Num momento de rara sagacidade, um tal Brilhante Dias, figura de proa do actual Partido Socialista – assim se vê a “desgracia” que vai naquela força política – conclui que os resultados das presidenciais demonstram que os eleitores deram um inequívoco sinal ao governo que não querem alianças com a extrema-direita. Se calhar conclui bem, o gajo. Só lhe faltou a perspicácia para concluir que os eleitores, nas legislativas e nas presidenciais, também deram um sinal ao PS que não querem alianças daquele partido – o dele – com a extrema-esquerda. Isto de saber ler os sinais não é para todos, mas ler apenas aqueles que nos convém normalmente não dá bom resultado.
Por falar em “desgracias”. Uma deputada socialista manifestou-se surpreendida por, na sequencia da tempestade que assolou a região centro, ter constatado o desespero de empresários que, tendo perdido tudo, tinham como prioridade pagar os salários dos empregados. A surpresa revela a ignorância da criatura e maior parte dos deputados face ao país real. Se calhar menos Marx e mais realidade não lhes faziam mal nenhum.
A última “desgracia” é a nomeação do novo ministro da Administração Interna. O homem pode, até, vir a revelar-se de uma competência extrema no desempenho do lugar, mas a satisfação da esquerda com a escolha e a esperança das corporações – sindicatos de policias, bombeiros e outros - na resolução dos seus problemas, não auguram nada de bom. Para os portugueses, mas esses interessam pouco.
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