sábado, 7 de fevereiro de 2026

Solidariedade fiscal

 

O governo anunciou, já este ano, um conjunto de apoios ao sector da restauração. Os empresários do ramo – em tempos conhecidos por taberneiros – reclamaram das inúmeras dificuldades por que estariam a passar e vai daí, vão ser subsidiados com o dinheiros dos impostos dos portugueses.

Podem, até, ter alguma razão. Muitas, admito. Entre elas estarão os altos salários que são obrigados a suportar se quiserem ter empregados, os clientes que consomem e saem de fininho sem pagar, os preços que não refletem os custos de aquisição dos produtos e, principalmente o raio do IVA. Aquele imposto preverso que está incluído na conta que o cliente paga, mas que o restaurador acha que é um encargo seu.

Confesso-me solidário com esta classe empresarial. É por isso que cada vez mais evito frequentar esses estabelecimentos. Não quero contribuir para a sua desgraça. É que, se bem percebo o drama, quanto mais gastarmos mais IVA eles têm de entregar ao fisco. Nada como poupar-lhes essa despesa. No caso da foto acima, quase verti uma lágrima quando pensei no prejuízo que dei à criatura. Só tenho uma forma de o compensar. Não voltando lá.

2 comentários:

  1. Anónimo11:15 a.m.

    Como assim?! COMO ASSIM?
    Está tudo caro mesmo! Não dá para viver assim! :(
    Ontem por acaso mandei fazer um poster. Dantes lembro-me que pagava 18,90€ por um tamanho 30x40cm. Agora desta vez paguei 24,90€. Fiquei em choque. :´(

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    1. Pois está, mas não me parece adequado que o estado ande a financiar negócios. Especialmente de sectores conhecidos - se calhar injustamente - por se eximirem ao cumprimentos das suas obrigações fiscais.

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