wokismo e da resposta dos americanos a essa doença do âmbito mental dificilmente podiam ser outras. Adivinhavam-se há muito tempo. A radicalização política e social daí resultante conduziram à eleição de Trump e de Mamdani para presidente da Câmara de Nova York e, teme-se, não devem ter revelado o fundo poço. Desconfio que, para mal dos nativos e de todos nós, que ainda exista muito mais para escavar. As tropelias do Trump têm, como é óbvio, eco à escala planetária. Afectam toda a gente. As do Mamdani são localizadas. Não as sentimos no bolso e os efeitos de que nos podemos queixar limitam-se aos delírios que provocam nas mentes mais frágeis e nos esquerdistas, passe o pleonasmo.
Ao presidente islamo-comuna que os nova-iorquinos escolheram para lhes desgraçar a vida ocorreu-lhe, para financiar as suas ideias exóticas, criar um imposto sobre as segundas vivendas de luxo. Uma coisa popular, como convém. O BE, à nossa dimensão, defende uma cena parecida, mas tirando a parte do luxo. Podemos até, assim de repente, simpatizar com a medida. O pior é que, já dizia a minha avó, quem precisa nunca deixa de precisar. E, para acudir a todos será necessário ir baixando os padrõezinhos porque, ao contrário do que ensinava o camarada Mao, esta gente prefere dar o peixe do que ensinar a pescar. Aos entusiastas da ideia deixo uma sugestão. Esperem dois anos para ver os resultados…
sexta-feira, 8 de maio de 2026
Não há almoços grátis
É inacreditável a quantidade de pessoas que julgam convictamente ser possível proporcionar todo o tipo de bens e serviços de forma gratuita a toda a gente. Ou, outros ligeiramente menos ingénuos, a uma enorme franja da população que caracterizam como vulnerável. O Estado, no entendimento dessas pessoas, terá essa obrigação.
Obviamente tal não é possível. E, mesmo que assim fosse, rapidamente constataríamos que o sistema, para além de não ser viável, não seria do nosso agrado. Todos os povos que viveram – ou ainda vivem, infelizmente para eles – sob as ditaduras comunistas, onde essas práticas foram experimentadas, sabem disso. Por mim, prefiro um país onde toda a gente tenha rendimentos – do trabalho, capitais ou outros desde que legítimos - que lhes permitam pagar todos os bens e serviços de que necessitem.
A última exigência de gratuitidade vem, outra vez, dos doidinhos do Bloco de Esquerda. Querem, no que estranhamente são secundados por pessoas aparentemente inteligentes, que as refeições escolares sejam inteiramente gratuitas até ao 12º ano. O mais provável é conseguirem levar a ideia avante. Alguém, obviamente, vai pagar que isto não há almoços grátis. Na parte que me toca, já estou habituado. Paguei as dos meus filhos, por que raio não hei-de pagar as dos outros?
quarta-feira, 6 de maio de 2026
Dar-lhes o desconto...
Outra vez. Esta gente já aborrece com as teorias parvas acerca das desigualdades sociais. Andam por aí uns teóricos a teorizar sobre os malefícios das reduções introduzidas nos escalões e taxas do IRS. Tudo porque, argumentam, contribuíram para a diminuição da progressividade do imposto e, com isso, fizeram com que quem ganha mais fique com mais dinheiro. Ou, na verdade, seja ligeiramente menos espoliado pelo Estado. Esqueceram-se foi de dizer que quem ganha menos também beneficiou. Embora isso, por razões facilmente entendíveis, pouco importe para a história que se pretende impingir.
O que esta gente podia era, de uma vez, esclarecer o que pretende. Se, para eles, diminuir – ainda que em valores ridiculamente pequenos – os impostos sobre o trabalho conduz ao aumento das desigualdades, parece-me legitimo concluir, que defendem o seu aumento para as reduzir. Ou seja, quem trabalha tem de governar quem nada faz. E, por mais estranha que possa parecer esta ideia, há quem ache que devem trabalhar ainda mais para os que nada fazem possam ter uma vida o mais igual possível aqueles que têm de moer o coirão.
