segunda-feira, 20 de julho de 2026

Familías, okupas e outros malucos


 

As famílias são lixadas. Do piorio, mesmo. Todos os dias surgem relatos de tropelias praticadas por indivíduos ligados entre si por laços de familiaridade. Razão têm aqueles malucos, com ideias modernas e progressistas, que querem acabar com o conceito de família tal como a conhecemos. O que é estranho é que a esses ninguém chama nomes. Tirando eu, claro. Mas eu, como é óbvio, não conto e, a bem-dizer, maluco também não é uma ofensa por aí além. Diria, até, que no actual contexto constitui quase um elogio.

Não será propriamente maluco, mas o Presidente da Câmara do Entroncamento merece um enorme elogio. O cavalheiro terá, segundo relata a imprensa local, mandado deitar abaixo o telhado de uma habitação municipal que se encontrava ocupada por um família que se teria deslocado de Elvas para aquela localidade. Não se sabe o que foram para lá fazer, mas isso pouco importa. Afinal, o conceito de mobilidade sempre foi muito querido às famílias. Agora, provavelmente, terão novamente de se mover para outro lado qualquer. De forma, espera-se, mais sustentável.

Ocupar casas é crime. Infelizmente os criminosos estão protegidos pela justiça e, mesmo apesar da maioria eleitoral ser propicia a uma alteração legislativa que proteja a propriedade e criminalize à séria quem contra ela atenta, continuamos assistir um aumento preocupante de casos desta natureza. Quando para expulsar famílias criminosas de uma casa que invadiram ilegalmente é necessário deitar o telhado abaixo, muito mal vão as leis, a justiça e o país. Haja, ao menos, quem não se conforme e faça aquilo que precisa de ser feito.

Desconfio, no entanto, que uma qualquer associação de sebosos ou algum advogado oportunista já estarão a tratar de recorrer aos tribunais, visando obrigar a autarquia a dar uma casinha ao clã familiar que foi colocado no olho da rua. Conseguirão facilmente obter uma decisão judicial nesse sentido. Caso isso aconteça, ainda elogiarei mais o autarca lá do sitio se os realojar numa habitação ao lado do juiz que assim decidir.

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