Uns quantos nómadas digitais queixaram-se das condições de vida no país, nomeadamente em Lisboa. Tudo demasiado caro, come-se mal e a população não nutre por eles especial simpatia são, entre outras, as principais queixas. A reacção não se fez esperar e foi a óbvia. Vão para a vossa terra, responderam nas redes sociais inúmeros portugueses. A óbvia, digo eu, porque para mim quem não está bem muda-se. No entanto a ausência de reacção das mais variadas “associações”, “observatórios”, “comissões” e intelectualidade variada, que habitualmente se abespinham sempre que essa coisa de regressar à terra de origem é sugerida a alguém, deixa-me perplexo. Será que estamos perante uma forma de intolerância valorizável? Quiçá uma xenofobia do bem, até. Ou a recomendação de voltar para a respectiva terra apenas é considerada ofensa – um crime, quase – em função da cor da pele ou da distância a que fica o país de origem? Se calhar, sim. O que é intolerável, convenhamos.
terça-feira, 27 de junho de 2023
sábado, 17 de junho de 2023
Xenofobia do bem
Acho piada ao embevecimento demonstrado pela imprensa do regime relativamente ao surto migratório oriundo da Ásia que estará, ao que dizem, a repovoar o Alentejo e torná-lo mais multicultural do que nunca. Circunstâncias que, antevêem, proporcionarão um futuro idílico à região.
Sendo a desertificação humana e o envelhecimento da população o principal problema do Alentejo, a vinda de estrangeiros será sempre positiva. No entanto a mesma imprensa de Lisboa e outros “fazedores” de opinião que por aí pululam, sempre tão empenhados em promover a diversidade, o multiculturalismo e mais uns quantos conceitos manhosos que gostam de inventar não demonstram o mesmo entusiasmo quando os estrangeiros provêem de outras origens mais tradicionais, chamemos-lhe assim. Espanhóis que compram as terras improdutivas, chineses, franceses, britânicos, russos ou brasileiros endinheirados que estão a comprar casas e a mudar-se ou passar parte significativa do ano por estas bandas são, frequentemente, apontados por aquela malta da capital como potenciais descaracterizadores da região alentejana. Gente para quem o turbante é muito mais valorizável do que o sombrero. Complexos de inferioridade mal resolvidos, é o que é.
domingo, 11 de junho de 2023
Habituem-se...

Tenho muito pouca simpatia pela “luta” dos professores ou por qualquer outra peleja, de qualquer outra natureza, que para atingir os seus objectivos prejudique pessoas que nada têm a ver com as causas em questão. No entanto, ainda detesto bastante mais a horda de virgens ofendidas que anda desde ontem a rasgar as vestes de indignação pelos cartazes que foram exibidos ao primeiro-ministro. Confesso-me incrédulo com tanta hipocrisia e selectividade no âmbito da condenação do protesto. São os mesmos que não se indignaram com as orelhas de burro do ministro Gaspar, o coelho enforcado numa recepção ao Passos e que chamam anão ao Marques Mendes e múmia ao Cavaco. Só para recordar alguns exemplos mais mediáticos, que quem vasculhar bem a memória encontrará muitos mais. Parece licito concluir que, para esta gentinha, quando se trata de insultar alguém da direita é liberdade de expressão e quando o insulto é dirigido a alguém de esquerda é má educação, falta de respeito pelas instituições do Estado e, até, racismo.
Os cartazes em causa, mais do que uma questão de racismo, remetem para o “Triunfo dos porcos”. Pese toda a má-educação patenteada pelos manifestantes, não podiam estar mais de acordo com a realidade actual da política portuguesa. Só mesmo os alienados do socialismo ou quem não conhece a obra de George Orwell pode achar o contrário.
Para aqueles que ainda acreditam no discurso sobre o perigo que constituiria o retorno da direita ao poder, está aqui um óptimo exemplo para reflexão. Esqueçam essa coisa de confrontar os governantes. A liberdade é muito bonita e muito querida da esquerda, mas só quando não a molesta.
sexta-feira, 5 de maio de 2023
Velhofobia futebolística

Esta coisa do racismo já enjoa. A parvoíce é de tal ordem que basta alguém ficar chateado, por um motivo fútil qualquer, para desatar a berrar que foi vitima de racismo. Faz-me lembrar umas certas criaturas que, quando apanhados a roubar e obrigados a devolver o produto do roubo, guincham estridentemente “aiiii raciiiiiistas”!!!!!
