terça-feira, 29 de setembro de 2026

Selva urbana




Há quem pouco se importe que as árvores, arbustos, ervas ou o que seja que cresce no seu quintal extravase os limites da sua propriedade e invada a do vizinho. Ou, pior ainda, o espaço publico e, como nas circunstâncias das imagens prejudique a circulação das pessoas. No caso colocando mesmo em risco a segurança de quem por ali caminha, dado que terá de o fazer pela faixa de rodagem.

O desleixo, tal como a cunha, é uma instituição nacional. Ninguém quer saber. Nomeadamente a Câmara lá do sitio. Daquele ou de outro qualquer, que disto há por todo o lado. Nem nós, cidadãos. Se cada um que por ali passa, em lugar de se desviar, cortasse um ramo aquilo resolvia-se em pouco tempo. 


 

domingo, 27 de setembro de 2026

Causas e habituações

 


Acredito que apenas muito poucos, em alguma ocasião, compraram um tijolo ou mudaram uma torneira. Apesar disso quase todos sabem tudo acerca da problemática da habitação. Constituirão, também, uma ínfima minoria os que entendem como funciona o IRS. Isso, ainda assim, não obsta a que as redes sociais, os jornais, as televisões e qualquer outro local onde o assunto venha à baila esteja repleto de especialistas especialmente especializados em fiscalidade. Nomeadamente quando o tema são os combustíveis e a habitação. Por mim – apesar de ter carro e já me terem passado muitos tijolos e algumas torneiras pelas mãos - não me incomoda nada reconhecer a minha ignorância quanto à solucionática para qualquer destas problemáticas.

Já no que diz respeito à parte da fiscalidade, fico cada vez mais boquiaberto com as teses mirabolantes que vou vendo, ouvido e lendo. Inclusivamente, algumas, desenvolvidas por criaturas pelas quais até nutria uma certa admiração, dado o conhecimento que detém sobre o tema. Um desses cavalheiros, num artigo publicado na passada semana, defende o aumento dos impostos sobre o património como forma de fazer baixar o preço das casas. Posição que é igualmente preconizada por outros especialistas na especialidade e que, como era de esperar, suscitou um enorme coro de aplausos dos invejosos do costume. Muitos deles, se calhar a maioria, defendem também a redução dos impostos sobre os combustíveis como forma de baixar o preço dos mesmos. Coisa que, assim de repente, me deixa ligeiramente baralhado.

Cada qual pode defender as teses que quiser e a imaginação ditar. Não será por isso que qualquer destes problemas terá solução num futuro próximo. A carestia dos combustíveis depende de factores externos e a da habitação - para além do aumento dos custos de construção e manutenção – da procura e da oferta. Afinal, o milhão e meio de pessoas que entrou no país em meia-dúzia de anos tem de morar nalgum lado. O tempo que andaram a chamar fascistas, xenófobos e a mandar outras bacoradas para o ar tivessem, ao menos, reconhecido que isso constituía um problema. Como, de resto, já havia constituído quando do regresso dos retornados. Os burros não tropeçam duas vezes na mesma pedra. Esperar que os socialistas também não, é ser demasiado exigente com eles.

sábado, 26 de setembro de 2026

Poupar, eu?! Ai, que horror!

A carestia de vida é lixada. Daí que a malta proteste sempre que os preços aumentam, diga que não aguenta, que nunca a vida esteve tão má e que a culpa é dos fascistas. Esta última é coisa recente. De agora. Nomeadamente desde que uma geração de fedelhos que mal largou os cueiros tomou conta do espaço mediático e contagiou com esta virose gente com idade para ter juízo.

Quando os preços sobem e o ordenado deixa de chegar para comprar tudo o que antes comprávamos, há que fazer opções. Poupar numas coisas para poder gastar noutras. Cortar no acessório para manter o essencial. Sempre assim foi. Trata-se de um conceito que, num tempo em que as “libelinhas” e os “maluquinhos da aldeia” proliferam, parece ofender muita gente.

