quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Macaquices e outras macacadas

 


O racismo é uma coisa má. Bera, mesmo. Todos, ou quase, concordarão. A menos que seja praticado contra os brancos. Neste caso já não é má. Também quase todos estaremos de acordo. Até porque, como igualmente toda a gente sabe, nem sequer existe. 

Pelo mediatismo da cena, é hoje um tema recorrente aquilo de ontem no Estádio da Luz. Apenas os dois intervenientes saberão ao certo o que terão dito um ao outro. Ainda que estejam a poucos metros de distância, é por demais improvável que outros jogadores tenham entendido a conversa. Será, por muito que de um lado e outro berrem o contrário, a palavra do brasileiro contra a do argentino. 

Por mim, mesmo que o tipo do Benfica tenha chamado macaco ao do Real Madrid, não estou a ver onde esteja o racismo. As imagens do comportamento do avançado madrilista na comemoração do golo não deixam dúvidas e mostram claramente que foi fazer macaquices para bandeirola de canto. Ora, quando fazemos macaquices, independentemente da cor da pele que tenhamos, corremos o sério risco de alguém nos chamar macaco. Se calhar, em lugar de hoje se falar daquilo como um acto de racismo, devíamos falar de educação. Nomeadamente da falta dela. De ambos.

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