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sábado, 6 de setembro de 2025

Imposto é roubo

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Há quem goste de impostos. Muita gente, ao que parece. Nomeadamente aqueles que não os pagam, não tencionam pagar e que acreditam que essa coisa dos impostos não é para eles. Ou seja, criaturas que exultam com os impostos que os outros pagam. Nestes, em concreto, a generalidade dos portugueses deve achar que o “dinheiro da União Europeia” é algo que “eles” pagam e a malta vai lá sacar umas massas para financiar as nossas extravagâncias. Uma cena que apenas assiste aos tipos lá da Europa. Deve ser, deve. Mas continuem a achar que sim, se os faz mais felizes. Mesmo que não tenha certezas quanto a isso da felicidade dos que gostam de ver os outros pagar, do que não tenho dúvidas é que tal opinião não os faz menos parvos. Não são os únicos. O que não falta por aí são autarcas, ex-autarcas e candidatos a autarcas que acham o mesmo. Até um antigo Presidente da República achava que “sacávamos umas massas a Bruxelas”. E o actual não deverá andar longe de pensar igual. O que faz sentido. Ou não fosse o PR o mais alto representante de todos nós. Merecemos.

quarta-feira, 20 de novembro de 2024

Ladroagem altruista

Para muita gente todos os problemas se resolvem com impostos. Especialmente se o âmbito da tributação não os afectar. Desde que calhe a outros pagar o seu bem-estar, vivem num mundo – ou país, no caso – do mais perfeito que há. Daí que todos os anos, por altura da discussão do orçamento do Estado, surjam ideias até mais não para tornar tudo e mais alguma coisa inteiramente grátis e atribuir subsídios a tudo e a todos. A todos é como quem diz, aos potenciais eleitores que podem ficar felizes com a benesse generosamente atribuída com o dinheiro de outros tantos infelizes que a terão de pagar. Isto porque o Estado não gera riqueza, não tem recursos próprios e para ser generoso para com uns tem de saquear outros. O OE do próximo ano não vai fugir à regra. Esperem-lhe pela pancada. Ao que se anuncia, para além de todas as que já foram magnanimamente distribuídas pelo governo, o bodo aos pobres irá continuar a bom ritmo. Mas, há que reconhecer, é disto que o povo gosta. Depois não se queixem da inoperacionalidade de quase tudo o que são serviços públicos nem dos impostos, taxas, taxinhas e outros tributos que têm de pagar. Só por respirar, quase.

domingo, 6 de outubro de 2024

"Escapai a todos los impuestos que podáis"

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O Sol que alumia lá é o mesmo que alumia cá, já garantia a minha avó, e, acrescento eu, da mesma forma em qualquer lugar onde exista um comunista. Seja qual for o manto ideológico debaixo do qual se esconda. Esta alucinada pertence ao “Más Madrid”. Um movimento regional que se auto proclama como alternativa verde, feminista e de justiça social. Coisas na moda e que dão para tudo e para mais um par de botas. Ou de sapatos de salto alto, para evitar acusações de discriminação com base no calçado. Os de cá não são muito diferentes. Uma, em tempos, já afirmou que a necessidade de perder a vergonha e ir buscar o dinheiro a quem o tem. De tal maneira que até existe um imposto conhecido pelo seu nome. Outros, ainda que mais comedidos nas palavras, contam com a ignorância dos portugueses – nem o recibo do vencimento sabem ler - para nos irem ao bolso. Só falta é terem o descaramento desta senhora. Lá chegarão.

terça-feira, 16 de julho de 2024

Rouba bem e gasta mal...

O Estado não está interessado em saber se gasta bem ou mal o seu dinheiro, segundo conclui o Tribunal de Contas num recente relatório dedicado a analisar uma cena qualquer. Estamos, logo para inicio de conversa, perante um enormíssimo erro. O dinheiro que o Estado gasta não é dele. É nosso. É a nós que é extorquido sob as mais diversas formas. Será pois natural que o Estado não tenha grandes preocupações com a forma como o esbanja.


