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segunda-feira, 15 de março de 2021

E um palavrão inclusivo, arranja-se?

Vai por aí uma poluição de planos, manuais e parvoíces diversas acerca de inclusão, cidadania e outras idiotices que até aborrece. Quase todas, como não podia deixar de ocorrer, oriundas do sector público. O que, naturalmente, não admira. No privado trabalha-se.


Gosto daqueles planos municipais acerca destes assuntos onde, ao longo de largas dezenas de páginas, se consegue dizer nada. É uma arte, reconheço. Mas, na verdade, o que me diverte são os manuais de linguagem inclusiva que muitos organismos públicos – lá está, têm de se entreter com alguma coisa – adoptaram para uso nos respectivos serviços. A malta que escreveu aquelas baboseiras merece o meu respeito. E admiração, também. Inventar que os gestores são “pessoas em cargos de gestão”, ainda vá. Disso até eu era capaz. Já substituir o tradicional obrigado por “agradeço” é que é uma cena muito à frente. Coisa, até, para deixar os estrangeiros que nos visitam um bocado baralhados. Mas arrojada mesmo é propor a substituição de trabalhadores por “população que trabalha”. Duvido que o PCP concorde.


Há, ainda assim, uma falha nesses manuais modernaços. Apesar de ter procurado afincadamente, não localizei em nenhum deles a maneira inclusiva de mandar essa malta para o car%&#o.

domingo, 14 de março de 2021

Rigor terminológico, precisa-se...

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Isto há muitas maneiras de dar uma noticia. A que o “Correio da manhã” escolheu para a primeira página da edição dominical deixa-me confuso. Baralhado, até. “Mulher mata ex-mulher em divórcio”. Estou com notória dificuldade, assim só pelo titulo, em perceber o que se terá passado. A assassinada trata-se de uma gaja que mudou de sexo e agora – pelo menos até falecer – é um gajo, que se está a divorciar da esposa, abatido sumariamente por uma mulher? A dúvida parece-me legitima. Nem, assim de repente, me ocorre nada diferente. Pois, ao que sei, “ex” é uma coisa que actualmente já não é. Ou seja, estaremos, a acreditar na noticia, perante uma vitima que, antes de ser vitimada, mudou de sexo.


Deram-me, confesso, outra explicação para a ocorrência. Mas essa ainda a percebo menos. Envolve cenas esquisitas e é muita modernice junta. Além disso, por mais que o queiram, uma parelha nunca fará um casal.

domingo, 25 de outubro de 2020

Deixem lá a malta (o)pinar, pá!

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Quanto a esta medidinha da limitação de deslocações entre concelhos, para combater o vírus chinês, não tenho grande opinião. Nem pequena, a bem dizer. Até porque os portugueses quando querem – e querem muitas vezes – são exímios a contornar as leis. Mas há quem se sinta incomodado com esta decisão. Por muitas razões, que isto cada um sabe de si. A deste cavalheiro parece-me pertinente. E atendível, também. Devia, na minha modesta opinião de opinador que gosta de opinar, enquadrar-se nas excepções legalmente previstas. Só quem passou por estas coisas é que sabe dar-lhe o devido valor. Ainda bem que quando eu catrapiscava a minha Maria não havia Covid.

terça-feira, 25 de agosto de 2020

Um "perro maricon" seria ainda mais valorizável...

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Leio que em Espanha um indivíduo, interceptado pela policia local em virtude de não usar máscara, terá começado a andar “de quatro” imitando um cão. Não evitou, ainda assim, a multa aplicável nestas circunstâncias.


