Esta coisa da guerra é uma daquelas inevitabilidades absolutamente inevitável. Sempre existiu desde que o mundo é mundo e sempre existirá enquanto for habitado. Podemos filosofar à vontade, tecer as mais rebuscadas teorias, destilar os nossos ódios de estimação como circunstancialmente nos dê mais jeito, mas não há nada a fazer. Sempre assim foi e sempre assim será.
O que me parece evitável são determinadas posições que, consoante a nossa simpatia pelo agressor ou pelo agredido, se tomam perante os diversos conflitos bélicos que vão ocorrendo. No caso do ataque ao Irão alguns invocam o “direito internacional”. O mesmos, curiosamente, que não viram nenhum atropelo a esse tal direito quando a Rússia invadiu a Ucrânia. Ou que choram baba e ranho pelas criancinhas mortas em Gaza e no Irão, mas que garantiram ter visto as vitimas do massacre de Bucha, na Ucrânia, a acenar para as câmaras de televisão.
Felizmente a II Guerra Mundial decorreu quando as pessoas ainda não sofriam das maleitas que agora lhes afectam a moleirinha. Se fosse hoje, com o ódio aos EUA e ao Ocidente em geral, os bombardeamentos sobre a Alemanha seriam crimes de guerra, o desembarque na Normandia visto como uma invasão e não faltariam manifestações a exigir a retirada dos soldados americanos. Provavelmente também haveria especialistas a garantir que o verdadeiro intuito dos aliados seria apropriar-se da cerveja e das salsichas germânicas.
Por mim, independentemente dos beligerantes em conflito estarei sempre do lado da democracia, da liberdade e do país onde as mulheres, se essa for a sua vontade, usam mini-saia. Não gosto de ditadores e pouco me importa quem lhes bate, quando lhes bate ou porque lhes bate. Como dizia o outro, num ditador bate-se sempre. Mesmo que não saibas porque lhe bates, ele sabe porque apanha. E se não souber, paciência. Sempre fica a saber como “elas lhe mordem”.
Sem comentários:
Enviar um comentário