quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Quando a festa acaba ficam os buracos





A principal missão de uma autarquia é cuidar do seu território e das gentes que nele habitam. Uma actividade aborrecida, convenhamos. Não é, ao contrário do que quase todas fazem, ser uma agência de espectáculos ou um centro de criação de empregos de utilidade duvidosa. Embora, reconheço, seja disso que o povo gosta. Os autarcas, obviamente, gostam que o povo fique satisfeito. Assim as probabilidades de serem reeleitos são substancialmente maiores. No fundo e por mais que digam mal do gajo, são como o Ventura.  Um diz ao pagode o que ele quer ouvir, os outros fazem exatamente aquilo que o pessoal da terra aprecia. Populismo falado de um lado, populismo executado do outro. Ou seja esturram os muitos milhões que deságuam nos cofres municipais em festas, foguetório e emprego para a malta. Por mais inúteis que qualquer dessas opções se revele.

As imagens são de um arruamento da capital de distrito. Um local bastante movimentado, por sinal. Está neste estado lastimoso. E, mesmo assim, parece-me que há coisa de quinze dias ainda estava pior. Obviamente que a sucessão de tempestades – dantes chamava-se Inverno – tem contribuído para a degradação do piso, mas não justifica tudo. Quem conhece a área sabe que justifica, até, muito pouco.

Perante estes cenários há sempre quem se justifique com os anteriores executivos. Podem, se quiserem, atirar as culpas para o Camões. Pouco adianta. Mesmo desconhecendo a fauna politica local, estou desconfiado que os concertos musicais que a Câmara pagou chegavam e sobravam para concertar a rua.

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