A ocorrência está a ser noticiada, pela generalidade da imprensa, na secção de noticias insólitas, bizarras ou simplesmente parvas. O que se me afigura profundamente reprovável e suscita umas quantas questões inquietantes. O senhor tem o direito a identificar-se com aquilo que muito bem lhe apetecer. Se foi um ser canino, todos, policia e jornalistas incluídos, temos de aceitar a sua condição e não desatar a zombar das suas opções. E aqui reside a segunda inquietação. O que terá levado os presentes a considerar que a criatura em causa era um homem e não uma mulher? Ou um transexual? Ninguém, ao que é relatado, o que terá interrogado quanto a isso. Outra questão pertinente é o género do animal. Porquê um cão? Alguém lhe perguntou se ele – ou ela – se identificava com um cão e não com uma cadela? Ou, até, um canito transexual? Pelo sim pelo não, de maneira a evitar equívocos e tratar a coisa de forma inclusiva, a noticia podia resumir-se a isto: “Ser humane interceptade pele policix identifica-se como ume cachorre”. Todes percebíamos e não havia cá discriminações.

quarta-feira, 19 de agosto de 2020

Sete recomendações para fazer a 69

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Podia ser apenas uma piadola. Ou uma daquela fake news, ou lá o que chamam às pantomimices publicadas nas redes sociais ou na comunicação social. Mas não. É mesmo a sério. No meio da maior crise por que já passaram as actuais gerações é com isto que os deputados da nação se entretêm. Depois queixam-se das críticas depreciativas que lhes são dirigidas.


Desemprego? Impostos? Fome? Velhos a morrer à sede? Que raio importa isso? Nada, como é óbvio. Há coisas muito mais importantes para resolver. Nomeadamente recomendar a distribuição de dinheiro público em função das actividades que os cidadãos praticam na cama, wc´s públicos ou seja lá onde fôr.


Se toda a gente merece ser apoiada neste momento difícil? Claro que sim. Mas, quando se passa por dificuldades e necessita de apoio, o que cada um faz com o respectivo rabo ou com qualquer outra parte do corpo interessa para quê e a quem?!


 


 


 

sexta-feira, 7 de agosto de 2020

"Vamos pilar"

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Sai um gajo trabalho em passo acelerado para ir comer qualquer coisa, que a fome é negra - não sei se ainda posso atribuir uma cor à fome, mas agora já está e não me apetece apagar – e depara-se com isto. E por isto entenda-se, para os menos atentos ou pouco perspicazes, a mensagem que esta senhora tem estampada nas costas da t-shirt.


Não sei se por causa da larica mas, admito, não percebi à primeira. Nem, a bem-dizer, à segunda. Comecei por admitir que o tempo e sucessivas lavagens tivessem apagado uma virgula a seguir ao “vamos” e um ponto de exclamação depois de “pilar”. Mas não. Vendo melhor constato que nunca lá estiveram. Hesitei depois entre a mensagem significar uma proposta manhosa ou a revelação da actividade que vão praticar. Já perto de casa, que o trajecto é curto e tenho passada larga, conclui que não seria nem uma nem outra coisa. Aquilo foi engano. Vestiu a camisola do neto. Ou da neta, que não quero ferir a susceptibilidade das maluquinhas das causas. Nem dos maluquinhos, tão-pouco.

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Em vez de "estudos" vão mas é às "aulas"...

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Isto há malucos para tudo e, já dizia a minha sábia avó, cada maluco com sua maluqueira. A diferença para o tempo dela é que, nessa época, ninguém ligava aos malucos e não havia problema nenhum em lhes chamar o que realmente são. Uns malucos. Hoje não. Têm palco em todo o lado e quem ousar questionar a sanidade mental dessa gente ainda é olhado de soslaio, se tiver sorte, ou enxovalhado na praça pública, que é o que acontece quase sempre.


Às maluqueiras de hoje, não sei se para dar credibilidade ou apenas por ser moda, chamam-lhes “estudos”. Um desses estudiosos – um conceituado maluco que em tempos vendeu colchões – anuncia que “os humanos não foram programados para dormir acompanhados”. Justifica a ideia com um conjunto de lugares-comuns que, para quem vive sozinho ou mal acompanhado, até podem servir de consolo. Mas apenas isso. Deixemo-nos de merdas. Só pensa assim quem nunca dormiu com o cu na pilheira.

quarta-feira, 27 de maio de 2020

Afinal... o tamanho importa!

