sábado, 26 de setembro de 2026

Poupar, eu?! Ai, que horror!

A carestia de vida é lixada. Daí que a malta proteste sempre que os preços aumentam, diga que não aguenta, que nunca a vida esteve tão má e que a culpa é dos fascistas. Esta última é coisa recente. De agora. Nomeadamente desde que uma geração de fedelhos que mal largou os cueiros tomou conta do espaço mediático e contagiou com esta virose gente com idade para ter juízo.

Quando os preços sobem e o ordenado deixa de chegar para comprar tudo o que antes comprávamos, há que fazer opções. Poupar numas coisas para poder gastar noutras. Cortar no acessório para manter o essencial. Sempre assim foi. Trata-se de um conceito que, num tempo em que as “libelinhas” e os “maluquinhos da aldeia” proliferam, parece ofender muita gente.

As palavras daquela ministra, a sugerir que o pessoal poupe combustível, são apenas bom senso do mais elementar. Ainda sou do tempo em que até se faziam campanhas institucionais a promover esse comportamento. Agora, fazê-lo, constitui uma ofensa. Não admira. É que, apesar do preço, o consumo não pára de aumentar. Deixem-se de lamurias e vão a pé para o ginásio, mas é....

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