Assim que a temperatura sobe um pouco mais do que habitual começa a romaria de reportes em direcção ao Alentejo. Já é hábito. Isso e a deslocação em massa de enviados especiais a Badajoz e Ayamonte, de cada vez que o preço dos combustíveis em Portugal aumenta e a diferença para Espanha justifica passar a fronteira para encher o depósito.
Por estes dias voltámos ao mesmo. O calor como tema para largos minutos de informação. Conselhos acerca da melhor maneira de escapar à canícula são mais que muitos. Garantias que nunca se viu nada assim também não faltam e previsões que o futuro será ainda pior vão sendo deixadas quase em tom de ameaça. Se eles o dizem não vou ser eu, pobre alentejano que anda por cá há uma porrada de anos a aturar este “calor d’um cabrão”, que os vou contrariar. Pelo contrário. Acrescentarei até, baseado em vozes na minha cabeça – uma fonte tão boa como muitas outras que vejo nas Tv’s - que se este estio continuar, em breve as vacas irão dar leite em pó.
Entretanto ninguém das televisões aproveitou para ir a Espanha. Diz que por lá as coisas estão igualmente escaldantes. Tanto que a policia terá entrado na sede do Partido Socialista lá do sitio. Deve ter sido para se refrescar...

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