quarta-feira, 6 de maio de 2026

Dar-lhes o desconto...

 

Outra vez. Esta gente já aborrece com as teorias parvas acerca das desigualdades sociais. Andam por aí uns teóricos a teorizar sobre os malefícios das reduções introduzidas nos escalões e taxas do IRS. Tudo porque, argumentam, contribuíram para a diminuição da progressividade do imposto e, com isso, fizeram com que quem ganha mais fique com mais dinheiro. Ou, na verdade, seja ligeiramente menos espoliado pelo Estado. Esqueceram-se foi de dizer que quem ganha menos também beneficiou. Embora isso, por razões facilmente entendíveis, pouco importe para a história que se pretende impingir.

O que esta gente podia era, de uma vez, esclarecer o que pretende. Se, para eles, diminuir – ainda que em valores ridiculamente pequenos – os impostos sobre o trabalho conduz ao aumento das desigualdades, parece-me legitimo concluir, que defendem o seu aumento para as reduzir. Ou seja, quem trabalha tem de governar quem nada faz. E, por mais estranha que possa parecer esta ideia, há quem ache que devem trabalhar ainda mais para os que nada fazem possam ter uma vida o mais igual possível aqueles que têm de moer o coirão.

Mas não se ficam por aqui. Há cada vez mais malucos desses a achar que o Estado deve igualmente ser herdeiro de quem vai batendo a bota. Tudo porque, dizem os patetas, ninguém tem culpa de ter nascido pobre. Lotaria do berço, como lhe chamam os javardotes dos esquerdistas. Gente de bom coração, esta. Chega a ser comovente ver uma legião de alminhas generosas, muito solidárias, sensíveis e sempre prontas a redistribuir riqueza. Dos outros.

Sem comentários:

Enviar um comentário