
Outra vez?! Porra, pá que estes gajos são chatos. Mas o dinheiro é do Estado? Tirou como, se nunca lá esteve? Podiam, quanto muito, dizer “que o trabalho não declarado retira ao Estado a possibilidade de arrecadar três mil e quinhentos milhões de euros em impostos anuais”. E, mesmo assim, podia nem ser verdade. Quanto de todo esse trabalho não declarado seria realizado se estivesse sujeito à gula do Estado? Algum, provavelmente, não seria. Que isto nem toda a gente está disposta a trabalhar apenas para aquecer.
Não me canso de repetir que, perante tamanha voracidade fiscal, fugir aos impostos é perfeitamente legitimo. Tanto como resistir a quem nos quer roubar a carteira ou nos assalta a casa. O assalto, ainda que legitimado pela lei, não deixa de ser imoral. Claro que há sempre aqueles, cegos pela ideologia ou pelo amor ao governo, que acham que os impostos são baixos, que existe margem para os aumentar e que insultam – ou tentam, coitados – quem pensa o contrário. Criaturas a quem, por norma, o dinheiro não custa a ganhar ou que são beneficiários líquidos do sistema.
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