As palavras daquela ministra, a sugerir que o pessoal poupe combustível, são apenas bom senso do mais elementar. Ainda sou do tempo em que até se faziam campanhas institucionais a promover esse comportamento. Agora, fazê-lo, constitui uma ofensa. Não admira. É que, apesar do preço, o consumo não pára de aumentar. Deixem-se de lamurias e vão a pé para o ginásio, mas é....

sábado, 19 de setembro de 2026

Ai que desgraça tão grande!

Fui abordado hoje, no mercado semanal cá da cidade, por pessoas – duas estrangeiras e outra portuguesa, que não me lembro de alguma vez ter visto – que me inquiriram se estava disponível para salvar a Serra d’Ossa. Confesso a minha ignorância, mas tirando a parte do recente incêndio nem sabia que a serra corria perigo. Ao que fui elucidado o meu contributo para o salvamento da elevação montanhosa seria assinar uma petição. Diz que haverá um projecto qualquer para instalação de aerogeradores – aquelas cenas para gerar energia eólica - naquela zona. O que será, segundo os contestatários, uma coisa muito má. Embora todos garantam que a produção de energia limpa e o fim dos combustíveis fósseis seja uma cena muito fixe. Desde que feita noutro lado, obviamente.

Não assinei, está-se mesmo a ver. Mas estou solidário. Com o senhor estrangeiro de alguma idade, com a senhora relativamente jovem igualmente estrangeira, com a portuguesa com ar de recém aposentada e com todos os demais que gastaram uma pipa de massa a comprar um monte ou um terreno onde construiram uma vivenda com vista para a serra. Fazem eles muito bem em reclamar. Eu também ficaria chateado se me estragassem a paisagem – que deve ter sido caríssima - com mamarrachos daqueles. De resto, se a variante do IP à cidade não foi construida para não prejudicar o outro “tio de Cascais” que não queria uma auto-estrada a passar-lhe à porta da casinha de fim de semana, por que raio hão-de estes querer ver umas quantas pás gigantescas a girar de cada vez que abrem a janela? E depois é destas coisas, assim como assim, os espanhóis já aumentaram o prazo de validade da central nuclear de Almaraz, que fica a duzentos quilómetros daqui, em mais uns anos.

Não são apenas os “novos estremocenses” que estão preocupados com este terrível atentado contra a Serra d’Ossa. Ao que constatei nas redes sociais, também os residentes manifestam uma justificada preocupação acerca do assunto e apontam mesmo problemas dramáticos se a ideia de instalar as turbinas eólicas se concretizar. As aves, há quem garanta, serão as principais vitimas. Correm o risco de serem todas dizimadas pelo movimento giratório das pás daquela traquitana. Ou, se conseguirem escapar a isso, chocarem contra aqueles objectos monstruosos. E depois lá se vai o alegre chilreio da passarada, concluem cheios de pena. Salvo seja, claro.

Como já escrevi em diversas ocasiões aqui no Kruzes, nomeadamente naqueles posts dedicados à “agricultura da crise”, tenho no meu quintal um grave problema com os pássaros. São muitos, estão permanentemente esfomeados e devoram tudo. Curiosamente, apesar de o meu quintal estar cheio de obstáculos, as aves demonstram uma precisão cirúrgica no voo e nunca chocaram contra nada. Talvez as preocupações dos meus conterrâneos com as eólicas me tenham dado a solução para este problema. Vou espalhar estrategicamente umas quantas ventoinhas pelo quintal. Deve ser remédio santo. Sendo bastante mais pequenas do que as geringonças da serra, aquilo vai ser um genocídio ornitológico.

