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domingo, 14 de setembro de 2025

Diz-se "mas" com demasiada ligeireza...

Ainda sou do tempo em que, nos Estados Unidos da América, tanto fazia estarem no poder os Democratas como os Republicanos. Aquilo pouco ou nada mudava. Há, até, aquela laracha que garantia que um Republicano era um Democrata a quem roubaram a carteira. Hoje, desgraçadamente, o país está ultra radicalizado e as consequências disso estão mais do que à vista. Para eles e, por arrastamento, para o resto do planeta. E não se pense que isto é de agora. Trump é, apenas, mais uma consequência do Wokismo e da resistência que inevitavelmente teria de surgir em relação a essa doutrina ditatorial.


O assassinato daquele fulano da extrema-direita foi só mais um caso de intolerância e radicalismo. Que, ironicamente, levou um sujeito intolerante e radical – em nome do combate ao radicalismo e intolerância - a abater outro indivíduo igualmente intolerante e radical. Felizmente os moderados não demoraram a reagir. É ouvi-los nas televisões. São tão moderados, mas tão moderados que até aborrecem com tanta moderação. O pior é que para justificar o elevado nível de moderação que se esforçam por evidenciar, estão em permanência a recorrer a exemplos de assassinatos anteriores, perpetrados por outros radicais igualmente intolerantes, para confrontar os demais moderados com quem debatem. A palavra “mas”, na análise deste crime, está a ser repetida em demasia e isso, digo eu, devia envergonhar quem a usa.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2025

Saudações

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Tenho cada vez menos paciência para a agenda mediática. Aquilo aborrece, dá dó e causa-me uma quase incontrolável vontade de regurgitar. Tudo em simultâneo. Nos últimos dias têm-nos servido uma overdose de Palestina, Trump, um tipo qualquer que fazia coisas no SNS e de outras parvoíces que não interessam nem ao menino Jesus. Dias a fio todos os canais, todos os telejornais e todos os debates ou entrevistas tratam os mesmos assuntos. Deve ser aquela coisa da concertação. Noticiosa, no caso. Assim como as grandes superfícies fazem com os preços, as promoções e outras maneiras de nos levar a consumir o que eles querem vender. Nisto da comunicação social é mais ou menos o mesmo. Tudo a manipular a mesma informação, todo o tempo em todo lado. Até as imbecilidades de um ricaço qualquer suscitam horas e horas de debate. Fez a saudação nazi? Não fez a saudação nazi? Decidam-se, porra. Não deve ser assim tão difícil. Mas, se têm dúvidas, para ajudar a decifrar tão dramático enigma - do qual, pelos vistos, depende o futuro da humanidade – deixo, através da foto acima, a minha humilde contribuição. De nada.

domingo, 28 de julho de 2024

Depois não se queixem...

Os jogos olímpicos de Paris, nomeadamente a cerimónia de abertura, estão a causar muita indignação. E, simultaneamente, ainda mais indignação contra a indignação que provocaram. Nem me pronuncio. Como disse uma vez um homem sábio, não vi e não gostei. Olímpeidas não são coisas que me entusiasmem. Entusiasmados devem estar a extrema-direita e os movimentos islâmicos pelo imenso bónus que a organização lhes está a dar…


Entretanto na Venezuela é dia de eleições. Por lá foi feito tudo aquilo que, por cá, muita gente – alguma, até, aparentemente normal – reclama. Controlo por parte do Estado das empresas estratégicas e da banca, fixação de preços, aumento de salários, política monetária progressista e, em suma, um governo que defende os interesses dos trabalhadores e do povo. Os resultados de tudo isso são noventa por cento de pobres. Mas, há quem tenha a lata de dizer – e sem se rir – que a culpa é das sanções aplicadas pelos EUA. Os mesmos que não se incomodam por o desmiolado que manda naquilo garantir que haverá um banho de sangue caso perca as eleições.


Por falar em malucos, Trump prometeu que caso seja eleito não haverá necessidade de mais eleições. Uma chatice, essa coisa de andar sempre a votar, em campanha eleitoral e do povo escolher por quem pretende ser governado. Uma maçada a que se deve pôr fim quanto antes. O Hamas fez o mesmo em Gaza e, a julgar pela quantidade de apoiantes que andam por aí, ninguém se importa com isso. Depois não se queixem.

terça-feira, 12 de janeiro de 2021

Linhas tortas

Um destes dias um articulista do “Diário de Noticias”, um jornal centenário e considerado uma referencia do jornalismo, publicou um artigo onde aconselhava o ainda presidente dos Estados Unidos a suicidar-se. Publicação que, presumo face à ausência de reacção por parte dos indignados do costume, se enquadra no âmbito do direito de opinião, da liberdade de expressão e que não configura aquilo que agora se chama discurso de ódio.