Mas não se ficam por aqui. Há cada vez mais malucos desses a achar que o Estado deve igualmente ser herdeiro de quem vai batendo a bota. Tudo porque, dizem os patetas, ninguém tem culpa de ter nascido pobre. Lotaria do berço, como lhe chamam os javardotes dos esquerdistas. Gente de bom coração, esta. Chega a ser comovente ver uma legião de alminhas generosas, muito solidárias, sensíveis e sempre prontas a redistribuir riqueza. Dos outros.
terça-feira, 5 de maio de 2026
Alguns e os outros
Sou, enquanto munícipe, um critico da maneira como as autarquias esturram o dinheiro público. Acho inadmissível - enquanto contribuinte, reitero - que se distribuam subsídios apenas porque sim e que se delapidem os cofres municipais a fazer festas, espectáculos musicais, certames de interesse publico muito duvidoso ou a dar casinhas e outras benesses a quem não quer trabalhar.
Também não nutro especial admiração pelo jornalismo actual. Não se limita a transmitir a noticia e a deixar a sua apreciação para o ouvinte, ler ou telespectador. Insiste em opinar acerca do conteúdo noticioso, transmitindo quase sempre um ponto de vista enviesado e tendencialmente inquinado pelas opções políticas do jornalista. O que revela uma falta de profissionalismo notável.
Isto a propósito da cobertura noticiosa daquele evento “chiquérrimo” no parque Eduardo VII, financiado pela Câmara de Lisboa. Uma vergonha, como diria o outro, que se esturre dinheiro dos impostos numa coisa daquelas. Muito bem a comunicação social quando refere que se trata de usar o “dinheiro de todos em prol de apenas alguns”. É um facto e fez bem em referi-lo. Atendendo ao contexto percebe-se porque o fez. Lamentavelmente nunca o faz noutras circunstâncias. Aquelas, por exemplo, em que todos pagamos em prol dos “alguns” de que a esquerda gosta. O Presidente da Câmara de Loures, entre outros, que o diga.
domingo, 3 de maio de 2026
Guerra no quintal
O meu quintal quase parece o Egipto no tempo das sete pragas. São piolhos nas árvores, lagartas nas couves, formigas por todo o lado, pássaros de várias marcas a devorarem tudo o que podem, pulgões nos morangos e bicharocos que nem o Google identifica a alimentarem-se do que lhes estiver mais à mão. Boca ou seja lá o que for, no caso.
A batalha contra todos estes invasores tem sido épica. E prolongada, também. Os resultados, dado que não uso produtos químicos no espaço cultivado, são mais modestos e o extermínio dos inimigos difícil de conseguir. Ou, pelo menos, de os obrigar a bater em retirada.
Contra as lagartas a luta foi corpo a corpo através da técnica do esmagamento, primeiro dos ovos e depois dos bichos. Os pulgões dos morangos estão igualmente controlados. A água com sabão borrifada sobre as plantas tem o miraculoso poder de os eliminar. Ou, pelo menos, afastar durante um tempo. Depois voltam, provavelmente mais limpos e mais irrritados. Pior são os piolhos das árvores. Uma delas foi atacada por uma praga de proporções bíblicas. Não há nada, de base natural, que os mate. A solução foi mesmo cortar os ramos mais infestados para diminuir a dimensão do problema.
Finalmente o Vinicius. Não há nada que demova aquele melro chato de invadir o meu quintal como se isto fosse tudo dele. Anda feito com os mirtilos, as cerejas e os morangos, o patife. Para já a solução é barrar-lhe o caminho. E, antes que surjam teorias acerca da legalidade da coisa, estas redes não são proibidas. Não se destinam à captura dos pássaros, mas apenas à protecção dos frutos.
quinta-feira, 30 de abril de 2026
Socialismo self-service
O Bloco de Esquerda, aquele partido do deputedo único que goza de uma estranha promoção mediática, tem sempre propostas criativas, chamemos-lhe assim, para tudo e mais alguma coisa. Todas elas, diga-se, já experimentadas noutros países onde fracassaram redondamente. Como é normal com tudo o que envolve aquela ideologia política.