A generalidade dos portugueses também não quer saber dessas minudências. Desde que a respectiva Junta de Freguesia os leve a Fátima, a correspondente Câmara Municipal faça festas com fartura e o governo lhes dê um “subsidio” qualquer está tudo bem e o resto pouco importa. O dinheiro há-de aparecer, garantem enquanto emborcam mais uma jola.


É por outras e especialmente por estas, que não consigo criticar aqueles que conseguem eximir-se ao pagamento de impostos. Lamento, isso sim, não poder fazer o mesmo. Nem ter coragem para fazer como tantos que até as facturas do supermercado ou do combustível usam para aumentar a dedução no IRS. E fazem eles muito bem. Todos temos legitimidade para resistir quando somos vitimas de violência e, por mais que a esquerda esperneie, há que reconhecer que o nível de fiscalidade em Portugal não difere muito de um crime violento. Fugir ao fisco, portanto, é legitima defesa.

domingo, 24 de março de 2024

Estado Ladrão...ou coisa pior!

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Está a começar a época dos impostos. Dentro de dias inicia-se a entrega da declaração de IRS, mais semana menos semana aparece a cartinha do IMI e, no meu caso, o pagamento do IUC. Quanto ao primeiro, a manutenção das taxas escandalosas que incidem sobre o rendimento apenas tem sido possível por os governos isentarem sistematicamente mais de metade da população. Caso contrário, estou em crer, já teria havido um qualquer levantamento popular. Só para que se perceba a dimensão do roubo e a injustiça fiscal deste imposto, tenho como exemplo uma declaração que irei submeter este ano na qual o sujeito passivo tem despesas para dedução à colecta superiores ao rendimento colectável e, ainda assim, vai ter de pagar ao fisco umas centenas de euros em cima do que lhe foi retido mensalmente ao longo do ano. E não, não comprou nenhum Porche. Trataram-se todas de despesas essenciais à vida, mas das quais o Estado apenas aceita deduzir um valor meramente simbólico. Deve ser isto a que chamam Estado social, ou lá o que é.


Os outros – o IMI e o IUC – constituem receita dos municípios. O que incide sobre os imóveis é um dos impostos mais estúpidos do mundo e o que tributa os veículos automóveis, com a carga fiscal que incide sobre os combustíveis, não passa de uma redundância. Mas, lá está, é necessário dar dinheiro às autarquias para que estas o utilizem em prol das pessoinhas. Se não fosse assim como é que a malta se divertia?

quinta-feira, 25 de janeiro de 2024

Beneficiar o infrator

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Por que carga de água é que a posse – ou a tutoria, vá – de animais de estimação dá direito a benefícios fiscais?! Nomeadamente no IRS. Além de alimentação dos bichos, se adquirida através de associações protectoras da bicharada, beneficiar de isenção de iva. Deve ser para depois fazerem – os donos, que a canzoada não tem culpa – javardices destas à porta dos outros. Que, lamentavelmente, ficam sempre impunes. Numa altura em que – e bem - se quantificam as despesas que decorreriam do aumento das pensões, da redução dos impostos sobre o trabalho e de outras medidas destinadas às pessoas ignoram-se todos os custos derivados da alucinação colectiva pelos animais de estimação. O que é pena. Pois se alguém um dia fizer as contas aos “investimentos” das autarquias em parques caninos, taxas de registo e licenciamento não pagas, benefícios fiscais e custos ambientais associados à inusitada proliferação desta bicheza nos centros urbanos terá uma desagradável surpresa.


Se calhar sou só eu que reparo nestas coisas, mas é impressão minha ou são apenas os cidadãos “brancos” que são afectados por esta maluqueira da adoração pelos animais? É que nunca vi um negro ou um asiático a passear um cão…

sábado, 30 de dezembro de 2023

Sejam sábios, mantenham-se burros...

