segunda-feira, 25 de maio de 2026

O activismo é o ópio do jornalismo

 

Uma revista de publicação semanal aborda na sua mais recente edição, com chamada de primeira página, “o poder da religião na política”. Ao contrário do que pensei ao ler a parangona, o articulista não se debruça sobre o poder da religião em ascensão e em dramática expansão na Europa. Pelos vistos o financiamento promovido pelas teocracias islâmicas - o Irão, nomeadamente – dos movimentos terroristas como o Hamas, o Hezbollah e os Houthis, só para citar os principais destabilizadores directos de todo o médio oriente e do mundo restante serão coisa de somenos.

Tão pouco importa que diversas seitas, fundações e o que mais calhar de origem muçulmana financie com o evidente propósito de destabilizar a Europa todo um conjunto de activismos. Nada disso preocupa o jornalismo. Preocupante é apenas que os decisores se deixem influenciar pelo catolicismo. O problema é o primeiro ministro ir a Fátima em dia de peregrinação. Como se, por um lado, Portugal não fosse ainda um país maioritariamente católico e, por outro, o primeiro ministro não pudesse ir onde lhe dê na realíssima gana.

Com gente desta o futuro não será um lugar onde nos agrade viver. Felizmente, para mim, está suficientemente longínquo. Aos muitos dos que hoje procuram esse destino, faço votos para que consigam lá chegar a tempo de usufruir daquilo que agora desejam.

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