Ocorreu-lhes agora propor a criação de mercearias públicas. Mais ou menos como aquele maluco, que os igualmente malucos eleitores de Nova Iorque elegeram para presidente da Câmara lá do sitio. A ideia será o Estado vender comida mais barata. Que o arroz, as batatas e restantes comestíveis comprados com o dinheiro dos contribuintes possam ser colocados pelo Estado-merceeiro à disposição dos fregueses até, concedo, pode funcionar durante um tempo. Pouco, seguramente. Nem é preciso ser bruxo para saber que não iria funcionar. Melhor seria que as pessoas a quem ocorre esta ideia se juntassem, constituíssem uma empresa e criassem uma cadeia de mercearias. Se acham que podem vender os bens alimentares a preços mais acessíveis – e, acredito, talvez possam – é meter mãos à obra. Serei cliente.
terça-feira, 28 de abril de 2026
Mais uma Fiape: Das galinhas premiadas às intenções duvidosas
Vai decorrer por estes dias cá pela terra mais uma edição da Fiape. Um evento todo catita, garantem os especialistas especialmente especializados na especialidade. O certame mete comes e bebes, espectáculos, exposições de traquitanas relacionadas com a agricultura e envolve muitíssimas outras cenas. Uma coisa a visitar, portanto. Até porque, como já aconteceu com todas as trinta e sete anteriores edições, esta será seguramente a melhor de sempre.
A feira começa com solta de pombos e um concurso de galinhas, lá pelo meio mete um concurso de perus pretos e termina com ensinamentos acerca da melhor maneira de comunicar com o cão. Tudo bons motivos para não faltar. Eu vou. Estou aqui perto, calha-me em caminho e, tirando aquela coisa do trabalho ou lá o que é, não tenho mais nada para fazer.
Quanto a compras, talvez seja desta vez que compre uma fisga. Ando com esta ideia fisgada há anos. Desde, pelo menos, que desisti de comprar um mata-frangos. Um artefacto de utilidade duvidosa que, não sei bem porquê, tive vontade de adquirir em cada uma das vinte cinco primeiras edições. Depois passou-me. Agora é a ideia de comprar a fisga que não me sai da cabeça. O Vinicius que se cuide.
sábado, 25 de abril de 2026
25 de Abril, sempre. Mas mesmo sempre.
Nesta data, este ano mais do que nunca, há sempre quem nos lembre – e bem – que não podemos dar a liberdade e a democracia como algo garantido para todo o sempre. Com razão, reitero. Mas, no meu caso e porque já cá ando vai para muito tempo, sei isso desde mil novecentos e setenta e cinco. Muito antes, portanto, do que aqueles que agora fazem questão de me alertar para o perigo de as perder. O que não deixa de ser irónico é a esmagadora maioria desses “alertas” vir daqueles que, ainda não há assim tanto tempo, se aliaram para chegar ao poder e governar durante quase dez anos precisamente com aqueles que quiseram acabar com ambas, ainda mal as tínhamos conquistado.
Também nas redes sociais vejo inúmeras mensagens de idêntico conteúdo. Legitimas, obviamente. Mas não menos hipócritas, lamento. Defender Abril não é seguramente apreciar as ditaduras que oprimem outros povos, sejam elas de que espécie forem, nem tolerar ditadores. Não existem ditaduras boas, seja em Cuba, na Venezuela ou no Irão. Nem, sequer, aspirantes a ditadores que mereçam o apreço de quem ama a liberdade e a democracia. Chamem-se eles Orbán, Trump ou Putin. Nem tão pouco, mesmo em democracia, pactuar com gente que se acha investida do direito a governar e que tudo faz para se perpetuar no poder. E disso está o mundo cheio. Inclusive em Portugal.
sexta-feira, 24 de abril de 2026
Reformas. Laborais e outras
Esta coisa da alteração às leis laborais já aborrece. Pelos menos a mim, que para além de trabalhar num sector onde os seus efeitos serão pouco mais que nenhuns, estou a poucos meses da aposentação. Por outro lado, embora reconheça que posso estar enganado, não me parece que esta seja uma daquelas reformas que o país precisa mesmo. Se calhar a energia e o tempo que se estão a perder numa discussão que ninguém pediu, podiam ser aplicados a tratar de cenas mais úteis, urgentes e importantes. Prioridades manhosas, desconfio.
Mas, independentemente de todos os factores da equação, este é mais um daqueles aspectos em que me faz espécie o destaque mediático, por um lado, dado às posições do PCP e do BE acerca do assunto e, por outro, o desplante com que aquelas organizações se arrogam de falar em nome dos trabalhadores e dos portugueses em geral. Representam um número meramente residual do eleitorado, têm uma expressão ínfima no parlamento e, mesmo assim, acham-se no direito de dizer que nos representam. Tudo isto com o beneplácito da comunicação social, totalmente rendida – manipulada, infiltrada e controlada serão outros adjectivos igualmente aplicáveis - àqueles partidos.