Seria bom – digo eu, não sei – que alguém, nomeadamente os que andam sempre preocupados com estas coisas, se pronunciasse sobre o assunto. Afinal se temos comissões, comités, observatórios, institutos e não sei mais o quê destinados a prevenir e combater a difusão do ódio, parece-me uma boa altura para se pronunciarem. Não quero, longe de mim tal ideia, que multem o homem. Gostava era que alguém esclarecesse se aconselhar o suicídio a outro, independentemente do visado ler ou seguir o conselho, constitui ou não discurso de ódio. Quiçá, até, fosse elaborada uma lista das pessoas a quem podemos publicamente desejar o falecimento ou sugerir que, eles próprios, tratem de falecer. Não é por nada que eu não sou dessas coisas mas, como dizia a minha avó, sempre gostei de saber as linhas com que me coso...

quinta-feira, 22 de outubro de 2020

Em cada português há um especialista em politica americana

O tema “Trump” aborrece-me particularmente. Admito, no entanto, que os meus compatriotas – gente muito mais informada e entendida na política dos States do que eu – apreciem a bastante o diluvio de noticias que a comunicação social trás diariamente até nós. A mim não me interessam. Mudo sistematicamente de canal assim que ouço o nome ou vejo as trombas da criatura. Sou gajo que gosta de ouvir umas piadolas e o figurão presta-se a isso. Mas, não sei se é só a mim que acontece, uma piada pode ou não ter graça dependendo de quem a conta e eu não me consigo rir das anedotas que os órgãos de informação fazem acerca do fulano. Daí já nem ter paciência para as ouvir.


Há, depois, o factor desilusão. A presidência do cavalheiro é uma decepção absoluta. Ainda me lembro de garantirem, na anterior campanha eleitoral americana, que a eleição do Trump constituía uma ameaça à paz no mundo. Iam ser guerras até mais não, juravam os entendidos. Quase toda a gente, afinal. Vai-se a ver e nada. É que nem uma escaramuça. Desta vez já me passou por baixo dos olhos uma parangona qualquer a afiançar que vai ser a democracia. Diz que acaba, se o Trump for reeleito. Muitos, inclusivamente por cá, são capazes de acreditar. Se calhar os mesmo que preferem o Xi Jinping.

domingo, 11 de outubro de 2020

Defender uma ditadura não constitui uma espécie de crime?

Parece que um deputado do actual partido socialista, quando questionado se preferia Trump ou Xi Jinping – o presidente da China, terá optado por escolher o último. No presente contexto não me surpreende que muita gente dentro daquele partido nutra uma especial simpatia por ditadores. Daqueles sanguinários, como é o caso. Até porque não falta por aí, no PS e fora dele, quem ache preferível uma ditadura de esquerda a uma democracia de direita. Não é surpreendente, mas é preocupante. Principalmente pelo facto destas ideias ocorrerem a pessoas que ocupam cargos públicos, militam num partido que passa mais anos no poder do que fora dele e, pior, podem até chegar aos lugares mais altos da governação do país. Como este deputado que, recorde-se, será candidato a presidente dos jotinhas socialistas.


O que já nem espanta é a falta de indignação geral perante esta declaração. Nem digo que demitissem o homem ou, como fizeram com aquele alarve dos ovários, gastassem horas a malhar na criatura. Mas, sei lá, umas piadolas ou meia-dúzia de reacções mais ou menos encolerizadas era o mínimo que estava à espera. Porque, se calhar, condenar esta declaração num telejornal ou gozar com o rapazola num programa de humor de domingo à noite é capaz de ser expectativa a mais. Embora a verdadeira anedota seja um povo que tem um governo apoiado por um partido que tem dúvidas se a Coreia do Norte é ou não uma democracia e é governado por outro com gente que entre a democracia americana e a ditadura chinesa não hesita em escolher a segunda. 

domingo, 4 de outubro de 2020

Resistir ao saque fiscal

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A maioria dos portugueses – de entre os que pagam, naturalmente - não tem a mais parva ideia dos impostos a que estão sujeitos nem, sequer, a consciência do rombo – e do roubo – que isso constitui para os seus rendimentos. Alguns, infelizmente não tão poucos quanto isso, têm ainda a sensação que na data em que o fisco devolve o IRS retido em excesso lhes está a ser dada alguma coisa. Uma ignorância que dá muito jeito a quem está no poder e ajuda a não colocar o tema do esbulho triburário de que somos vitimas na ordem do dia. Embora, reconheço, o Trump e outros assuntos como o racismo, a extrema-direita ou cães sejam temas muito mais importantes e muito mais merecedores de atenção do que a nossa carteira...


