Uma revista de publicação semanal aborda na sua mais recente edição, com chamada de primeira página, “o poder da religião na política”. Ao contrário do que pensei ao ler a parangona, o articulista não se debruça sobre o poder da religião em ascensão e em dramática expansão na Europa. Pelos vistos o financiamento promovido pelas teocracias islâmicas - o Irão, nomeadamente – dos movimentos terroristas como o Hamas, o Hezbollah e os Houthis, só para citar os principais destabilizadores directos de todo o médio oriente e do mundo restante serão coisa de somenos.
Tão pouco importa que diversas seitas, fundações e o que mais calhar de origem muçulmana financie com o evidente propósito de destabilizar a Europa todo um conjunto de activismos. Nada disso preocupa o jornalismo. Preocupante é apenas que os decisores se deixem influenciar pelo catolicismo. O problema é o primeiro ministro ir a Fátima em dia de peregrinação. Como se, por um lado, Portugal não fosse ainda um país maioritariamente católico e, por outro, o primeiro ministro não pudesse ir onde lhe dê na realíssima gana.
Com gente desta o futuro não será um lugar onde nos agrade viver. Felizmente, para mim, está suficientemente longínquo. Aos muitos dos que hoje procuram esse destino, faço votos para que consigam lá chegar a tempo de usufruir daquilo que agora desejam.
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