Entretanto hoje o Chega vem propor a redução da idade da reforma. Seria bom que explicasse onde pensa ir buscar os recursos que sustentem tal pretensão. Seria ainda melhor que todos os partidos, incluindo o partido de André Ventura, explicassem quais foram os restantes custos, nomeadamente na área social, que foram inventados ou aumentados desde que essa mesma idade começou a subir. Só para sabermos quem é que paga o quê a quem.
quinta-feira, 23 de abril de 2026
Uns roubam com links, outros com leis
Chegar ao fim do dia, abrir o e-mail e deparar-se com uma notícia destas deixa qualquer um satisfeito. Nomeadamente a mim, que sou um gajo que detesta impostos. Só o facto de ver a palavra escrita ou ouvi-la pronunciada, é logo motivo para me nascer um camadão de brotoeja capaz de me pôr a considerar seriamente esfregar-me com uma escova de arame. Daquelas de rebarbadora, se estivesse à mão.
Isto porque recebi um e-mail com a mensagem acima, onde sou informado do meu direito ao reembolso de uma simpática quantia do IRS que paguei ao longo do ano. Quantia essa que, a julgar pelo tom da missiva, o fisco está mortinho por devolver. Quase com a mesma urgência com que eu estou para a receber. Gente séria, sem dúvida.
Estava eu a congeminar formas altamente responsáveis de investir o guito quando, assim do nada, me ocorreu um pequeno detalhe. Ainda não entreguei o IRS. Foi aí que comecei a desconfiar. Porque, pensando melhor, há qualquer coisa de poeticamente suspeito num sistema que ainda não recebeu a minha declaração e já esta impaciente para me devolver dinheiro. Mais, ainda me convida, de forma tão simpática e cheio de boas intenções a clicar num botão azul.
Portanto, caros artistas da burla, admiro o vosso esforço, a dedicação e até o sentido de oportunidade. Mas da próxima vez tentem um público menos desconfiado. Ou, no mínimo, um que já tenha entregue o IRS. Assim poupam-se ao trabalho e evitam que eu me ria sozinho como um parvo enquanto apago o e-mail.
quarta-feira, 22 de abril de 2026
Banalidades apostólicas
Nunca fui muito dado a essas coisas da religião. Daí que tenha pouco apreço pela figura do Papa e pouco me importa o que vai papagueando. Acredito que todos eles sejam ou tenham sido pessoas cultas, inteligentes e bem intencionadas. No entanto, talvez por força do oficio – do santo oficio, diria – a maior parte do tempo limitam-se a dizer banalidades. Condenar o uso da tecnologia na guerra é mais uma. Das piores, parece-me. É que o recurso ao desenvolvimento de novas armas, tecnologicamente mais avançadas e com maior precisão, tem evitado um número ainda maior de vitimas entre a população civil e contribuído para salvaguardar a vida dos soldados, ao substitui-los por máquinas no campo de batalha ou noutro tipo de missões.
Se quisesse ser mesmo mauzinho diria que, se calhar, até se compreende a posição do cavalheiro. Menos gente a entregar a alma ao criador, às tantas não será lá muito do agrado do patrão. Mas não. Não vou por aí, até porque não creio em divindades. O homem tinha de dizer qualquer coisa e aquilo saiu-lhe. De certeza que, lá nas profundezas dos infernos, os padres da inquisição riram-se.
terça-feira, 21 de abril de 2026
O multiculturalismo é uma coisa muito linda...
Isto que a imagem documenta, para além de pouco usual por cá, não é permitido em espaço público. A não ser no Carnaval. Embora durante a época carnavalesca o tempo não tenha ajudado e a chuva impedido os foliões de sair à rua, o que levou muitas autarquias a adiar os corsos para quando calhar, não se afigura que a exibição desta indumentária se enquadre no âmbito dessas celebrações. Mais, a lei proíbe estas tristes figuras na via pública. Infelizmente ninguém quer saber. Quando quisermos será demasiado tarde. Depois não se queixem.
sexta-feira, 17 de abril de 2026
Mais desigualdade?! É uma opinião...