Apesar dos sucessivos ataques aos contribuintes, ainda é possível minorar ligeiramente os danos do brutal saque fiscal. E esta, agora que estamos a três meses do final do ano, é a altura certa para preparar a defesa. Fazer contas é o segredo. O primeiro passo será revisitar a declaração do ano anterior – disponível no portal da AT – e simular com os dados do ano corrente. Depois tomar decisões. Por exemplo constituir um PPR. Dependendo das circunstâncias, com uma aplicação de três a quatro mil euros pode obter-se uma poupança fiscal entre seiscentos a oitocentos euros por casal. É dinheiro. No bolso do contribuinte, que é o sitio certo para ele estar.

domingo, 20 de setembro de 2020

Só ralações

A agenda da comunicação social é notável. Demonstra que quem está nas redacções conhece o país como a pele das suas costas, que era uma expressão muito usada pela minha avó para evitar chamar ignorante a alguém. Desde ontem que a morte de uma juíza velhota lá do States não sai da ordem do dia dos telejornais. Realmente os portugueses só querem mesmo é saber se a criatura vai ser substituída antes ou depois das eleições para presidente da América. Por mim falo, estou raladinho de todo com isso. Tanto que esta noite quase não preguei olho, a matutar no assunto. E não sou só eu. Hoje na rua não se falava noutra coisa. Na padaria, as duas pessoas que a lotação permite tinham ideias antagónicas. Uma achava que sim, era de substituir já – que isto é como na bola, acrescentava – e a outra indignava-se com essa possibilidade – mais uma patifaria do Trump, esse malandro. Também quando registei o Placard do dia, esse era o assunto dominante. Alguns até faziam apostas sobre o caso.


Entretanto, cá pelo país, vão acontecendo coisas para além do covid. Acho eu.

sexta-feira, 29 de maio de 2020

Dantes chamava-se censura. Exame prévio, ou lá o que era...

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Em nome do combate às noticias falsas, da defesa da democracia e do que mais calha têm sido muitos os cartilheiros, maioritariamente de esquerda que pululam pelos meios de comunicação social, a insurgirem-se pela falta de controlo das redes sociais. A liberdade de expressão é muito bonita mas cada um escrever o que pensa, nomeadamente quando não concordamos, é uma chatice. Mata os regimes democráticos, dizem. Parece que até alimenta monstros que todos gostaríamos estivessem definitivamente enterrados, também já ouvi dizer.


Donald Trump, na sequência de uma birra com o Twitter, acaba de assinar um decreto que permite às agências federais norte-americanas regularem o conteúdo publicado em plataformas das redes sociais. Em defesa da liberdade de expressão, conforme garantiu. Não espero que os notáveis comentadores das nossas televisões venham a público manifestar o seu entusiasmo por esta iniciativa. Hão-de arranjar um argumento qualquer para se contradizerem. Já estamos habituados a isso. Afinal, como sempre escrevi, a diferença entre eles e Donald Trump é muito pouca. Está apenas no poder, no dinheiro e, concedo relativamente a alguns, na educação. No resto são iguais. 

terça-feira, 26 de maio de 2020

Calosidades populistas

Tenho pouco apreço por populistas. Detesto, igualmente, práticas discriminatórias. Mesmo quando esta manigância da discriminação é praticada em relação aos populistas. Por estas e por outras, de tanto manejar o comando para mudar de canal televisivo, estou prestes a ficar com o polegar mais calejado do que o cú de um macaco velho. Aquilo não se aguenta. Populistas como Trump, Bolsonaro e Marcelo dominam os noticiários. Nenhum deles pode largar um peido sem que as televisões gastem incontáveis minutos a analisar o traque. Concluindo, inevitavelmente, pelo odor insuportável dos primeiros e o aroma refrescante do último.