Agora foi um jogador de futebol, com mais de quarenta anos e sobejamente conhecido por atitudes pouco próprias dentro de campo – recorde-se aquela barbara agressão a um adversário quando jogava num clube espanhol – que terá apresentado queixa por racismo na policia por um jogador da outra equipa lhe ter chamado “mono”. Não percebo porque razão se ofendeu. “Mono” é, em Portugal, o nome dado a um objecto doméstico, geralmente velho e de grandes dimensões. Parece-me apropriado que alguém lhe tenha chamado isso. É grande, velho para jogador e a sua atitude em campo constitui um estorvo ao futebol. Nomeadamente àquele que se joga com lealdade e sem atitudes manhosas. Tratar-se-á, quando muito, de velhofobia futebolística.
terça-feira, 21 de março de 2023
Discriminação selectiva
1 – Não posso chamar “preto” a um cidadão negro. Ai de mim que chame “cigano” a um cidadão de etnia cigana. É melhor nem me atrever a apelidar de “paneleiro” um desses cavalheiros a quem chamam agora homossexual. Se insistir nesta linguagem, com sorte, a malta do politicamente correcto desata a insultar-me e, com mais azar, um Observatório ou Comissão qualquer aplica-me uma multa. Já se chamar múmia a todos os idosos de quem não gosto, ninguém se aborrece. Modernices. Ou algo mais que não me apetece referir. Prefiro deixa-los em paz na sua ignorância.
2 – Um desses Observatórios veio também considerar que, no Carnaval, máscaras de cigano ou africano são um acto de racismo. Não há noticia, por enquanto, que homens vestidos de mulheres, ou o contrário, constituam uma espécie de sexismo ou outro “ismo” qualquer. Vá lá saber-se porquê. Talvez a medicina explique.
3 – Há muita gente que fica escandalizada por alguns comerciantes colocarem sapos de louça no interior dos estabelecimentos. O mesmo nível de indignação não acontece se a decoração envolver, por exemplo, louça das Caldas. Pelo contrário, até acham muita piada a esta última. O que, lamento, constitui uma clara discriminação no âmbito da louça decorativa. Os decoradores de interiores que se cuidem.
sábado, 3 de julho de 2021
Orientem-se, mas é...

O problema não é a proliferação de malucos. Doidos absolutamente varridos, gente que não “junta o gado todo” e “apanhados do clima” com pancas diversas sempre existiram. Só que ninguém lhes ligava. Ou, como me ensinaram desde pequeno, dava-se-lhes o “desconto”. Hoje não é assim. Pelo contrário. Até parece que a condição de “aleijadinho das ideias” é quase obrigatória para ser ouvido, lido e tido em consideração. O mundo rendeu-se aos loucos. De tal maneira que as suas loucuras são as novas verdades e quem se atrever a questioná-las está feito ao bife.
O policiamento da linguagem é uma das missões que essa gentinha acha estar-lhe destinada. Todos têm de falar ou escrever de acordo com o que dita a sua maluqueira ou sofrerão as consequências. A vitima, desta vez – ironia das ironias – foi o “Público”. Imagine-se que teve o topete de titular uma noticia com a previsão que vamos ter “um Verão negro”. Expressão que, como não podia deixar de ser, fez disparar os alarmes no manicómio. A coisa, reconheço, até teria a sua piada. As reacções, cada uma mais exacerbada do que a anterior, seriam de rir até às lágrimas não fossem estar, cada vez mais, a fazer escola e a condicionar o que se escreve. Por mim, quero que eles vão ter um menino de olhos azuis. Vou mas é comer qualquer coisinha, que a fome é negra e hoje já trabalhei que nem um mouro.
sexta-feira, 21 de maio de 2021
Branquinho é...se trolha o diz!
