sábado, 18 de julho de 2026

MAI nada


 

A esquerda adora o actual Ministro da Administração Interna. Mesmo sendo ele membro de um governo que odeia. A direita, por seu lado, odeia-o. Ainda que o homem integre um executivo que é suposto apoiar. Ou, pelo menos para a direita mais à direita, tolerar.

E o que fez o homem, em termos de política governativa, para suscitar estes sentimentos aparentemente contraditórios? Nada. Em bom rigor, não fez absolutamente nada. Não se lhe conhece uma ideia para o país, não é conhecida nenhuma proposta de reforma que mude o rumo seja do que for e nem sequer desfez nada que os antecessores tenham feito.

Assim sendo, qual a razão para a adoração de uns e o ódio de outros tantos? Pergunta parva, obviamente. Toda a gente conhece aquelas declarações do antigo chefe da Judiciária, em que a criatura garantia a inexistência de relação entre imigração e criminalidade, atribuía elevada perigosidade à extrema-direita e proclamava a insegurança como mera e injustificada percepção.

As tropelias que o homem possa eventualmente ter cometido e das quais venha ou não a ser formalmente acusado, são de outro campeonato. Não podem, nem devem, ser exacerbadas nem desvalorizadas em função da nossa concordância ou reprovação com as declarações da criatura sobre a criminalidade ou a imigração. Fazê-lo, como está a acontecer com toda a gente que opina acerca do assunto, diz muito sobre quem o faz. Uns e outros.

2 comentários:

  1. O líder do MAI - que não percebo por que motivo foi escolhido - nada fez na vida (política) que justifique a sua preferência.
    Isso de esquerda e de direita é puramente conversa ... política.
    Luís MAI está a ser apertado. Veremos se se aguente. Não acredito.
    Cumprimentos, caro KK.

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    1. Infelizmente, os extremos - o que à esquerda inclui o actul PS - é assim que olham para as pessoas. As que concordam com eles são boas e puras, as que discordam burras e apenas desejam o mal dos demais. Temos muito disso, por cá. Recordo, por exemplo, os manifestantes que no tempo da troika chamavam tudo menos mãe à Merkel e mal ela abriu as portas aos refugiados nunca mais abriram a cloaca para lhe chamar fosse o que fosse.

      De resto, tudo é politica na vida. E ainda bem. Por mim tenho muito gosto que assim seja.

      Cumprimentos, caro António.



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