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Em matéria de Covid – e nas outras também - os especialistas da especialidade são gajos para dizerem uma coisa agora e o seu contrário daqui a bocado. Por isso o melhor é aproveitar já, antes que outro estudo venha desmentir este ou provar exactamente o oposto.


Parece que isto dos dedos é uma cena muito importante. Nomeadamente no que diz respeito ao tamanho. Diz que, no caso do vírus chinês, importa. Mas, apenas, relativamente aos homens. Estaremos, se calhar, na presença de um vírus sexista. Seja como for, neste ponto, cumpro o requisito. Aguardemos, ansiosamente, o desenvolvimento de novos estudos que analisem a relação entre o risco e outras características físicas...


 

quinta-feira, 18 de julho de 2019

Querem queixinhas? Cuidado com o que desejam...

As pessoinhas andam muito sensíveis. Qualquer coisa as ofende ou, pior, acham que qualquer coisa pode ofender este ou aquele grupo de outras pessoinhas que as primeiras pessoinhas consideram vulnerável, desprotegido ou o que calha. Por tudo e – principalmente – por nada exigem que os alegados ofensores façam pedidos de desculpa, se penitenciem pelas alegadas ofensas ou, cada vez com maior frequência, fazem queixinhas às novas policias do pensamento e do bem comunicar. Assim uma espécie de nova PIDE ou policia da virtude, moral e bons costumes ao melhor estilo da Arábia Saudita. Não sei quem lhes passou procuração, mas é assim que funciona.


Por mim só estou à espera de piadas, anedotas ou simples dichotes envolvendo alentejanos. Quem se atrever vai ter-me à perna. Discriminar alguém em função da origem geográfica parece que constitui um crime e se tal é aplicável relativamente a quem escarnecer dos nascidos no Burkina Faso que por cá habitam, também será aos que nasceram no Alentejo. E, de caminho, quem zombar ou propalar alarvidades susceptiveis de ferir os meus sentimentos clubísticos, leva igualmente com a queixinha da ordem. Sim, que isto não há cá ofensas mais toleráveis do que outras.

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Maluquinhas sem sentido de humor

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Há causas que estão na moda. O feminismo é uma delas. Daí que não constitua surpresa o massacre mediático que as suas defensoras – ou defensores, sei lá – promovem na comunicação social e, de uma maneira geral, no espaço público. Surpreende é esta gente andar, como qualquer vulgar delinquente, a borrar paredes e a dar-se ao trabalho de tentar ocultar a resposta de quem – igualmente como qualquer vulgar delinquente – tratou de retorquir. Gabo-lhes a paciência. Menos mal que por cá as maluquinhas de serviço ainda não chegaram a tanto.


 

quinta-feira, 4 de abril de 2019

Deve ser aquela cena do multiculturalismo, ou lá o que é...

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Não falta gente a esganiçar-se e a rasgar as vestes de indignação perante qualquer declaração de Trump, de Bolsonaro ou dos respetivos acólitos quando em causa estão as referências às mulheres ou às chamadas minorias. Nomeadamente, no âmbito das minorias, aos homossexuais. Ainda que, em muitas circunstâncias, as declarações de ambas as personagens acerca destes assuntos não passem de patetices.


Curiosamente, ou talvez não, as novas punições anunciadas no Brunei, que incluem apedrejamento até à morte para mulheres adulteras e gays, não causam o mesmo nível de irritabilidade. Militantes de causas parvas, gente que faz cenas esquisitas com as partes pudibundas e esquerda em geral, não parecem particularmente aborrecidos. Nos sites destes cavalheiros o destaque vai, no Esquerda.net, para a preocupação por uns quantos italianos pretenderem chegar a roupa ao pelo a setenta ciganos. No “Avante” revoltam-se por os israelitas continuarem a malhar nos palestinianos. Outros, diga-se, que também não apreciam mulheres que praticam o adultério e costumam untar as molas aos marmanjos com tendências desviantes.


E é assim que funciona a indignaçãozinha por cá. Sempre selectiva.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Greve inclusiva. Inclusivamente ao consumo.