Tenho para mim que os jornalistas são os principais responsáveis por esta deriva linguística que nos coloca a todos a falar de maneira esquisita. Daí que não lamente quando um deles – embora o coitado até possa não ter culpa nenhuma – é vítima desta ditadura do politicamente correcto que a classe ajudou a implementar. Como, se calhar, é o caso do profissional da Lusa que se atreveu a mencionar, numa nota para uso próprio que por acaso vazou para o público, a cor da pele de uma deputada. Para a próxima ele que faça como os trolhas de uma obra aqui perto. Apenas um deles é negro. Mas ninguém lhe chama preto. Levam o dia a chamá-lo por branquinho. “Ó branquinho olha a massa”, “ó branquinho chega aí uns tijolos” ou “branquinho pá, deixa lá as miúdas”. Vá, chamem-lhes parvos. Ou racistas, se puderem.
sábado, 6 de março de 2021
Racismo fiscal

Disparates cada um diz – ou escreve – todos os que lhe dê na realíssima gana. Eu digo e escrevo muitos. Ainda bem que, até ver, todos temos liberdade para isso. Embora, parece-me, a discriminação já esteja a chegar ao direito ao disparate. Ou seja, uns têm direito a disparatar e outros nem por isso.
O cavalheiro que escreveu a mensagem acima publicada tem todo o direito a defender que os impostos sejam cobrados em função da cor da pele. A ele, enquanto negro, ninguém o aborrece por estas idiotices. Nem a ele nem a outros que, noutras paragens, sugerem este tipo de coisas há largos anos. Já a mim, um branco que no Verão fico um bocadinho a atirar para o escuro, se me atrever a sugerir que em Portugal não existe essa cena de discriminação em função da “raça” – seja lá isso de raça o que for – aparecem logo as gajas das causas, os idiotas úteis e outros parvos a apelidarem-me de racista.
Igualmente quando, mesmo sustentado em dados irrefutáveis – pode não se concordar com o principio, mas isso é outra conversa – defendo a aplicação da “taxa plana de irs”, tenho logo umas alminhas indignadas a tecer considerações pouco abonatórias. As mesmas que, curiosamente ou talvez não, não abrem o bico em relação a dichotes como o deste senhor. Para além da ignorância, alguma razão haverá. Desconfio que a cor do homem é capaz de ter alguma coisa a ver. Nos dias de hoje convém não discordar de um negro...
sábado, 27 de fevereiro de 2021
O xadrez é racista!
O racismo, a discriminação e afins estão por todo o lado. Há que estar atento e acabar com tudo o que é discriminatório. Queimem-se livros, destruam-se filmes, censurem-se obras de arte e faça-se o que for preciso para acabar com este flagelo. É nossa obrigação combate-lo e todos somos poucos para ganhar este combate. É por isso que o Kruzes, imbuído de um inusitado espírito de luta contra tudo o que é discriminatório, se junta a esta causa. Nobre, claro cor neutra está.
Nada melhor do que começar esta guerra na própria casa. Tudo o que por cá existia susceptível de representar cenas preconceituosas – de todo o tipo – teve o lixo como destino. Na verdade não foi muita coisa. A bem dizer só mandei fora o tabuleiro de xadrez e as respectivas peças. Nunca mais me dedico à prática desse jogo racista, em que as brancas têm o estranho privilegio de fazer sempre a primeira jogada. Pelo menos enquanto não mudarem as regras e as pretas não brancas continuarem a ser discriminadas na abertura das partidas.
Vá, toma, Mamadou, desta nem tu te lembraste. Embrulha e vai buscar!
quinta-feira, 14 de janeiro de 2021
Racismo ronhoso

Acho imensa piada aquelas pessoinhas, nomeadamente a muitos que pululam pela comunicação social e pelas artes, que tendo um tom de pele bastante mais claro do que o meu após uma manhã de praia garantem com toda a convicção que são negros. Terão, provavelmente, ascendentes de várias origens e, por consequência, haverá ali uma saudável miscelânia. Que, acho eu, nada obriga a optar seja porque “raça” for.
Nesta ovelha também há uma evidente mistura. Neste caso estamos perante uma ovelha negra ou branca? Negra na opinião dos que seguem os ditâmes da moda, certamente. Mas isso, presumo, será coisa que em nada inquietará o bicho...
sábado, 26 de dezembro de 2020
Teste o racista que há em si
O que eu me rio com as anedotas e piadas de alentejanos. É que isto é uma coisa que me cai mesmo no goto. Principalmente por, na sua imensa maioria, não serem nada estigmatizantes. Nem, muito menos, revelarem qualquer tipo de preconceito ou, sequer, pretenderem achincalhar os naturais desta região.