Um estudo qualquer revelado hoje, provavelmente estudado por estudiosos que estudaram o assunto, concluiu que a desigualdade está a aumentar em Portugal. Um por cento da população deterá, ao que concluíram, um quarto da riqueza do país e a classe média estará cada vez menos média em resultado dos baixos salários e dos impostos altos. Ou seja, concluíram o que quase todos nós sabemos. Só discordo quanto a essa coisa da desigualdade. É, lamento, uma realíssima mentira. Os portugueses estão cada vez mais iguais. Igualmente pobres, ao bom estilo socialista. Foi este o resultado dos sucessivos aumentos do salário mínimo, sem que isso se traduzisse no aumento do poder de compra ou no crescimento da riqueza e da subida praticamente nula dos salários intermédios. A consequência, obviamente, não podia ser outra senão o empobrecimento generalizado. A gravidade disto é os governos socialistas, com ou sem geringonça, terem-no feito de forma propositada e consciente.
Quem ler esta prosa pode concordar ou não com as minhas opiniões. É a vida. Se todos pensássemos da mesma maneira o mundo seria um aborrecimento. O que não pode – poder, até pode, mas aí já entrávamos no domínio da demagogia – é desmentir os números. E os números mostram que um funcionário público que há trinta anos, no inicio de determinada carreira, ganhava três salários mínimos e que hoje, no topo da mesma carreira, não chega a ganhar dois SMN está, evidentemente, mais pobre. Mas, convenhamos, mais igual. Aos pobres. Obrigado socialismo.
quinta-feira, 16 de abril de 2026
Uma chatice, isso da esperança ser a última a morrer.
Andam há anos a convencer-me que o futuro das pensões está assegurado. Tudo graças, explicam-me a mim e aos restantes incautos, aos muitos imigrantes que demandaram o nosso país e que, com as suas contribuições garantem o futuro da segurança social tal como a conhecemos. Se os especialistas especialmente especializados na especialidade – leia-se votantes do PS e outros esquerdistas - o dizem, não sou eu, um simples mortal quase analfabeto, que os vou contrariar. Até porque apenas leio “A Bola” e só quando o Benfica ganha. Ou seja, leio pouco.
Podiam, para eu os levar a sério, ficar apenas por aquela parte da necessidade da imigração para o país não parar. Mas não. Não resistem. É que até aí ainda consigo acompanhar. O pior é quando passamos ao sucessivo aumento, ano após ano, da idade da reforma. Já vai em 66 anos e 7 meses, em 2027 será de 66 e 11 meses e, consta, aumentará para 67 anos – ou 67 e 1 mês – em 2028. E é aqui que fico com uma espécie de nó cerebral. Por mais que disfarcem, eles – os esquerdistas sabedores destas cenas – também. Com tanta gente jovem e relativamente jovem a entrar no país e a contribuir para a sustentabilidade do sistema, o constante aumento da idade de acesso à reforma parece um contra-senso.
Obviamente que existe aquilo da esperança média de vida. Uma forma manhosa que arranjaram para tirar à generalidade das pessoas o que dão de bandeja aos Centenos desta vida. Isso, mais a necessidade de pagar uma miríade de subsídios aos profissionais da subsidio-dependência. Ou de, no futuro, pagar as pensões daquelas tipas de fatiotas esquisitas, vindas do outro lado do mundo a reboque dos maridos, que todos os dias vejo a bronzear os cascos ao sol. Actividade que, ao que se saiba, ainda não paga contribuições. É, portanto, para isto que serve o crescimento da minha esperança em viver mais tempo. Ainda bem que há quem faça de mim um altruísta. Involuntário.
terça-feira, 14 de abril de 2026
Irritações de Abril
Não gosto de Abril. O mês, embora também tenha algo a ver com o significado quase mítico que a palavra tem entre nós. Mas nada no sentido de não apreciar tudo o que o 25 do A nos proporcionou enquanto povo. Mas, escrevia eu, não gosto do quarto mês do ano. Pela especificidade do meu trabalho tem sido sempre ao longo dos últimos trinta anos, em termos profissionais, de longe o mais desgastante de todos.
