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sexta-feira, 15 de abril de 2022

Maldito capitalismo...

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Não aprendemos nada com a outra crise. Aquela crise ainda maior do que a crise crónica em que vivemos e que meteu a vinda da troika para nos safar, mais uma vez, da bancarrota. As consequências foram as que se conhecem, mas nem assim isso nos serviu de lição. Voltámos ao mesmo. Se é que alguma vez abandonámos a prática de fazer uma vida manifestamente acima das nossas possibilidades. O recurso ao crédito de maneira absolutamente desvairada é disso uma evidência.


Nisto não aceito a argumentação de que cada um faz o que entende e ninguém tem nada a ver com isso. Esse argumento só colhe enquanto o endividado não se tornar caloteiro. Coisa que acontece com demasiada frequência. Aí tenho eu e temos todos a ver. Por muitas razões. A maioria delas fáceis de entender sem grande esforço. Até para aqueles idiotas que acham o contrário.


Culpa-se, amiúde, os bancos e as sociedades financeiras pela facilidade com que atribuem crédito para tudo a toda a gente. Verdade. Mas, obviamente, ninguém é obrigado a aceitar. Contudo, por mais que os tentem desculpabilizar, quem quer um crédito sabe muito bem o que está a fazer. Sabe, nomeadamente, que apenas paga se quiser. Faz as continhas todas e facilmente conclui que, pelo menos, os setecentos e cinco euros do SMN ninguém lhos tira da conta. Daí que muitos acabem de pagar os actuais créditos quando tiverem a provecta idade de cento e cinquenta ou duzentos anos. E o contínuo aumento do SMN só contribui para agravar o cenário.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Outro a prever a vinda do Diabo...

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Bom, se é o camarada Louçã a dizer, então, deve ser verdade. A menos que, de agora em diante, perca todas as qualidades que têm feito dele uma voz de referência para a esquerda e passe a ser considerado mais um “passista” qualquer. Daqueles que apenas desejam que os portugueses vivam na miséria.


Não é preciso ser “dótor”, ter uma inteligência por aí além ou possuir dotes adivinhatórios para concluir que, por este caminho, a coisa vai voltar a dar para o torto. E a culpa, lamento contrariar a generalidade das opiniões, não é maioritariamente dos políticos. É nossa. Dos portugueses. Daqueles que exigem que todos os dias sejam de festa e que haja festa todos os dias. À conta do Estado. Admito que tristezas não paguem dividas. Mas estas, as dividas, rapidamente tratam de nos tirar a alegria. Já devíamos saber isso.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

O ridículo não cobra dividas

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O calote é uma prática que me irrita. Os caloteiros, também. Pelo menos em determinadas circunstâncias. Quase todas, diga-se. Também quase sempre tendo a colocar-me do lado do gajo que procura reaver o que é seu. Salvo uma ou outra excepção onde o lesado - ele ou por interposta pessoa - tem uma actuação que, de tão ridícula, acaba por transformar o patife do caloteiro numa espécie de herói. É o caso, relatado por estes dias na imprensa, da tentativa de penhorar a refeição - sim, a refeição, não o subsídio ou qualquer outro abono com ela relacionado - a uma alegada devedora, por parte de uma empresa de recuperação de créditos. A ordem de penhora, parece, não terá sido cumprida por parte da entidade patronal que será, simultaneamente, fornecedora da refeição. Uma pena, isso. Seria curioso verificar o que faria o agente de execução com o almoço da senhora e de que forma essa apreensão contribuiria para deduzir a importância em dívida.


Apesar disso, reitero, estou do lado da criatura que, alegadamente, não cumpriu a sua parte no negócio que motivou esta penhora. Tem direito a refeiçoar. Até porque, se isso lhe for negado, não sobreviverá as dezenas de anos que - atendendo ao salário que, provavelmente, auferirá -  serão necessárias para pagar os vários milhares de euros que deve. Alegadamente, claro.


 

terça-feira, 24 de março de 2015

Cofres cheios...de dividas!

Como é possível não perceber que continua a não haver dinheiro nos cofres e que aquilo que por lá abunda são dividas?! Admito que pessoas iletradas idealizem cofres a transbordar de notas. Mas que alguém minimamente informado pense assim já é coisa difícil de conceber.


Parece-me redundante que os socialistas andem por aí a pregar a necessidade de repartir o conteúdo dos cofres, alegadamente a abarrotar de dinheiro, por velhinhos despojados das suas reformas, criancinhas esfomeadas, desempregados desesperados por um emprego e cidadãos, tramados pelas políticas socráticas, em geral. Pode, admito, parecer uma ideia altruísta. O pior, para nosso mal, é que já foi posta em prática. O recheio dos cofres há muito que foi repartido. Por todos nós. E estamos a pagar por isso. Só não percebe quem, cego por paixões políticas, não quer ver.