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Como referi num post abaixo a esquerda não aprecia essa cena da literacia financeira. Não lhe dá jeito e percebe-se porquê. Os argumentos que usam para justificar as suas posições acerca do assunto é que podiam ser melhorzinhos. Estes, do BE, estão ao nível do anedótico. “Altos níveis de literacia financeira tendem a corresponder a decisões financeiras irresponsáveis”, garante um cartaz daquela agremiação política. Apetecia-me, só por piadola, fazer uma analogia com a educação sexual que o BE tanto se tem esforçado – e bem – por implementar no sistema de ensino. Mas não. Se calhar, dizer que quanto maior “literacia” existir nesse domínio maior a probabilidade de assumir comportamentos de risco, era capaz de ser demasiado parvo e aproximar-me perigosamente das posições do Bloco de Esquerda.


Para as ditaduras e para os aspirantes a ditadores, saber ler é muito perigoso. Entender alguma coisa destas matérias financeiras, ainda mais. É muito melhor manter a população viciada em raspadinhas, sem saber interpretar um recibo de vencimento e sem perceber os impostos que paga. Especialmente aquela parte que constitui a sua potencial base eleitoral. Mantê-los na ignorância evita que tomem decisões financeiras irresponsáveis.

quinta-feira, 12 de outubro de 2023

De acordo com tudo e o seu contrário

É enternecedora a preocupação que certas pessoas demonstram pelos pobres. Dá gosto ver e toca fundo até nos corações mais empedernidos. A mim comove-me sempre ouvir falar de vulneráveis, de gente que não dispõe de competências para gerir financeiramente a sua vida, da importância dos apoios sociais e, modo geral do Estado-Social, no combate à desigualdade e para tornar a sociedade mais justa. Um discurso bonito e que, confesso a minha lamechice, quase me faz verter uma lágrima. Tenho-o ouvido com frequência sempre que, pelo menos desde 2012, me insurjo contra o saque fiscal que se abate sobre o rendimento de quem trabalha, investe ou tem alguma coisa de seu. Nomeadamente para contrariar e reprovar a minha ambição de ver o magro estipêndio que aufiro, aliviado da gula tributária que lhe devora uma parcela significativa.


Agora, que finalmente parece ir haver uma redução de impostos sobre os financiadores disto tudo, estou mortinho por ouvir essas almas caridosas perorar acerca desta magnânima intenção do governo de me deixar ficar com mais umas centenas de euros no bolso. Será, estou preparado para ouvir e ler, reveladora de uma infinita genialidade na arte de bem governar pois, apesar de cortar na carga fiscal sobre os salários, ainda aumenta os tais apoios sociais, dirão os indefetíveis do regime. Isto porque, em contrapartida, vão aumentar – e muito – os impostos indirectos. Os tais impostos cegos que mais prejudicam quem menos tem, recordo-me de ouvir dizer para justificar o IRS elevado. Por mim, que sempre defendi essa opção, não me vou queixar do aumento destes tributos. Nem, sequer, quando pagar muito mais IUC de um carro com vinte anos para financiar o desconto das portagens onde não passo, aos donos dos “Teslas” acabadinhos de sair do stand.

sexta-feira, 11 de agosto de 2023

"Se o povo tudo produz, ao povo tudo pertence"

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Outra vez?! Porra, pá que estes gajos são chatos. Mas o dinheiro é do Estado? Tirou como, se nunca lá esteve? Podiam, quanto muito, dizer “que o trabalho não declarado retira ao Estado a possibilidade de arrecadar três mil e quinhentos milhões de euros em impostos anuais”. E, mesmo assim, podia nem ser verdade. Quanto de todo esse trabalho não declarado seria realizado se estivesse sujeito à gula do Estado? Algum, provavelmente, não seria. Que isto nem toda a gente está disposta a trabalhar apenas para aquecer.


