quarta-feira, 29 de julho de 2026

Aqui há gato

Coitado do mentiroso. Mente uma vez, mente sempre. Deve ser este o principio que os comentadeiros do regime estão a usar para opinar acerca da alegada invasão do gabinete do Chega no Parlamento. Assim, mais ou menos, como aquelas vitima de crimes que, por uma razão ou por outra, estavam mesmo a pedi-las.

Prefiro achar que estaremos perante uma das ocorrências mais parvas da temporada. Por um lado, subtrair informação lá guardada seria uma actuação absolutamente inútil e própria de um imbecil. Só um bando de idiotas não a teria salvaguardado através de uma ou várias cópias guardadas em diferentes locais. A menos que – e a hipótese não é de descartar – uns sejam tão idiotas que não tenham feito seguranças dos dados e outros sejam tão crédulos da idiotice alheia ao ponto de cometer um crime daqueles que, mesmo um detective ao nível de qualquer “Patilhas e Ventoinha”, desvendará enquanto o Diabo esfrega um olho. Se quiser ou tiver interesse nisso, claro.

Outra hipótese, que também já vi mencionada, é o culpado ser o gato. O António. Aquele que a agremiação supostamente assaltada adoptou. Diz que os eunucos, em consequência da patifaria que lhes fizeram, de vez em quando padecem de uns transtornos mentais que lhes dá para terem comportamentos tresloucados. Não é para menos, coitados. Quem sabe o bichano viu passar à janela uma gata que lhe encheu as medidas e, na falta de melhor, deu-lhe para aquilo.

Sem comentários:

Enviar um comentário