De certeza que, aos olhos dos especialistas na especialidade, isto não se trata de uma obra artística. Arte será outra coisa qualquer. Pior, este trabalho representa uma cena tradicional protagonizada por um povo que urge substituir. E não sou eu que estou a inventar ou a papaguear teorias mais ou menos conspirativas. A intenção foi assumida, proclamada publicamente e nunca contrariada pelos sequazes e aliados, por uma dirigente de um partido representado no governo. Admira-me, por tudo isso, que ainda esteja de pé. Alguém, um dia destes, se há-de sentir ofendido. Num país onde exibir a bandeira nacional já chega a ser considerado um acto provocatório, homenagear uma tradição local não tarda constituirá um crime de ódio.
Mas, como escrevi no inicio, arte não é certamente. Arte seria se fosse um ferro velho retorcido encimado por um trapo palestiniano.

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