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Efeito carrossel

As medidas anunciadas ontem pelo primeiro-ministro são assim uma coisa a atirar para o poucochinho. Apesar disso têm motivado horas e horas de debate. Centrado quase todo, diga-se, na miserável redução de IRS que o homem anunciou. Na SIC, a jornalista que moderava o debate levou o tempo a contestar a medida. Que, para ela, em nada beneficia quem não paga IRS. O que, parece-me, faz sentido. Aquilo, por maior estranheza que possa causar à mulher, é como dizia o tipo do carrossel: “Mais uma voltinha, mais uma viagem, aqui menina bonita não paga, mas também não anda”.

Esta é, de resto, uma discussão recorrente sempre que há mexidas no imposto sobre o rendimento. É óbvio que, sendo um imposto progressivo, quando sobe afecta os que ganham mais, quando desce beneficia os que mais ganham. É matemática, ou lá o que chamam à ciência que trata destas cenas. Quem não sabe, aprenda ou deixe de dizer bacoradas como se de verdades absolutas se tratassem. Deste ponto de vista nunca se baixava nenhum imposto, pois haverá sempre alguém que não é abrangido pela sua incidência.

Depois há aquela coisa do “dar”. O governo não dá nada. O pouco dinheiro que resulta desta redução – meia dúzia de euros num ordenado médio – não é do Estado. É dinheiro nosso. O Estado limita-se apenas a sacar menos umas migalhas. Como já escrevi noutras ocasiões isto é tão básico, mas mesmo tão básico, que apenas um básico não entende. Até o meu gato imaginário, o Bigodes, percebe a lógica da coisa.

Mais consensual é aquela ideia de distribuir dinheiro pelos reformados. Ninguém, por razões óbvias, se atreveu a discordar. Os reformados são muitos, insistem em votar e dizer coisas que eles não gostam de ouvir constitui um risco político que poucos querem correr. Entretanto os gajos da Santa Casa já estarão a providenciar um reforço do stock de raspadinhas lá mais para alturas do Natal.

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Cá para mim é inveja...

 


Longe vão os tempos em que feministas em fúria berravam histericamente aquela coisa do “my body, my choice”. Parece que isso já não é bem assim. A menos, se calhar, que a ideia apenas se aplique a corpos a atirar para o badalhoco. Que o diga aquela moçoila, desportista e bem apessoada, que está a ser alvo de criticas até mais não por ter exibido, tal como veio ao mundo, o corpinho que Deus lhe deu. Para ela, segundo as feministas e “progressistas” diversos, não há cá direito a escolher se quer ou não mostrar as curvas. Afinal essa cena da escolha que cada qual faz com o respectivo corpo só se aplica quando a policia da moralidade determina. Mamas ao leu ou partes pudibundas à vista de todos, só quando é para protestar contra qualquer coisa que as defensoras do bem supremo achem desajustado das suas mentes delirantes. Se bem que, nessas circunstâncias, o que geralmente salta à vista é algo que preferíamos não ver.

domingo, 13 de setembro de 2026

Ganha um pouco mais do que o SMN? É capitalista!

Como sempre, de cada vez que é anunciada uma redução do IRS, voltamos ao mesmo. O eterno desagrado da esquerda mais à esquerda e da imensa chusma de criaturas que aliam a inveja à ignorância no âmbito da fiscalidade. Mesmo que alguns até sejam letrados noutras ciências, quando o assunto são número a burrice revela-se de forma avassaladora.

Vem isto a propósito da anunciada descida do IRS para os primeiros escalões. Acha mal aquela gente. O argumento é o de sempre. Quem ganha mais, mais beneficia e quem ganha o salário mínimo nacional não beneficia nada. Para quem passa a vida a defender a progressividade do imposto sobre o rendimento, parece-me uma argumentação com um nível de coerência assinalável. Embora, reconheço, perceber que a progressividade funciona nos dois sentidos – quando sobe e quando desce – seja um exercício intelectualmente exigente para quem acredita nos amanhãs que cantam.

