O meu quintal quase parece o Egipto no tempo das sete pragas. São piolhos nas árvores, lagartas nas couves, formigas por todo o lado, pássaros de várias marcas a devorarem tudo o que podem, pulgões nos morangos e bicharocos que nem o Google identifica a alimentarem-se do que lhes estiver mais à mão. Boca ou seja lá o que for, no caso.
A batalha contra todos estes invasores tem sido épica. E prolongada, também. Os resultados, dado que não uso produtos químicos no espaço cultivado, são mais modestos e o extermínio dos inimigos difícil de conseguir. Ou, pelo menos, de os obrigar a bater em retirada.
Contra as lagartas a luta foi corpo a corpo através da técnica do esmagamento, primeiro dos ovos e depois dos bichos. Os pulgões dos morangos estão igualmente controlados. A água com sabão borrifada sobre as plantas tem o miraculoso poder de os eliminar. Ou, pelo menos, afastar durante um tempo. Depois voltam, provavelmente mais limpos e mais irrritados. Pior são os piolhos das árvores. Uma delas foi atacada por uma praga de proporções bíblicas. Não há nada, de base natural, que os mate. A solução foi mesmo cortar os ramos mais infestados para diminuir a dimensão do problema.
Finalmente o Vinicius. Não há nada que demova aquele melro chato de invadir o meu quintal como se isto fosse tudo dele. Anda feito com os mirtilos, as cerejas e os morangos, o patife. Para já a solução é barrar-lhe o caminho. E, antes que surjam teorias acerca da legalidade da coisa, estas redes não são proibidas. Não se destinam à captura dos pássaros, mas apenas à protecção dos frutos.