Quem também deve apreciar este género de humor são as diversas comissões, comités, observatórios, institutos, grupos de trabalho e afins que visam a promoção da igualdade, não discriminação e outras modernices de que ouvimos falar todos os dias. Tanto assim é que nunca os ouvi pronunciar acerca desta corrente do anedotário nacional.
Por achar de um humor de fino recorte – inteligente, até - decidi partilhar com os meus leitores a anedota que a seguir transcrevo e que vi hoje no "Trombasbook", aquela rede social sempre muito preocupada com aquilo da discriminação. Melhor do que isso, já que há quem insista que estas anedotas constituem uma espécie de elogio aos alentejanos e que apenas os parvos não gostam delas, resolvi adaptá-la a outros grupos de cidadãos. Assim, só para tornar a coisa mais inclusiva, aqui ficam três versões da mesma anedota.
“Um alentejano está estendido debaixo de uma figueira de barriga para o ar e de boca aberta. Cai-lhe um figo na boca e ele fica na mesma posição.
- Por que é que não comes o figo? Pergunta-lhe o companheiro.
- Estou à espera que caia outro para me empurrar este para baixo.”
“Um negro está estendido debaixo de uma bananeira de barriga para o ar e de boca aberta. Cai-lhe uma banana na boca e ele fica na mesma posição.
- Por que é que não comes a banana? Pergunta-lhe o companheiro.
- Estou à espera que caia outra para me empurrar esta para baixo.”
“Um cigano está na barraca estendido na sua cama. Chega o cheque do RSI e ele fica na mesma posição.
- Por que é que não vais levantar o cheque? Pergunta-lhe o companheiro.
- Estou à espera que chegue o próximo para levantar os dois.”
Tem piada não tem? Como diria a minha avô, tem tanta graça como um cão a cagar numa "alfaça"...
sexta-feira, 11 de dezembro de 2020
Histerismo da moda

Que esta história do racismo está na moda e que dá de comer a muita gente, não constitui nenhuma novidade. Já anda por aí há muito tempo. Tanto que, caso quisessem, as organizações que passam a vida a condenar alegadas práticas racistas já podiam ter dado orientações no sentido de evitar que essas práticas ocorressem nos eventos que organizam. Mas não o fazem. Nem, desconfio, lhes interessará faze-lo. O caso do futebol, por exemplo. A FIFA podia ter já dado indicações precisas aos intervenientes no jogo acerca de situações que não valem a ponta de um corno mas que depois, devidamente apimentadas, se transformam em escândalos à escala global.
Imagine-se o seguinte cenário. Num desafio entre o Borundi e a Guiné-Bissau, com uma equipa de arbitragem oriunda do Quénia, está no banco de suplentes da equipa da antiga colónia um jogador branco. Ao todo são dez pessoas, todas vestidas de igual e todas, insatisfeitas com a sua actuação, insultam o juiz da partida. Se o branco* for o mais efusivo, como é que o quarto árbitro vai explicar ao chefe equipa, de forma rápida e objectiva, qual é o elemento a expulsar? Alguma, certamente, haverá. Convinha era todos sabermos. Ou, pelo menos, quem anda lá dentro. Só para depois não andar para aí tudo histérico.
*Provavelmente usar a palavra “branco” será considerado racismo, mas não encontro uma maneira melhor de expressar com clareza** a minha ideia…
**Porra, outra vez!
sábado, 1 de agosto de 2020
E a transparência no ambito do racismo, pá?!
A comunicação social e algumas organizações que vivem à custa do financiamento público têm-se esforçado por nos fazer acreditar que Portugal é um país racista, os portugueses são racistas e que anda para aí uma discriminação do piorio. Percebo a ideia. E os motivos, ainda mais. A vida custa a todos, está difícil e, para as empresas donas dos jornais, uma causa como o racismo revela-se capaz de angariar mais clientes, por consequência de fazer subir as vendas e minimizar os prejuízos que o financiamento do Estado não tapa. O mesmo para as associações que vivem do subsidiozinho do governo. Os empregos para sociólogos e afins não estão fáceis de arranjar e, à conta destas balelas, sempre vão mantendo um ordenadito que mais ninguém lhes pagava.