O que não há maneira de baixar é o IRS sobre os rendimentos de capital, que aumentou significativamente no tempo dos governos de Sócrates e da Troika. Percebo que os extremistas da Geringonça não o tenham feito. Reduzir o imposto sobre as poupanças dos reformados e dos pequenos aforradores – a maioria dos titulares dos depósitos a prazo e certificados de aforro – constituiria uma afronta aos invejosos do costume. Já os actuais governantes não terem coragem para fazer voltar a taxa aplicável aos juros recebidos, para os valores que antes vigoravam, parece-me uma coisa a atirar para a cobardia política. Nem os tipos do Chega, que dizem alarvidades acerca de tudo e de nada, se atrevem. Todos falam, falam, falam, mas todos têm é medo de uma imensa minoria ruidosa que, apesar de ver a sua voz desmesuradamente amplificada, não deixa de ser cobiçosa, ignorante e presa a preconceitos ideológicos bafientos do século passado.

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Coisas de familias



 

É lamentável que haja pessoas que necessitem de andar a vasculhar os contentores. Ninguém devia ter de o fazer. Mas, se calhar, a alternativa passa por essa exótica convenção social a que se dá o nome de trabalho. Algo que exige o cumprimento de certas regras e cuja simples menção parece desencadear reações alérgicas graves em determinados grupos de pessoas.

Não o farão por desporto, concedo. Remexer em detritos alheios dificilmente figurará no topo das preferências de lazer de quem quer que seja. Parece, no entanto, que lhes dá um especial gozo deixar os contentores tombados e o lixo espalhado pelo pavimento. Idiossincrasias. Ou, simplesmente, coisas de família.

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Geração "Quarta-feira"

 


Nesta moderna fixação em colar etiquetas e dar nomes às gerações, desconfio que o espectro é generosamente alargado. A dita geração boomer – na qual, com todo o orgulho estrutural, me incluo – está longe de constituir um grupo de características homogéneas. Nem, sequer, vagamente parecidas. Nomeadamente no que toca às oportunidades que a sorte distribuiu. Para o bem e para o mal. Se calhar, para os nascidos nos anos sessenta e até ao 25A, seria mais apropriada a designação de "geração quarta-feira". Aquele dia cinzento e útil no meio da semana em que a ressaca do fim de semana passado já passou e o entusiasmo do próximo ainda é uma miragem distante. Ou seja, algo ali no meio-termo que nem é carne nem é peixe.

Trata-se de uma geração que, ao contrário dos primeiros boomers, não passou pela guerra colonial. Nem por nenhuma outra, diga-se. Ainda. Em matéria de combates, digamos que até agora apenas combateu com alguma tenacidade por si própria. Nem, muito provavelmente, terá a maçada de se envolver num conflito futuro. Até porque já nem temos idade para essas tropelias.

Será, no entanto, esta geração quarta-feira a última a dar-se ao luxo de viver praticamente toda a sua existência em liberdade. As próximas gerações dificilmente conseguirão tal proeza. Ou, vendo bem as coisas, nem sequer o quererão. Afinal, os sinais de que a liberdade tal como a conhecemos, a democracia e o nosso confortável modo de vida liberal estão a chegar ao seu prazo de validade são generosamente evidentes. Tal como numa popular série televisiva, o Inverno está a chegar e o frio já vai causando alguns arrepios. Que o digam os habitantes de Ceuta e todos aqueles que por essa Europa fora — nomeadamente as mulheres — têm a sua rotina condicionalmente ajustada pelas hordas invasoras que, paulatinamente e com o nosso mais virtuoso consentimento, vão impondo nas nossas civilizadas sociedades a sua peculiar maneira de ver o mundo.

