segunda-feira, 11 de maio de 2026

O luxo e o lixo

 

A América – a, ainda, grande potência – ensandeceu. As consequências do wokismo e da resposta dos americanos a essa doença do âmbito mental dificilmente podiam ser outras. Adivinhavam-se há muito tempo. A radicalização política e social daí resultante conduziram à eleição de Trump e de Mamdani para presidente da Câmara de Nova York e, teme-se, não devem ter revelado o fundo poço. Desconfio que, para mal dos nativos e de todos nós, que ainda exista muito mais para escavar. As tropelias do Trump têm, como é óbvio, eco à escala planetária. Afectam toda a gente. As do Mamdani são localizadas. Não as sentimos no bolso e os efeitos de que nos podemos queixar limitam-se aos delírios que provocam nas mentes mais frágeis e nos esquerdistas, passe o pleonasmo.

Ao presidente islamo-comuna que os nova-iorquinos escolheram para lhes desgraçar a vida ocorreu-lhe, para financiar as suas ideias exóticas, criar um imposto sobre as segundas vivendas de luxo. Uma coisa popular, como convém. O BE, à nossa dimensão, defende uma cena parecida, mas tirando a parte do luxo. Podemos até, assim de repente, simpatizar com a medida. O pior é que, já dizia a minha avó, quem precisa nunca deixa de precisar. E, para acudir a todos será necessário ir baixando os padrõezinhos porque, ao contrário do que ensinava o camarada Mao, esta gente prefere dar o peixe do que ensinar a pescar. Aos entusiastas da ideia deixo uma sugestão. Esperem dois anos para ver os resultados…

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