Depois porque é o mês de acertar contas com o fisco. Coisa que me eleva a irritabilidade para um nível raramente atingido em qualquer outra época do ano. Se nos restantes meses quanto vejo a folha do vencimento é como se me estivessem a roubar a carteira, por esta altura olhar para a declaração de IRS é como se fosse vitima de um assalto à mão armada.
Finalmente pelas inevitáveis discussões em torno do 25 de Abril em que não resisto a envolver-me. Todos os anos juro a mim mesmo que este ano é que não reajo às parvoíces que se dizem e escrevem sobre o tema. Nunca consigo. É mais forte do eu. E, por incrível que pareça, a cada ano é pior. Cada vez surge mais gente, a maioria ainda nem era nascida quando se deu o golpe militar, a ensinar-me como era a vida antes dessa data. A coisa já chegou ao ponto de me chamarem facho só por eu ter tido a ousadia de desmentir alguém que garantia que antes do 25A, nas aldeias do Alentejo, íamos para a escola descalços. Nem o facto de eu alegar ter entrado para a primária em 1968 e nunca ter visto na escola, pelo caminho ou noutro lugar qualquer ninguém descalço me torna menos fasciszóide. Pior, faz de mim também um mentiroso da pior espécie. Mas, obviamente, a culpa é minha. Se tivesse dado ouvidos à minha sábia avó não discutia com malucos.
domingo, 12 de abril de 2026
Urbano-depressivos...
A Internet é um espaço de indignação. Toda a gente se indigna. Até eu. Hoje, logo pela manhã, dei com gente que se indignou por causa de uma fotografia. Um bom motivo, por vezes. Outras, na maioria, nem por isso. A indignação a que me refiro era por causa da foto de um prato de passarinhos fritos que alguém resolveu partilhar. Um pitéu para alguns e para outros de repulsa capaz de os levar ao vómito. O que, na Internet, se traduz por um chorrilho de disparates e ofensas ao autor da postagem. Ou pior. É que houve até quem se desse ao trabalho de pesquisar e publicar, com ameaça de denúncia, a legislação que proíbe as práticas que envolvam o abate, captura e detenção de aves selvagens como serão as que compunham a iguaria fotografada. Presumo, embora os indignados de serviço não o refiram, que o seu uso culinário e respectiva degustação também constituam uma ilegalidade.
Ora tudo isto, especialmente a parte que envolve a indignação de umas dezenas de parvos que acham que os pardais estão em vias de extinção, me deixou indignado. Esta gente não tem noção. Se no meu quintal não existisse já fauna suficiente, era gajo para os convidar a vir constatar in locco o quanto estão errados. Bicheza dessa é coisa que não falta. Cá na terra temos pardais aos milhões - é vê-los e, principalmente, ouvi-los ao anoitecer junto de qualquer árvore ou arbusto mais frondoso - andorinhas aos milhares, pombos às centenas e passarada diversa que até aborrece. Podem levar os que quiserem, a malta agradece.
O pessoal das cidades desconhece o conceito de praga. Por eles não se matava nem um único bicho. Devem pensar que aquilo que comem nasce de geração espontânea nas prateleiras dos supermercados. Coitados. E de nós, que temos de aturar esses malucos.
sábado, 11 de abril de 2026
Reciclar era fácil. Felizmente, corrigiram isso.
quinta-feira, 9 de abril de 2026
O fascinio das ditaduras encanta os europeus
terça-feira, 7 de abril de 2026
Mictorium desaconselhável..
Cada um sabe de si e Deus – esse amigo imaginário no âmbito das divindades – sabe de todos. Daí que apenas a criatura e o Deus da sua predileção saibam os contornos da situação que motivou o seu autor a elaborar, trepar ao poste e afixar o cartaz apelando à não micção naquele lugar. O odor e o pulguedo poderão constituir as principais razões. O triste espectáculo proporcionado pela incontinência dos que ali se viam obrigados a mudar a água às azeitonas, poderá ser outra.