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Greves, greves e mais greves. Por tudo e por nada, quase. Embora, reconheça-se, a greve constitua um direito pelo qual eu, que sou um grevista não praticante, tenho um enorme apreço e uma invulgar simpatia.


Por isso manifesto, desde já, o meu incondicional apoio à greve anunciada nestes mini-cartazes, folhetos, papéis ou lá o que se queira chamar. Concordo com todas as reivindicações. Mesmo que não saiba ao certo o que é essa coisa da “educação sexual inclusiva”, nem tencione deixar de consumir no dia marcado para a jornada de luta contra a “sociedade de consumo”.


Desconfio que isso da “educação sexual inclusiva” deve ter a ver com introduzir cenas nos orifícios errados. Assim, tipo, lápis nos ouvidos ou nas narinas. Mas também não me interessa muito, que isto cada um goza a seu modo. Como sempre garantia, convictamente, a minha avó quando a informavam dos gostos esquisitos de algum invertido. Já acerca daquilo da “sociedade de consumo” estou mais ou menos elucidado. É aquela “sociedade” onde gente como os promotores de iniciativas desta natureza, vive à conta dos pais até ter idade para viver à conta dos filhos. Ou à nossa. Vai dar ao mesmo.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Nó no gorgomilo

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O amor é uma coisa muito linda. Mas, ainda assim, proclamá-lo numa parede não se me afigura grande ideia. Mesmo que a parede em causa fique no percurso da amada. Até porque, dado o anonimato da declaração, o mais certo é não resultar.


Quando se discute a utilidade das redes sociais, esta parece ser uma daquelas circunstâncias em que a sua utilidade é por de mais evidente. Não sei se resultava no que diz respeito a desatar o nó que deve andar ali por alturas do gorgomilo mas, ao menos, não borrava a pintura.

domingo, 13 de janeiro de 2019

Trauma colonial, só pode...

Serão, porventura, resquícios mal resolvidos do colonialismo que levam os portugueses a inquietarem-se com tudo o que os governantes das ex-colónias dizem, fazem ou pensam. Nomeadamente de Angola e Brasil. Uma parvoíce, está bem de ver, até porque, desconfio, as populações daqueles países estão-se nas tintas para nós e para os nossos políticos. O que, diga-se, constitui um evidente sinal de inteligência.


Desta vez a indignação vai direitinha para a ministra brasileira que opinou acerca da homossexualidade. Aqui d’el rei, que a senhora é uma besta. Então essa coisa pode lá ser doença, indignou-se a tugalhada. Pois que não sei se é ou deixa de ser, que de medicina nada percebo. Só desconfio é que quem enfia coisas no intestino, seu ou dos outros, não deve regular lá muito bem da caixa dos pirolitos. E já nem vou para a parte religiosa da questão, até por não ser muito dado a isso de acreditar em amigos imaginários. Mas, mesmo assim, estou em crer que Jesus terá dito “ide e multiplicai-vos” e que jamais lhe passaria pela cabeça proclamar “ide e enrabai-vos”.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Cada um sabe de si...

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Não estou, assim de repente, a perceber que mensagem pretende transmitir a criatura que se deu ao trabalho de escrever esta enigmática e perturbadora frase numa parede situada num espaço público. Bem no centro de uma cidade, mais propriamente. Estará, se calhar, a considerar que isto é tudo uma cambada de medricas, cagarolas e fracotes que é o significado que o dicionário de português atribui a “coninhas”. Mas isso, lá está, sou só eu a divagar. Até porque, embora não seja essa a minha intenção, esta leitura pode revelar-se ofensiva para um - ou mais, que sei eu – dos muitos géneros que agora para aí há.


Quanto ao “e picha”, que alguém acrescentou, disso então nem digo nada. Deve ter sido obra de um machista, sexista, misógino, fascista e portador de mais uma infinidade de defeitos, que não respeitou a criatividade do autor do acto de vandalismo.

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Sexo só para um?!