Atrás de tempos, tempos vêm. E gerações, também. Um dia – distante, talvez – virá finalmente aquela a que alguém, com apurado sentido histórico, chamará a geração Pelágio.

sábado, 5 de setembro de 2026

A chata mania de não gostar de ser assaltado

 


O caso do cavalheiro que foi vítima do gangue do Rolex tem dado muito que falar. E escrever, também. Diz que o homem – de quem sabemos tudo, desde a raça do cão até à marca de aftershave que usa, ao contrário do criminoso de quem apenas se suspeita que goste de relógios e de ar livre – pode vir a ter chatices com a justiça por causa da sua reação ao assalto. Parece que, naquelas circunstâncias, o seu comportamento foi absolutamente irresponsável, condenável e, presumo, profundamente fascista.

De facto aquilo não se faz. Anda um pobre deserdado da fortuna a fazer honestamente o seu trabalho – no fundo, ou à superfície tanto faz, gamar é uma ocupação tão respeitável como a helicicultura – e depois fazem-lhe isto. Não está certo. Não se persegue um técnico especialista na subtração de bens alheios apenas porque se tem um inusitado e injustificado amor a uma traquitana que só serve para ver as horas. Mais ainda quando o trabalhinho tinha sido feito com toda a limpeza, elevado profissionalismo e um toque de delicadeza.

Há, reitero, que mostrar empatia com quem trabalha. Perante um assalto devemos sempre colaborar. Ser simpático com o profissional do crime, entregar voluntariamente tudo o que ele – ou ela, ou seja lá o que for – pretender tornar seu e, se possível, providenciar o bem-estar do delinquente. Oferecer-lhe um cafezinho, uma mini, ou uma água não vá o gajo ficar desidratado e acusar a vitima de tentativa de homicídio por inanição hidrica. Eventualmente, até, disponibilizar-se para fazer uma massagem capilar ao meliante ou ouvir a sua história de vida para melhor perceber as causas profundas que o levaram a escolher aquela profissão em vez de uma carreira no âmbito da física quântica.

Convém, no entanto, ter em conta que quem assalta é por norma mais pobre do que quem é assaltado. O que, perante muita gente, legitima o roubo por via da redistribuição instantânea de matéria. Daí que, neste caso, a matemática financeira desempenhe um papel importante. Se, na sequência do roubo e após umas contas de cabeça, o assaltado concluir que fica mais pobre do que o assaltante, parece-me que existe legitimidade para se reapoderar do que antes lhe tiraram. Ou seja, fazer um pequeno biscate no sector da criminalidade preventiva. Ninguém, excepto os imbecis do costume, lhe levará a mal.

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Os parolos da TV...

Quatro drogados e dois mariconços a agitar bandeiras palestinianas e a berrar disparates, numa qualquer praça de um qualquer vilarejo da Transilvânia ou noutro lugar igualmente remoto, constituem motivo para a comunicação social nacional relatar entusiasticamente a ocorrência de uma manifestação de solidariedade com o povo palestiniano e contra o genocídio imaginário que, de acordo com a agenda política em vigor, estará a acontecer em Gaza.

Ainda me recordo do tempo, no período da Troika, em que a CGTP e outros culpados da desgraça a que isto chegou conseguiam, ao que era amplamente divulgado na época, meter quinhentos mil manifestantes no Terreiro do Paço e cem mil em frente a Assembleia da Republica - como se isso fosse fisicamente possível - a protestar com a austeridade e, cito, os malfeitores que então nos governavam.

Hoje, perante mais de oitocentas concentrações em toda a Espanha que mobilizaram gente como nunca se viu naquele país, os órgão da comunicação social limitam-se a noticiar que “alguns milhares de pessoas participaram em manifestações convocadas pela extrema-direita por causa da crise migratória de Ceuta”. Definitivamente, a caixa que mudou o mundo já não é o que era. Se quando o mudou fosse o que é hoje, não o teria mudado. Felizmente nessa altura quem por lá andava era, como escrevia o outro referindo-se à autoproclamada superioridade moral de uma certa casta, “gente de outra estirpe”.