Não me canso de repetir que, perante tamanha voracidade fiscal, fugir aos impostos é perfeitamente legitimo. Tanto como resistir a quem nos quer roubar a carteira ou nos assalta a casa. O assalto, ainda que legitimado pela lei, não deixa de ser imoral. Claro que há sempre aqueles, cegos pela ideologia ou pelo amor ao governo, que acham que os impostos são baixos, que existe margem para os aumentar e que insultam – ou tentam, coitados – quem pensa o contrário. Criaturas a quem, por norma, o dinheiro não custa a ganhar ou que são beneficiários líquidos do sistema.

quinta-feira, 3 de agosto de 2023

Estado Ladrão

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Já a minha avó garantia que lavar a cabeça a burros é gastador de sabão. Lamentavelmente nem sempre sigo este ensinamento à risca e, de quando em vez, dou por mim a desperdiçar sabão com jericos. A propósito da minha permanente indignação com a brutal carga fiscal a que estamos sujeitos perguntava-me um cavalheiro, numa outra rede social, se eu acho mal que alguém que aufere dez mil euros por mês contribua para a sociedade com trinta por cento do seu ordenado. Acrescentado que, por ele, achava muito justo que assim fosse, pois apenas graças a isso podíamos usufruir da escola pública, do SNS e demais maravilhas para que, no seu entender, servem os nossos impostos. Concluía que, face ao exposto, a minha indignação é própria de um parvo.


Sim, acho mal que alguém se veja espoliado de quase um terço do seu vencimento. Mesmo que ganhe dez mil euros por mês. O pior é que quem ganha esse valor não desconta trinta por cento. A esses o Estado apropria-se de quase quarenta e nove por cento. Metade, em números redondos. Se alguém não vê nisto um roubo, das duas uma. Ou é completamente burro ou potencialmente esquerdista. O que, convenhamos, não é muito diferente.

quinta-feira, 22 de junho de 2023

Foge, se puderes...

Segundo os especialistas da especialidade, a economia paralela rondará os trinta e cinco por cento do produto Interno Bruto. Por um lado parece-me uma boa noticia. Significa que o governo não consegue pôr a mão numa parte da riqueza produzida no país. O dinheiro, por mais que uns quantos pensem o contrário, não é do Estado. É de quem se esforça para o ganhar. O lado mau é apenas esse número não ser significativamente mais elevado. A carga fiscal assumiu proporções de tal ordem que isto só não dá para o torto por o governo ter conseguido criar uma clivagem entre os portugueses. A metade que não paga IRS devido às manigâncias da tabela, não percebe o crime – sim, crime, que roubar ainda é um acto criminoso - que está a ser cometido sobre a outra metade. Daí que, em consequência desta incompreensão e da completa burrice que em matéria financeira afecta grande parte da população, o governo tenha sempre margem politica para manter este esbulho.


Os impostos que daqui resultariam, no dizer dos especialistas especialmente especializados nesta especialidade, dariam para o Estado fazer coisas. Muitas, garantem. Apesar de não ter especialização em nenhuma espécie de especialidade, não acredito que desse para muita coisa. Daria, quanto muito, para as mesmas. Até porque não estou a ver como é que conseguem demonstrar que, dentro da legalidade fiscal, estas actividades gerariam a mesma riqueza. Provavelmente sem elas o Estado teria de gastar muitíssimo mais em apoios sociais e outras esmolas que tais. O que, parece óbvio, ainda tornaria as contas públicas mais insustentáveis.


Por fim uma questão para qual não vejo resposta. Se quem trabalha sem receber ordenado, apenas a troco de cama, mesa e roupa lavada é escravo, alguém que fica sem trinta, quarenta ou cinquenta por cento do seu salário e, da parte restante, ainda tem de pagar esses itens, é o quê? Meio-escravo? Fica dúvida.

terça-feira, 20 de junho de 2023

Nacionalizem o Sol, pá!

Há uns anos instalar um painel solar para produção de electricidade pareceu-me uma boa ideia. Produzir a própria energia – uma parte, pelo menos – contribuir para proteger o ambiente e, principalmente, reduzir a conta da luz eram os motivos que se propagandeavam para levar o pagode a optar pela energia solar. Até porque o Sol quando nasce é para todos e, excepção aos dias nublados, a poupança que o astro-rei proporciona também.


