segunda-feira, 2 de março de 2026

A esquerda e o fetiche pelas ditaduras alheias

 Por alguma razão que a psiquiatria explicará, as ditaduras gozam de uma especial simpatia em Portugal. Nomeadamente por parte da comunicação social, da esquerda e, mais espantoso ainda, de pessoas aparentemente ajuizadas.

Para os jornalistas, o ayatola a quem os israelitas limparam o sebo era “um religioso discreto”. Os muitos milhares de mortos do regime que chefiou terão sido, certamente, apenas ofertados em sacrifício ao amigo imaginário do tirano. 

Os esquerdistas odeiam tudo o que envolve a democracia, os EUA em particular e o ocidente em geral. Detestam tanto que chega a ser comovente vê-los insistir em viver aqui, neste inferno capitalista onde há salários, direitos e liberdade para dizer disparates sem desaparecer de madrugada. Ou cair de uma varanda enquanto apreciam o pôr-do-sol. Um sacrifício diário que mais parece um martírio digno de beatificação. 

Podiam — e deviam — ir viver para Cuba, Venezuela, Irão ou outro santuário ideológico onde pudessem desfrutar do sonho revolucionário. Partilhar filas, censura, moeda sem valor, prateleiras vazias e a deliciosa sensação de saber que o Estado pensa por eles. Mas não. Preferem ficar por cá, a sofrer nas esplanadas e a maldizer o capitalismo de iPhone na mão. Ninguém merece penar tanto.

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