Curiosa é a altura do solo a que foi afixado. Quase parece que existiu o receio que fosse removido. Com razão, provavelmente. Presumo que ninguém mije com a tranquilidade que o momento exige a olhar para uma placa com a inscrição “não urinar”. Até deve fazer mal à bexiga.
domingo, 5 de abril de 2026
Especialistas especializados em inveja
A propósito da chamada crise da habitação entusiasma-se hoje o pasquim da Sonae, que em tempos foi um jornal de referência relativamente merecedor de credibilidade, por um grupo de juristas ter concluído que “o direito de propriedade não é absoluto”. Outros já concluíram noutras ocasiões que o direito à vida também não é. Pouco surpreende, por isso, que os especialistas da especialidade mencionados pelo jornaleco tenham idêntica opinião acerca dessa coisa da propriedade. Essa maléfica invenção do capitalismo, sem a qual todos seriamos muito mais felizes. E pobres, como eles gostam.
Assim de repente, não estou a ver de que adianta ou atrasa esta opinião. É, apenas, isso mesmo. Uma opinião. Como qualquer outra. Num país em que setenta por cento das famílias são proprietárias, não estou a ver - ninguém estará, desconfio – o que um eventual e altamente improvável governo com tendências revolucionárias que resulte de umas próximas eleições venha a fazer com ela. Isto não é a Venezuela, Cuba nem nenhum outro paraíso na Terra. Daqueles que uma minoria ruidosa muito aprecia, mas para onde se revela incapaz de emigrar em busca da vida que desejam para cá.
Reitero aquilo que já escrevi noutras ocasiões. Se – e bem – o direito à habitação está consagrado na Constituição, então o Estado que garanta, mediante as condições que lhe pareçam mais adequadas, o cumprimento das obrigações dos inquilinos. Nomeadamente se substitua aos mesmos em caso de falta de pagamento e trate posteriormente de cobrar essa divida aos caloteiros. Não deve ser difícil. Afinal a Autoridade Tributária, para além das dividas fiscais, já cobra as dividas das portagens e facturas de água dos Municípios. Não seria nada do outro mundo. A não ser a conta que os caloteiros iriam pagar. O que, acredito, desmotivaria qualquer um de se eximir reiteramente a pagar o que deve. Até porque, os que ousassem incumprir, ficariam a saber que a AT não brinca em serviço e facilmente duplica, em seu benefício, o montante de qualquer calote.
O sistema teria a vantagem de dar confiança aos proprietários para colocar casas no mercado, o que provocaria a inevitável queda dos preços e tornaria residual o arrendamento sem contrato gerando um maior crescimento do imposto pago pelo sector. Por outro lado, mesmo que se verificasse um nível relativamente elevado de dividas incobráveis, seria sempre inferior ao custo de construção, manutenção e gestão da habitação pública. Tinha, no entanto, uma consequência muitíssimo desagradável para a esquerda. Diminuiria drasticamente a conflitualidade acerca do tema.
sexta-feira, 3 de abril de 2026
Impertinências relativamente pertinentes
Anda muita gente abespinhada por causa da Constituição. Aquela com “C” grande. Uns querem mudá-la à viva força e outros rasgam as vestes para que fique na mesma. Há, ainda, mais uns tantos a exigir que seja cumprida. Tudo muito estranho, digo eu que dessas coisas da Constituição percebo muito pouco. Nada, até. Apesar disso acho esquisito que uma lei – neste caso, para tornar tudo mais estapafúrdio, a lei fundamental do país - não esteja, pelos vistos, a ser cumprida. O que, lendo e ouvindo algumas opiniões de todos os lados das barricadas, parece andar próximo da verdade.
Por mim tanto se me dá como se me deu que mudem ou deixem de mudar a Constituição. Mas, se não está a ser cumprida porquê mudar? Ou, noutra perspetiva, porque não mudar? Se não é para ser levada a sério para quê perder tempo com o assunto? Tudo questões (im)pertinentes, mas, assim como assim, não é por lá estar escrito isto ou aquilo que impediu o país de se tornar uma democracia mais ou menos liberal. Contrariamente, diga-se, ao que desejavam os gajos que a redigiram em 1976. Recorde-se que aqueles tipos pretendiam uma democracia tutelada pelos militares, a irreversibilidade das nacionalizações, o fecho de diversos sectores à iniciativa privada, a instauração do socialismo e a dissolução da Nato. Entre outras maluqueiras a que, obviamente, ninguém decente ligou patavina nestes cinquenta anos.
Felizmente os portugueses de hoje não têm de se submeter aos desejos dos antepassados do tempo do PREC. Bem basta que lhes paguemos as mordomias que conquistaram para si próprios.








