Sendo a água um bem essencial é natural que a sua falta suscite as mais inusitadas reações. Todas, ou quase, envolvendo aborrecimento, desagrado e alguma ira por parte dos afectados. Já os responsáveis pelas redes de distribuição costumam evidenciar incomodo e um manifesto agastamento por haver quem os questione. É a vida e a vida de autarca, por mais que isso os irrite, não são apenas festas. Envolve também aquela parte de governar, ou lá o que se chama aquilo que devem fazer as pessoas eleitas para um cargo político.
Pouco ou nada sei daquilo que se passa em Almada relativamente ao abastecimento de água. Ou da falta dela. Sei é que, mesmo em situações como esta, há sempre quem aproveite para endrominar os demais. Ontem, na televisão pública, uma gaiata, comentadeira habitual, atribuiu as culpas pela situação ao governo. A coitada desconhecia que esta é uma atribuição das autarquias locais e não do governo. Deste ou doutro. E pensar que é para isto que pago a taxa do audiovisual…
Outra coisa que me causa uma brotoeja imensa é o permanente recurso aos tribunais por causa de situações como esta. Querem o quê? Que o município transforme pedras em água?! Se calhar podia ter direccionado os dinheiros municipais para investimentos nesse âmbito, mas se assim fosse teria feito mais sentido recorrer à justiça quando esses mesmos meios financeiros foram investidos em espectáculos ou noutras parvoíces em detrimento daquilo que realmente é essencial. Agora não se queixem.
sexta-feira, 10 de julho de 2026
Seca
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