Sou, enquanto munícipe, um critico da maneira como as autarquias esturram o dinheiro público. Acho inadmissível - enquanto contribuinte, reitero - que se distribuam subsídios apenas porque sim e que se delapidem os cofres municipais a fazer festas, espectáculos musicais, certames de interesse publico muito duvidoso ou a dar casinhas e outras benesses a quem não quer trabalhar.
Também não nutro especial admiração pelo jornalismo actual. Não se limita a transmitir a noticia e a deixar a sua apreciação para o ouvinte, ler ou telespectador. Insiste em opinar acerca do conteúdo noticioso, transmitindo quase sempre um ponto de vista enviesado e tendencialmente inquinado pelas opções políticas do jornalista. O que revela uma falta de profissionalismo notável.
Isto a propósito da cobertura noticiosa daquele evento “chiquérrimo” no parque Eduardo VII, financiado pela Câmara de Lisboa. Uma vergonha, como diria o outro, que se esturre dinheiro dos impostos numa coisa daquelas. Muito bem a comunicação social quando refere que se trata de usar o “dinheiro de todos em prol de apenas alguns”. É um facto e fez bem em referi-lo. Atendendo ao contexto percebe-se porque o fez. Lamentavelmente nunca o faz noutras circunstâncias. Aquelas, por exemplo, em que todos pagamos em prol dos “alguns” de que a esquerda gosta. O Presidente da Câmara de Loures, entre outros, que o diga.

















