segunda-feira, 14 de agosto de 2023

Poltrões, camarões e outros aldrabões

1 –O facto de não ser de esquerda não me impede de reconhecer a genialidade, magnificência e importância das suas causas. Provoca-me um orgulho imenso ver que não são a fome – de que se morre em Lisboa, ao que se diz – a educação, os transportes, a saúde, a desertificação do interior ou os impostos brutais a que os trabalhadores estão sujeitos. Nada disso. Para a esquerda o problema é o nome de uma ponte para peões e bicicletas nos arrabaldes de Lisboa. Isso sim, é que é uma causa nobre e de evidente relevância para os portugueses.


2 – Os consumidores, segundo o que está a ser amplamente noticiado, estarão a comprar mais camarão e cerveja do que antes. Não admira. Nunca como agora o Estado – incluindo as autarquias locais distribuiu tantos apoios sociais. Isto anda tudo ligado.


3 – Diz que o preço médio, para arrendamento, de um T1 em Lisboa é de 2500 euros. Uma busca naquele que é considerado o maior portal imobiliário, devolve o resultado de 508 T1’s para arrendar na capital. Dos quais 33 até 1000 euros, 421 até 2000 e apenas 46 por 2500 euros ou mais. A média, como é óbvio, ficará significativamente abaixo do valor anunciado. Ainda assim é muito caro? É, mas lá por isso não precisam de ser aldabrões.

6 comentários:

  1. 1- Uma perfeita estupidez e o Bispo já disse que não queria e o assunto fica encerrado!
    2- Subscrevo inteiramente e por aqui é o ver se te avias em bebedeiras e garrafas vazias pelos passeios. Já não basta as poias caninas e agora é mais esta pouca vergonha!
    3- O arrendamento está um novelo de mil pontas e por aqui está tudo cheio de gente e muitos sem contrato...a tal economia paralela! À pois é!
    Beijos e um bom feriado

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  2. 1 - Depressa abrem outra polémica qualquer...

    2 - Fico espantado com o conteúdo de alguns carrinhos de supermercado. Cada um sabe de si, compra o que quer, mas também tenho o direito de me espantar...

    3 - Como sempre digo, os impostos estão demasiado altos e isso leva a que as pessoas tentem escapar. Aliás se não fosse a economia paralela havia ainda muito mais gente a passar dificuldades. No arrendamento é um risco enorme não fazer contrato, mas taxar esses rendimentos a 28% é roubo. Daí que muita gente prefira ter as casas fechadas.

    Bom feriado!

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  3. A importância de uma visão crítica do que os media nos vendem e do que devemos valorizar ou não, torna-se cada vez mais fundamental! Obrigada pela reflexão

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  4. Apontamentos. Não! Notas, porque é feio apontar...
    Os portugueses comem mais peixe do que a média da UE. A Quercus considerou a 8/Jun/2023 que há um consumo excessivo de peixe em Portugal, com os portugueses a comerem mais de 150 gramas por dia, o que representa 2,5 vezes mais do que a média da União Europeia.
    Entre as espécies mais afectadas estão o caranguejo, as lagostas, as amêijoas, os mexilhões, as ostras, os ouriços-do-mar, os corais e as lulas. Pobrezinhos dos Portugueses.
    Há riscos em comer peixe a mais? Não, pelo contrário. A recomendação para a população em geral é para consumir pescado — e aqui também se incluem os moluscos e os crustáceos para além do peixe. O consumo deve ser entre quatro e sete vezes por semana, em média até uma vez por dia.
    A pobreza desavergonhada.

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  5. Obrigado pela visita e pelo comentário!

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  6. Essa malto do ambiente quer é por-nos a comer larvas, minhocas e mosquitos!

    Cumprimentos

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