É quase enternecedor — se não fosse obsceno — ver como o chamado “centrão” se entende às mil maravilhas sempre que o assunto é proteger o seu quintal. Veja-se, por exemplo, a farsa pomposamente baptizada de “eleição” das CCDRs. Hoje, com a mesma unanimidade bovina, voltaram a dar as mãos para aprovar a legislação que visa controlar as redes sociais. Uma medida fascizóide que nos querem fazer acreditar se destina a proteger os jovens, combater a desinformação, travar o discurso de ódio e lutar contra a extrema-direita. Deve ser, deve.
Eu, pela minha parte, nem sequer vou desconfiar das intenções desta gente. Longe de mim. Eles só querem o meu bem. Têm um carinho especial por mim, eles. Tão grande que até me simplificam a vida. O acesso fica muito mais simples com a chave móvel digital e esquecer as passwords passa a ser coisa do passado. Tudo muito moderno, ecológico e para minha segurança. Ficam a saber exactamente quem sou, onde estou e o que digo. Mas qual é o problema? Só paranoicos é que se preocupam com isso.
Era o que mais me faltava ter medo de rapazolas imberbes saídos das jotas, de gajas mal-casadas com tiques de comissárias dos bons costumes e de toda uma fauna de criaturas cuja única habilidade na vida é encontrar forma de se eternizar à mesa do orçamento. Gente que nunca produziu nada de útil, mas que se acha com legitimidade para decidir o que eu posso dizer, ler ou pensar. Não passarão!
Está-lhes no sangue.
ResponderEliminarCUmpts.
O fascismo está aí...
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Aconselhar e alertar ( os mais jovens) para os perigos que se escondem atrás de falsos perfis, com fins predadores, é uma coisa, proibir é outra.
ResponderEliminarSaudações.
Se esta lei não for inconstitucional não sei o que mais poderá ser...De resto aqueles que hoje aplaudem esta iniciativa esperem até ver as suas consequências quando, um dia se calhar não muito distante, quando o Chega ou uma nova geringonça esquerdista for governo. Não vai ser bonito.
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