Mas isto, como tudo na vida, para uns ganharem outros terão de perder. E nisto, como no resto, o Estado nunca fica perdedor. Vai daí inventou as taxas, taxinhas, tarifas e tarifinhas que pagamos na conta da luz. O desgraçado do painel que tenho no telhado, apesar do calor que habitualmente se faz sentir por estas bandas, não consegue produzir energia que compense o saque fiscal que mensalmente me chega a casa disfarçado de factura. Desgraçadamente ainda não existe tecnologia que também produza impostos. E se houvesse inventariam um imposto qualquer para lhe aplicar.

sexta-feira, 14 de abril de 2023

Taxem mas é a mãezinha...

1 – A função social da propriedade é um estranho conceito que, de repente, nos começou a entrar casa dentro. Confesso a minha ignorância, mas não sei ao certo o que significa. Suponho que será uma maneira colocar os remediados – que os ricos escapam sempre a estas coisas – a financiar, também ao nível da habitação, os mais pobres e os que não querem trabalhar. Ou seja, o equivalente ao que as empresas públicas fazem com os socialistas.

2 – Outra ideia que uns quantos inúteis de esquerda – passe o pleonasmo - tentam à viva força trazer para a discussão é a taxação das heranças. O principal argumento é a alegada necessidade de corrigir aquilo a que chamam “lotaria do berço”. Um cena assim do tipo, um gajo trabalha, poupa, investe e quando morre o proveito de tudo isso fica para os filhos dos que não pouparam nem fizeram a ponta de um corno. “Imposto invejoso” ou “taxa invejosa” parece-me um bom nome quando, mais cedo do que tarde, estes merdosos levarem a sua avante.


3 – Temos a maior carga fiscal de sempre e, ainda assim, há gente que todos os dias acorda a pensar em novas maneiras de nos tributar. Só falta sugerirem um imposto sobre a queca. Proceder à sua liquidação nem seria nada de especial. Muito mais difícil será controlar a absorção do IVA dos bens que passam à taxa zero e, no entanto, há quem pense ser capaz de o fazer.

sábado, 19 de novembro de 2022

Micro especuladores

Parece que essa ideia tonta de taxar os lucros extraordinários do sector alimentar em 33% sempre vai avançar. Mas só para as grandes e médias empresas de distribuição. As micro e pequenas ficam de fora. Significa isto que a especulação pode ser uma coisa boa ou má, logo punida ou não fiscalmente, consoante a dimensão económica do especulador. Como se isso, para o bolso do consumidor, fizesse alguma diferença. Não é, como já escrevi noutras ocasiões, que me pareça mal tributar os lucros decorrentes da especulação. Mas, no caso, duvido da eficácia da medida, por um lado e, por outro, da sua justiça.


No âmbito da eficácia, desconfio que a cobrança resultante desta taxa será meramente residual. Os grandes grupos da distribuição sabem-na toda no que ao planeamento fiscal diz respeito e só se estiverem distraídos, coisa em que poucos acreditarão, é que serão apanhados na curva. Depois a questão da justiça. Para mim, que a uns pago e a outros dou o dinheiro, não me interessa nada quem é o especulador. Se é para pagar, que paguem todos. Se o gajo das alfaces, só porque sim, aumenta de uma semana para a outra o produto em 25%, então, nessa lógica do lucro extraordinário, também devia ser taxado. Ou, pior ainda, a mulher dos ovos. Sim, porque não me vão querer convencer que o custo de produção dos ovos do campo subiu trinta ou quarenta por cento nos últimos meses. Que eu saiba os “restos”, ervas e pequenos bicharocos que as galinhas encontram no campo continuam ao mesmo preço de sempre.

quarta-feira, 9 de novembro de 2022

Caridadezinha comunista

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O PCP, como partido amiguinho dos pobres, explorados e oprimidos, tratou de apresentar uma proposta que limita a actualização das rendas a menos de meio por cento. Numa altura em que, recorde-se, a taxa de inflação já se escreve com dois dígitos. Não contente com isso terá ainda, segundo a comunicação social, proposto que ninguém seja despejado mesmo que não possa pagar a renda. Tenho pena de não conseguir ser tão generoso. Embora isto de fazer generosidade com o dinheiro e os bens dos outros não seja algo particularmente difícil. Mas nisso os comunistas têm uma longa prática. Fazem-no desde há muitos anos. Desconheço é se com o seu imenso património também são tão magnânimos. Se calhar sim.