Convinha era que fossem mais explícitos nessa coisa do racismo. Como está é uma confusão que apenas os racismo-dependentes percebem. Se um negro for morto por um branco dizem-nos que é um crime com motivações racistas mas, como foi o caso um destes dias, se o assassino for um cigano já não é racismo. Menos ainda se, como diz que de vez em quando também acontece, for um negro a matar um branco. Aí, tenho esperança de um dia os ouvir dizer que foi um acto de justiça. Mas, para a malta perceber, convinha que esclarecessem. De caminho podiam também divulgar os montantes que a panóplia de associações ligadas a estas causas recebem do Estado e, se não for pedir demais, quanto recebem das associações os seus principais activistas. Só para percebermos melhor as motivações.
sábado, 27 de junho de 2020
O privilégio e a cor da pele

Ao que leio no Twitter, Isabel Moreira, a escanzelada deputada do Partido Socialista, terá afirmado numa entrevista qualquer, que se sente uma privilegiada por ser branca. A mim, que não sou especialista na especialidade de racismo, parece-me uma afirmação um bocado parva. Embora, desconfio, consensual na parte que toca aos privilégios, ou não tivesse ela as ligações partidárias e familiares que se conhecem. Caso tivesse nascido na Merdaleja e fosse filha do Zé da Égua Manca, ser alva como a cal havia de lhe adiantar uma grande coisa.
Já outra Isabel, a dos Santos, não tem uma tez propriamente clara. Terá no entanto, ao que dizem que eu nunca “lho” contei, uma fortuna considerável. Ainda que, também ao que contam que dessas cenas nada sei, obtida por meios um bocado manhosos. Do que não faltarão certezas é que a senhora será, qualquer que seja o padrão utilizado para a avaliação, uma privilegiada. O que, levando à letra os considerandos da senhora magricela, poderá levar mentes mais sinuosas a conclusões demasiado inquietantes – e também deploráveis - quanto a isso do racismo.
segunda-feira, 15 de junho de 2020
O capital é lixado. Mas a falta dele é pior...

Desconheço em que tipo de sociedade prefere esta gente levar a sua existência. Não gostam, pelos vistos, do capitalismo. Qual é a alternativa que sugerem? A outra, a única conhecida por grande parte das gerações ainda vivas, revelou ser muito pior. Em todos os sentidos. E, por mencionar isso dos sentidos, basta ver em que direção correram as pessoas quando o muro de Berlim foi abaixo. Ninguém correu para o lado da pátria socialista. Pelo contrário.
Claro que tudo isso dirá pouco aos manifestantes que por estes dias conturbados aderem aos protestos da moda. Seja contra o for. Eles não querem o fim do capitalismo. Seriam incapazes de viver noutra sociedade. A prova disso é que não são conhecidos fluxos migratórios em direção a Cuba, Coreia do Norte e Venezuela. O que é de estranhar. Não consta que por lá o capitalismo mate, seja racista ou rebente com o ambiente. Mas, provavelmente, só cá estão porque os aeroportos não há maneira de abrirem...
sexta-feira, 12 de junho de 2020
E os homens-estatuas, estarão seguros?
Fernando Medina, o “alcaide” de Lisboa, garante que “a melhor resposta aos vândalos é a limpeza”. Não, não é. Isso, quando muito, será um slogan publicitário pouco inspirado para vender um detergente qualquer. A melhor resposta aos indigentes mentais que andam a vandalizar património histórico, é outra. Todos sabemos qual. Algo parecido com uma tatuagem temporária no lombo desenhada à base de vara de marmeleiro, por exemplo. Esta malta não respeita os outros. Nem, menos ainda, o trabalho alheio. Por isso esperar que se sensibilizem por alguém limpar o que eles conspurcaram é simplesmente parvo.
sexta-feira, 5 de junho de 2020
Por andavam os "colectivos" quando mataram o ucraniano?
Estão convocadas para este fim de semana diversas manifestações em vários pontos do país. Contra o racismo, alegam os seus mentores. Na maioria “colectivos” , associações e gente mal parecida em geral. Não que ache mal que esta malta manifeste a indignação que lhe assiste por causa do assassínio de um homem às mãos da polícia, num país do outro lado do mar. Nada disso, acho até muito bem que exerça esse seu direito. O que me desagrada é a selectividade do aborrecimento. Ainda um dia destes aconteceu um caso idêntico, pelo menos no desfecho, em território nacional sem que o caso suscitasse este regabofe. A diferença estava apenas na cor da pele. Para mim um detalhe absolutamente irrelevante, mas, se calhar, para esta gentinha, é mais importante do que as vidas que se perdem. Uma questão de agenda, certamente.
terça-feira, 12 de maio de 2020
Chega...de "pides" na internet!
