segunda-feira, 18 de maio de 2026

Crise?! Qual crise?

 

Diz que os portugueses gastam seiscentos mil euros por dia em injeções para emagrecer. Ao que garante quem sabe destas coisas, são os mais pobres quem mais padece desta enfermidade. Sim, parece que agora ser gordo é uma maleita. Ainda bem. Não, obviamente, por o ser, mas apenas por assim não constituir motivo para chacota. Que, manda o bom senso, das doenças ninguém se atreve a zombar.

Costumo confiar nos números e se eles evidenciam estas realidades não vejo, também neste caso, motivo para duvidar. Parece-me óbvio, assim de repente, que quem compra estes medicamentos serão os obesos. Ricos, remediados e pobres. Prioridades que, naturalmente, não questiono. Até porque, em muitas circunstâncias, trata-se mesmo de um problema de saúde e preservá-la constitui uma prioridade que poucos ousarão negligenciar.

O meu ponto é que, a fazer fé nos valores divulgados na noticia do Público, cada embalagem custará mais de duzentos euros. Sem comparticipação, acrescenta o jornal. A ser verdade, a crise de que tanto se fala não passa de uma falácia. Nada de que eu não ande desconfiado…

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