segunda-feira, 27 de julho de 2026

Marrada certeira


 

Alguma vez tinha de acontecer. Foi agora. Estou, que me lembre pela primeira vez, inteiramente de acordo com as palavras do actual chefe do PS. O homem garante que ”com os impostos o governo está a ganhar muito dinheiro à custa dos portugueses”. Verdade, verdadinha mais verdadeira não há. Ando a dizê-lo e a escrevê-lo há um ror de anos e por conta disso já inúmeros socialistas me chamaram os mais variados nomes. Dos quais ignorante foi o mais simpático. Afinal, até o líder da agremiação reconhece a roubalheira. Toma!

Em nome da coerência está bem de ver que, para aprovar o próximo orçamento do Estado, o PS exigirá a redução da carga fiscal. E faz bem. Aquilo que pagamos está muito para lá do que é razoável. Nos combustíveis ainda é como o outro, por causa daquilo do ambiente e isso, mas no que diz respeito aos rendimentos do trabalho e à poupança o que se paga é inadmissível.

Há muita gente que nem sequer percebe a dimensão do verdadeiro atentado que anda a ser cometido contra os nossos bolsos. Serão, quiçá, ainda sequelas de um tempo onde se fazia o elogio da pobreza ou as consequências de outro em que a inveja do vizinho prevalece sobre a racionalidade. Ou, então, é apenas conhecimento selectivo no âmbito da economia. Sabemos tudo sobre a formação de preços dos combustíveis e da habitação, mas somos incapazes de entender como funciona o IRS.

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