Uma publicação do grupo Cofina, essa referência do jornalismo nacional também conhecida por esgoto a céu aberto, resolveu cavalgar a onda do “Chega”. Diz-nos, alarmada, que um jovencito candidato a um lugar qualquer naquela agremiação, terá dito que os “portugueses são brancos e europeus”. Uma frase racista, determina o jornaleiro.
Ora o tal jove – de quem nunca ninguém ouviu falar antes nem, provavelmente, irá ouvir falar depois – não terá dito nenhum disparate. O que, obviamente, não invalida que haja muitos – e bons – portugueses negros. Europeus ou de outra origem qualquer. Mas isso, naturalmente, não torna a tirada do fulano num dito racista. É, apenas, um facto. Tal como os alemães, os eslovacos e os sérvios são brancos e europeus. Ou os quenianos são negros e africanos.
Não têm conta as vezes que vi muita reacção indignada por os estrangeiros, mormente os americanos, nos confundirem com um país qualquer do norte de África. Presumo que, daqui para a frente, indignar-nos com essa confusão também constituirá um acto de racismo, ou isso.
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020
O racismo é por ser azul?
Não. Je ne suis cá Marega coisa nenhuma. E não é por causa disso do racismo mais do que evidente dos grunhos que insultaram o jogador da equipa do Porto. Não gosto é de indignações selectivas. Quem se indigna selectivamente é um filho da puta tão grande como os racistas que ontem fizeram aquela figura abjecta nas bancadas do estádio D. Afonso Henriques.
Pelo mesmo passaram outros jogadores. Desde Nelson Semedo a Renato Saches. Ou, convém ter memória, um jogador negro do Young Boys em setembro do ano passado no estádio do Dragão. Alegou, na altura, o clube da agora vitima para escapar à punição da UEFA, que estariam a gritar pelo símio que lidera a claque. Ou, indo ligeiramente mais atrás, aqueles que emitiam grunhidos (Hulk, Hulk. Hulk...) como os de ontem mas argumentavam estar a gritar pelo Hulk, então jogador da agremiação. Poder-se-á argumentar que nenhum abandonou o relvado. Pois não. Se calhar foram mais profissionais. Olha se todos os trabalhadores virassem costas ao local de trabalho quando são vitimas de um acto discriminatório ou de outra selvajaria qualquer...
Estranho, por isso, que apenas agora as virgens ofendidas tenham vindo a terreiro quando oportunidade para isso foi coisa que não lhes tem faltado. Lá saberão o que os move. Por mim estou como o outro atleta azul e branco - que por acaso também é negro - terá dito, num momento de irritação, ao seu treinador. A cada indignado selectivo recomendo que vá tomar em seu cú.
quarta-feira, 29 de janeiro de 2020
O racismo é um negócio
Racismo é aquilo que a esquerda quiser. Tal como a xenofobia, a homofobia e mais uns quantos conceitos patéticos que, na ausência de alguma coisa útil para fazer, ocorreram a uns quantos palermas. Palermas é, claro, uma maneira de dizer. Que, vendo bem, os gajos são espertos na quinta casa. Se não veja-se, à conta dessas parvoíces, o dinheiro que os contribuintes gastam alegadamente a combate-las. Só em comissões, observatórios, direcções-gerais, secretarias de estado, grupos de trabalho, institutos, subsídios às mais variadas instituições e tudo o que anda associado as estas temáticas presumo que seja uma conta calada.
Devem ser uns milhares de criaturas a viver da discriminação. Daí que lhes interesse que exista muita. Só assim há lugares para distribuir por gente que nada sabe fazer na vida para além de viver do dinheiro dos contribuintes. Eles estão-se nas tintas para as dificuldades dos negros, dos ciganos ou de quem for. O que lhes interessa é o rendimento que aquilo a que chamam discriminação lhes dá. E, mesmo não sabendo quando, desconfio que é muito. Seguramente muitíssimo mais do que o racismo contra o qual estão sempre a berrar, os idiotas.