Esta gente ainda não entendeu que a intervenção do Estado no mercado não resulta. Especialmente quando levada a este extremo. O resultado, se o governo for a reboque destes e de outros malucos, será uma menor oferta de habitação para arrendar e, por mais que tentem contrariar, o contínuo aumento dos preços devido à escassez da oferta. É, por mais que lhes custe, assim que funciona. A menos que queiram nacionalizar tudo. Ou roubar. Não seria a primeira vez.

quinta-feira, 27 de outubro de 2022

E os lucros excessivos das alfaces?!

Os portugueses adoram impostos. Nomeadamente os que são pagos pelos outros, porque daqueles que lhes compete pagar tentam fugir o mais que podem. E, quanto a esta última parte, fazem muito bem. Mas, reitero, não havia necessidade de terem uma especial fixação pelos impostos que, acham eles, não se lhes aplicam.
Vem isto a propósito do tão reclamado imposto sobre os lucros excessivos. Ou o grande capital, como gosta de dizer um pequeno partido. O Costa, antes pouco favorável a estas medidas, resolveu finalmente fazer a vontade aos que exigem – e são muitos – esta nova tributação. Indo, até, ainda mais longe ao alargar o campo de aplicação ao comércio. Por mim, como já escrevi noutra ocasião, nem me parece mal de todo. Só discordo por causa daquela parte em que vou ser eu a pagar. É que, como é óbvio, lá vão os merceeiros e os gajos que vendem hortaliça no mercado reflectir também esse custo nos preços. Ah, espera, isso só se aplica às grandes superfícies. O gajo que aumenta vinte cinco por cento as alfaces de uma semana para a outra pode continuar a especular à vontade que não paga mais imposto por causa desse lucro inesperado. Nem por outra coisa, que impostos não é cena que lhes assista.

segunda-feira, 26 de setembro de 2022

Inferno fiscal

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Por acaso nunca me aconteceu. Até agora a nenhuma alma caridosa ocorreu a ideia de fazer uma transferência para a minha conta. Mas, se tivesse ocorrido, parece que teria de pagar imposto. A lei que a isso obriga usa o termo “doação”, mas não estou a ver como é que o fisco distingue entre doar e transferir. De referir, também, que a intenção de taxar estes movimentos não é nova e que, muito provavelmente, a receita fiscal resultante destas operações deve andar próxima de zero. O preocupante disto é o falatório que ultimamente tem gerado. Desconfio que é mais uma frente onde o Estado pretende, a curto prazo, meter o bedelho.


Há quem se indigne com aquilo a que chamam paraísos fiscais. Lamentavelmente não conheço nenhum desses alegados lugares idílicos. E tenho pena. O que conheço é o inferno fiscal em que vivemos e a obsessão demoníaca do Estado-Mafarrico em se apropriar do dinheiro alheio. Infelizmente, apesar de sermos um povo maioritariamente católico, poucos se importam de ver os seus rendimentos consumidos nas chamas da fogueira fiscal. Pelo contrário. Há até quem argumente que quanto mais dinheiro arder no purgatório melhor se viverá no paraíso. Crendices de alguns anjinhos-contribuintes. Daqueles que não se importam de dar a outra face. E o respectivo imposto, que o Estado-Belzebu nem com doações se comove.

quarta-feira, 27 de julho de 2022

Lucros excessivos...até do Estado!

Algumas das maiores empresas a operar em Portugal apresentam, nos primeiros seis meses do ano, um lucro no montante de algumas centenas de milhões de euros e isso provoca a ira generalizada. No mesmo período o governo anuncia um excesso de cobrança fiscal, face ao previsto, superior a mil e cem milhões de euros e ninguém parecer ficar chateado. Vá lá perceber-se esta gente.