Também a procura de noticias provenientes de outras paragens está a contribuir para a dita calosidade. Não é por nada em especial, mas tenho alguma curiosidade em saber como está aquilo na Bélgica. Onde, diz, a mortalidade devido ao covid, por milhão de habitante, bate todos os recordes e, ao contrário do que dos querem fazer crer, supera largamente os EUA e Brasil juntos. Tal como me sinto levemente curioso em relação a Espanha. Que, embora não pareça, é aqui mesmo ao lado e não do outro lado do mar. Até porque, parece, há cada vez mais gente com vontade de ver o governo socialista/comunista pelas costas. A menos que os detentores da verdade que interessa tenham decretado que tudo isso não passa de fakenews.

quinta-feira, 4 de abril de 2019

Deve ser aquela cena do multiculturalismo, ou lá o que é...

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Não falta gente a esganiçar-se e a rasgar as vestes de indignação perante qualquer declaração de Trump, de Bolsonaro ou dos respetivos acólitos quando em causa estão as referências às mulheres ou às chamadas minorias. Nomeadamente, no âmbito das minorias, aos homossexuais. Ainda que, em muitas circunstâncias, as declarações de ambas as personagens acerca destes assuntos não passem de patetices.


Curiosamente, ou talvez não, as novas punições anunciadas no Brunei, que incluem apedrejamento até à morte para mulheres adulteras e gays, não causam o mesmo nível de irritabilidade. Militantes de causas parvas, gente que faz cenas esquisitas com as partes pudibundas e esquerda em geral, não parecem particularmente aborrecidos. Nos sites destes cavalheiros o destaque vai, no Esquerda.net, para a preocupação por uns quantos italianos pretenderem chegar a roupa ao pelo a setenta ciganos. No “Avante” revoltam-se por os israelitas continuarem a malhar nos palestinianos. Outros, diga-se, que também não apreciam mulheres que praticam o adultério e costumam untar as molas aos marmanjos com tendências desviantes.


E é assim que funciona a indignaçãozinha por cá. Sempre selectiva.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Em Riade ou Teerão é que tinha piada...

Parece que umas quantas malucas aproveitaram o bom tempo para organizar uma manifestação contra o Trump. Nada de mais. Podia dar-lhes para pior. Mas não precisavam muitas das “activistas”, sendo americanas, trajar à muçulmana. Se fosse num corso carnavalesco ainda vá, agora num evento destinado a protestar contra a maneira como o Presidente norte-americano trata as mulheres, parece um bocado parvo. Ainda assim, ou talvez por isso, a comunicação social deu ampla cobertura ao evento. O que não admira, afinal são estas coisas que lhes preenche a alma e ocupa a agenda. Mesmo que a única mensagem razoável que se podia vislumbrar nos cartazes fosse o apelo ao fim dos impostos sobre os tampões.

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

E dos migrantes que o Trump não quer, não trazemos nenhum?!

Os migrantes latino-americanos organizados em caravana que pretendem entrar nos States já começaram a chegar à fronteira. Estão, lamentavelmente, a ser mal recebidos. Pelos mexicanos, pasme-se. Que pelos americanos não seria de espantar. O que, também, constitui um enorme espanto é eles não terem optado por se dirigirem aos paraísos da região. Com a Venezuela, a Nicarágua e Cuba ali mesmo à mão não se percebe a opção pelo Estados Unidos, terra do capitalismo mais vil e mais selvagem, onde serão explorados e oprimidos pelo patronado mais reaccionário. Com o sol a brilhar nas terras dos amanhãs que cantam não se compreende esta demanda pelas trevas, pelo obscurantismo e onde, caso consigam entrar, lhes está reservado o mais negro e triste futuro. 


Trump não terá, provavelmente, o bom senso de deixar entrar toda esta gente América dentro. Faz mal. Mas, dada a vontade de acolher refugiados, isso pode constituir uma oportunidade para o Costa da Geringonça. O homem está desesperado – com alguma razão, diga-se – para aumentar a população cá do retângulo e aquela malta, por todas as razões, são dos que interessam. Bem que pode mandar os sequazes das ONG´s ir lá buscá-los. Se não o fizer e continuar a insistir em trazer sempre dos mesmos, ainda sou gajo para pensar que existe nessa coisa do acolhimento uma certa discriminaçãozinha... 

sábado, 10 de novembro de 2018

Blasfémia, o novo crime. Só falta voltar a Inquisição.