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Houve em tempos uma colecção de livros “Faça você mesmo”. Aquilo ensinava de tudo. Coisas úteis, esclareço. Assim tipo fazer pequenas reparações. Este deve ser algo do género. Ou pior. Provavelmente nem passa de um amontoado de parvoíces rabiscadas por um idiota qualquer. Ou talvez seja uma espécie de manual de instruções sobre a melhor maneira de esgalhar uma segóvia. Ou de espancar o marreco, vá.

sábado, 30 de junho de 2018

Insultar está a ficar difícil...

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Sabe-se que quem disputa não mede bem as palavras. Daí que qualquer desinquieta entre duas pessoas – ou mais, mas fiquemos pela parelha para simplificar – envolva a troca de insultos. Mas isso, pelo caminho que isto está a levar, terá os dias contados. A menos que os envolvidos queiram arriscar pesadas condenações. Não pelas eventuais maleitas físicas que possam provocar ao outro – que um olho furado ou uns miolos à mostra não têm importância nenhuma - mas, antes, por causa das palavras proferidas durante a refega. Estas sim, são perigosas. Podem consubstanciar uns quantos crimes de ódio. Daqueles gravíssimos. E que, certamente, consubstanciam.


O mais avisado é evitar zaragatas. Mas, não sendo de todo possível, o ideal é o oponente ser um homem, branco, heterossexual, sem qualquer defeito físico ou mental e, preferencialmente, que não seja pobre. Mas, ainda assim, são de evitar durante a peleja referências à mãe da criatura ou às suas orientações políticas. A menos que as últimas incluam a admiração por Trump ou a simpatia por tendências fascistas, o que constituiria um insulto bastante valorizável. Todas as restantes ofensas podem ser consideradas como uma atitude discriminatória ou, pior, uma fobia. Conhecida ou, ainda, por inventar.

quarta-feira, 20 de junho de 2018

O amor é uma coisa muito linda...

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Isto das novas tecnologias é uma coisa catita. Antes - em tempos idos, digamos – havia os anúncios nos jornais e nas revistas, nomeadamente na “Crónica Feminina”, onde o pessoal – tropas e presos na sua maioria, acho eu – publicitava a vontade de conhecer a miúda dos seus sonhos.


Hoje é tudo muito mais moderno, rápido e eficaz. A começar por – e ainda bem que assim é – serem também elas a publicitar o desejo de encontrar um parceiro. Depois, graças à Internet e outras modernices, queimam-se logo uma quantidade de etapas. Nada de esperar pela volta do correio. Nem, tão-pouco, pela chegada de uma fotografia que confirme os atributos até aí imaginados. Agora sabe-se e vê-se logo tudo. Bom...mais ou menos!

quinta-feira, 17 de maio de 2018

E contra a trifobia, pázinhos, ninguém luta?!

Diz que hoje é o dia internacional contra a homofobia, a bifobia e a transfobia. Não é que isso me importe – nem exporte, a bem dizer – mas, assim de repente, parece-me uma coisa esquisita. Daí que não vá desenvolver nenhuma acção de luta contra qualquer uma dessas fobias. Até porque, coitadas, nunca me fizeram mal nenhum.


Nestas matérias – como noutras, confesso – sou um bocado ignorante. Se relativamente à primeira – a homofobia – tenho uma vaga ideia do que seja, já quanto às outras são conceitos que escapam ao meu conhecimento. Bifobia será alguém com duas fobias, certamente. E transfobia deve ser quando um gajo ou uma gaja - ou um coiso, vá - tem medo ou aversão a transportes. Públicos, nomeadamente. Que, calculo, deve ser uma fobia muito comum. A não ser assim haverá aqui uma ilegítima apropriação linguística, em beneficio próprio, de algum grupo modernaço...

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Cidadania activa

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Há quem considere os automóveis uma praga. Os dos outros, nomeadamente. Mas lá que são muitos, são. A circular e parados. Alguns no mesmo sítio durante semanas, meses e, até, anos a fio. Sendo sobejamente conhecida a pouca competência revelada pelas autoridades supostamente competentes nesta matéria, é natural que os cidadãos, para chamar a atenção, desenvolvam acções. E estas parecem boas. Haja quem as siga. Às acções. Ou a estes exemplos, sei lá.