Contrariando a sabedoria popular, o governo garante--nos que todos podemos morar na praça. Eles estão lá para nos assegurar esse direito. E quando, como é óbvio, a realidade se encarregar de mostrar aos crédulos que tal é impossível, porque a vida é mesmo assim e sempre assim será, a culpa vai ser de todos menos dos pantomineiros que andam a endrominar os mais fracos de sentido que ainda acreditam nas patranhas propaladas por aquela gente. Embora isso não faça diferença nenhuma. O pagode continuará a votar neles, pois está convencido que apenas aquela maralha foi ungida para governar.
Com veto presidencial ou sem veto presidencial, com ou sem alterações ao projecto vetado, o “Mais Habitação” pouco mudará ao panorama actual. Podem pintar aquilo das cores que quiserem, mas fazer uma reforma do sector habitacional hostilizando uma parte dos intervenientes – que, por sinal, até são a maioria – para além de nada resolver, não augura nada de bom. Como o passado já demonstrou e o futuro se encarregará de confirmar.
O envolvimento dos municípios na resolução - previsto e bem, na lei – do problema da habitação devia ser o centro de toda a discussão. Por mais que alguns sustentem o contrário há capacidade na administração local para contribuir de forma decisiva para, pelo menos, minorar o problema. É tudo uma questão de opções, de prioridades e, principalmente, mudar o foco das festas e dos subsídios para algo útil e que melhore a vida dos respectivos munícipes.
O "mais habitação" vai ser na prática o "menos habitação".
ResponderEliminarE, por consequência, mais cara...
ResponderEliminarÉ a pura demonstração de quem não é capaz de governar a casa, mas quer governar a do outros. Nada melhor que uma prova prática para todos perceberem.
ResponderEliminarConcordo contigo. O preço baixa ou se a procura diminuir ou a oferta aumentar. É o elementar da teoria económica. A verdade é que os preços estão altos há uma série de anos, diria para aí desde 2018. Estamos em 2023 e não surgem sinais de abrandamento. Veremos o que provocam o crescimentos da taxa de juros que aos poucos começa a afetar quem tem crédito à habitação. Aumentará a oferta?
ResponderEliminarEsta gente apenas sabe governar-se. E bem, pelo que vamos sabendo.
ResponderEliminarAcaba por não afectar muito porque o governo vai apoiando com subsidios quando o que devia fazer seria intervir na banca usando parao efeito a CGD. Se não o faz para que serve afinal um banco público?
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