Aprecio e comungo das preocupações de muito boa gente quanto aos perigos que ameaçam os regimes democráticos. Compreendo, igualmente, o terror de muitas galdérias e outros tantos marmanjos perante a possibilidade da sociedade democrática, tal como a conhecemos, estar prestes a dar o peido mestre. Os poucos que gostam de se torturar a ler o que por aqui vou escrevendo sabem que – de há muitos anos a esta parte – esta questão faz parte do meu cardápio de preocupações. Mas, ao contrário dos maganos e maganas urbano depressivos e verborreicos da comunicação social, não me incomodam absolutamente nada as escolhas democráticas de outros povos. O que me aborrece são, por exemplo, as decisões limitadoras da liberdade de expressão que, paulatinamente, vão surgindo em solo europeu. Vergonhosamente silenciadas por aqueles que tinham obrigação de as denunciar, diga-se.


 


Numa decisão recente, o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem considerou que “criticar maomé não é liberdade de expressão” e manteve assim a condenação de uma cidadã europeia que chamou pedófilo ao alegado profeta. Noutra decisão, a mesma instância judicial condenou uma sentença da justiça espanhola que mandou prender uns fulanos que queimaram uma fotografia do rei. Neste caso o Tribunal Europeu considerou que os pirómanos estavam a usar do seu direito à liberdade de expressão… Ou seja: Na democracia que as cabecinhas bem pensantes e os novos educadores do povo concebem como ideal, podem-se queimar retratos ou chamar todos os nomes aos governantes e políticos que eles não apreciam. Já fazer o mesmo relativamente ao amigo imaginário de alguns, constitui um crime hediondo.


 


O que relato não são fake news. Antes fosse. Este assunto é amplamente tratado por inúmeros sites espanhóis, entre os quais o laicismo.org. Pelo nome, suponho, deve ser credível o suficiente...

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Isto é muito fascista junto...

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Não é que a política internacional em geral e a brasileira em particular me interessem grande coisa. A bem dizer nem eram temas a que desse importância se não fosse o facciosismo com que a totalidade da comunicação social e grande parte dos opinadores bem pensantes que por aí pululam olham para estes assuntos.


É de bom tom, por estes dias, ser contra o Bolsonaro. Tal como é de pessoa de bem detestar o Trump. Ou, como já foi noutros tempos, odiar a Merkel. Que agora já não é má, nem parecida com o Hitler, nem nada. Digamos, portanto, que as pessoas boas, cultas, inteligentes e letradas não gostavam da Merkel mas agora já gostam, odeiam o Trump e desejam ardentemente que o Bolsonaro não seja eleito. Preferem, em alternativa, o regresso ao poder de um dos partidos mais corruptos de que há memoria na história brasileira. Nada de muito surpreendente. Nada que os resultados eleitorais em muitas autarquias não expliquem. Oeiras, por exemplo.


O gráfico que acompanha o post mostra a taxa de analfabetismo por região do Brasil. O Nordeste foi a única região onde o denominado candidato da extrema-direita não ganhou. Sintomático, digo eu, daquilo que vale a nossa intelectualidade, os escribas bem pensantes e toda a escumalha do politicamente correcto que ainda um dia há-de criar um Bolsonaro português.

sábado, 14 de julho de 2018

Sexismo? As coisas que estes fascistas inventam...

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Diz que a FIFA vai proibir a exibição de imagens de espectadoras consideradas atraentes nas transmissões televisivas dos jogos de futebol. Para já será apenas no jogo da final do campeonato do Mundo mas, prometem, a intenção é alargar a toda e qualquer jogatana que envolva pontapé na bola. Parece que é por causa de uma coisa chamada sexismo, ou lá o que é, que eu na minha ignorância nem desconfio o que seja. Às tantas ainda é alguma doença, ou isso. Contagiosa, se calhar. Mas, de uma coisa eu sei. De ora em diante cada mulher que, estando nas bancadas de um estádio, veja o seu rosto num ecrã vai achar que é feia.


Isto parece cada vez mais aquela cena da rã que cai no caldeirão que vai ser posto ao lume. De inicio a agua morna até lhe é agradável. O pior é que a temperatura vai subindo e quando dá por ela está cozida. Assim estamos nós enquanto sociedade. Somos diariamente martelados com campanhas de desinformação acerca de perigos imaginários – desde a extrema direita ao Trump – enquanto aos poucos, com falinhas mansas e a coberto de conceitos aparentemente muito evoluídos vão impondo a ditadura, a repressão e acabando com os valores ocidentais. Um dia destes estamos como a rã. Cozidos.

terça-feira, 26 de junho de 2018

Falta muito para o Trump ser bonzinho?