Por mim – lá está, é a minha mania de ser do contra - gosto do lucro. É um conceito que aprecio. Quando é razoável deve estar sujeito a impostos razoáveis e quando elevado devido a circunstâncias extraordinárias, como é agora o caso, taxado também de forma extraordinária. O mesmo, obviamente, em relação à receita do Estado. Se ela é muito superior à prevista, então é porque está a cobrar impostos em excesso e das duas uma. Ou os baixa ou paga as dividas.


Na boa tradição socialista nada disso ocorrerá. O governo não taxará as empresas com lucros elevados não vão esses empresários ficarem aborrecidos e já não os contratarem quando passarem à condição de ex-governantes. Igualmente não baixarão o IRS ou outro imposto. Nem, menos ainda, amortizarão a divida pública. Pelo contrário. Vão esturrar tudo. Sabem que o povo gosta de circo. Tanto que até escolhe palhaços para o governar.

sexta-feira, 18 de março de 2022

IMI, um imposto ligeiramente parvo

Há quem assegure que o IMI - Imposto Municipal sobre Imóveis - é o imposto mais estúpido do mundo. Não diria tanto, mas lá que se trata de uma tributação manhosa não tenho dúvida. O imóvel, coitado, está ali sem se mexer - por isso é que é imóvel - sem fazer mal a ninguém, nomeadamente provocar despesa a outrem que não ao seu proprietário e, ainda assim, tem de pagar imposto. Para além da lógica que envolve o financiamento das gulosas tesourarias autárquicas não vejo outra razão para a existência deste tributo.


Obviamente que chegados a este ponto em matéria de obesidade autárquica, não é possível prescindir da receita do IMI. Mas, por aquilo que tenho lido nos últimos dias, temo que esteja em marcha uma campanha que visa suscitar a necessidade de aumentar significativamente a cobrança deste imposto. Não - que eles não são parvos - pelo aumento das taxas. Isso era coisa para aborrecer os eleitores e, como se sabe, a malta não quer aborrecimentos. O que ultimamente tem estado em causa é a discrepância entre o VPT, Valor Patrimonial Tributário, e o valor de mercado. Alguma imprensa, sabe-se lá a mandado de quem, tem mesmo dado exemplos de figuras públicas que, alegadamente, pouparão uns cobres valentes à conta disso. O que, como sabemos, serve sempre para arregimentar defensores para a causa que se pretende promover.


O IMI até pode ser - e eu acho que é - um imposto manhoso e parcialmente estúpido. Apesar disso não tanto - nem tão estúpido, nem tão manhoso - como aqueles que o querem cobrar sobre o alegado valor de mercado. Confesso que fiquei expectante com esta ideia e questiono-me acerca do que se seguirá. Começo a desconfiar que um dia destes vão surpreender-nos com a imperiosa necessidade de cobrar o IUC - Imposto Único de Circulação - de acordo com o valor sentimental do automóvel.

domingo, 21 de novembro de 2021

Baixar os impostos aos que não pagam impostos é que era uma grande ideia...

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Estamos naquela época do ano em que, por todo o país, os municípios fixam, dentre os cinco por cento que lhes pertencem, a parte do IRS que pretendem receber. Ou, vendo a coisa pelo lado mais prático, a percentagem do referido imposto de que abdicam a favor dos respectivos munícipes. Significa isso que o nosso rendimento é tributado consoante a vontade da autarquia a que pertencemos. Que é como quem diz, dos autarcas que elegemos.


Há muitos eleitos locais e fiscalistas de pacotilha que não concordam com este alivio fiscal. Estão, obviamente, no seu direito. Não devem é utilizar argumentos intelectualmente desonestos nem, depois, encher a boca em defesa de melhores salários ou passar o tempo a garantir que estão ao lado dos trabalhadores e do povo. Têm, reitero, todo o direito de achar que os impostos sobre os rendimentos estão bem como estão ou, até, deviam ser mais elevados. Assim de repente nada me ocorre que os impeça de defender isso mesmo. Ficava-lhes bem que o fizessem, em lugar de debitarem baboseiras acerca do nenhum beneficio que isso traz a quem não paga IRS. Seguindo esta lógica absolutamente parva, interrogo-me se também defendem a devolução dos dez cêntimos por litro de combustivel aos que não têm carro...