É lamentável que haja pessoas que necessitem de andar a vasculhar os contentores. Ninguém devia ter de o fazer. Mas, se calhar, a alternativa passa por essa exótica convenção social a que se dá o nome de trabalho. Algo que exige o cumprimento de certas regras e cuja simples menção parece desencadear reações alérgicas graves em determinados grupos de pessoas.
Não o farão por desporto, concedo. Remexer em detritos alheios dificilmente figurará no topo das preferências de lazer de quem quer que seja. Parece, no entanto, que lhes dá um especial gozo deixar os contentores tombados e o lixo espalhado pelo pavimento. Idiossincrasias. Ou, simplesmente, coisas de família.


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