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Ainda me lembro do tempo em que a comunicação social nos fazia acreditar que a Merkel era um ser execrável. Hoje, os mesmos jornaleiros, fazem dela uma quase divindade. Ideias que - para o bem e para o mal, mas quase sempre para este último - a opinião pública vai engolindo como se de verdades absolutas se tratassem e por isso reproduz sem questionar as razões de tão súbita mudança. Basta ver as alarvidades que qualquer cidadão absolutamente desinformado, embora convencido da sua sapiência, vai escrevendo nas redes sociais.


Hoje o monstro, garante-nos, chama-se Trump. Como, por mais inacreditável que pareça, ouvi um destes dias um jornalista da rádio pública referir-se ao presidente norte-americano. Mais ou menos o mesmo que antes chamava à chanceler alemã, que agora não se cansa de elogiar. E é isso que é altamente preocupante. O poder que uns quantos jornalistas imbecis têm para criar anjos e demónios. Por este andar não deve estar longe o dia em que estarão a santificar o Donald. O Trump. Enquanto isso vão fazendo figura de "pato" ...

sexta-feira, 30 de março de 2018

Reconquista da Europa e outras ameaças

Quando os gajos a quem pagamos para tratar da nossa segurança acham que a maior ameaça que nos pode afectar são os grupos que se propõem lutar pela reconquista da Europa pelos europeus, está tudo dito. Vá lá, ao menos isso, reconhecem que a Europa já foi conquistada. Coisa que, parece, não constitui qualquer problema. A chatice é os europeus que não simpatizam com a ideia. É realmente uma parvoíce, que nos coloca a todos em perigo, essa mania de achar que devemos reconquistar o que nos foi roubado. Ou que a intelectualidade pretensamente bem pensante e apaneleirada entregou de mão beijada, melhor dizendo.


Por falar em gente parva. Consta que os deputados vão aprovar uma aberração legislativa a que chamam “lei da identidade de género”, ou lá o que é. Diz que se um matulão qualquer insistir em ser tratado por Miquelina, mesmo que toda a gente saiba que é o Bonifácio, quem o contrariar está lixado.


E pronto, continuem lá a culpar o FaceCoiso pela eleição do Trump, admirem-se que o Putin ganhe com maiorias esmagadoras e horrorizem-se por a extrema-direita crescer a cada eleição em quase todos os países da Europa. O pior cego todos sabemos quem é…

sexta-feira, 23 de março de 2018

A morte tem sempre uma desculpa...

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De repente levantaram-se vozes de consternação por o Facebook, ao ceder dados dos utilizadores, ter contribuído decisivamente para a eleição do Trump. Não percebo o problema desta gente. Esta inquietação toda deriva do facto de só terem descoberto agora o que acontece com os seus dados? Ou é por terem sido usados para eleger o outro maluco? Se, como se calhar até já sucedeu, servisse para eleger um esquerdalho qualquer não fazia mal nem dava lugar a nenhuma espécie de consternação?!


Estará, portanto, encontrada a explicação que faltava para justificar a eleição de Donald Trump como presidente dos EUA. Pelo menos aquela que alguns querem ouvir. Por mim podem continuar a acreditar nela. No Pai Natal e no Coelho da Pascoa também, se quiserem. Cada um acredita no que quer. Enquanto isso os eleitores colocarão outros Trump’s no poder. É que, por muito que custe às elites iluminadas, há vida para lá do Facebook e das redes sociais. E dessa sabe o povo.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Delinquência de Estado

Que o Estado não é uma pessoa de bem não constitui nenhuma espécie de novidade. Ladrão, vigarista e trapaceiro são alguns dos epítetos mais comummente usados para qualificar a sua postura perante os cidadãos. E, como todos os que evidenciam estas características, possui uma imaginação prodigiosa. Tanta que, nunca sendo suficiente para as suas sempre crescentes trafulhices aquilo que surripia aos nossos rendimentos, mantém uma busca continua de novas fontes que lhe permitam continuar a fazer vida de rico. A ele e, se calhar, aos protegidos. Não precisava era de seguir o caminho da delinquência. O roubo, furto ou sequestro são, parece-me, coisas que se enquadram nesse âmbito.


Por falar em delinquentes. Lembrei-me do Trump. E, também, dos que o criticam por tudo e, principalmente, por nada. O homem não gosta que os habitantes daquilo a que classificou como países de merda migrem para os Estados Unidos. O que deixou manifestamente indignados os habitantes dos países visados. Indignação que, para além de legitima, se compreende. O que já não percebo é por que raio, ainda assim, esses mesmos habitantes continuam a insistir em migrar para um país governado por um gajo daqueles.