
Ao fotografar esta cena ocorreram-me várias ideias. A primeira é que a cidade é habitada por inúmeras bestas a quem falta a mais elementar noção quanto à maneira como devemos tratar o muito lixo que produzimos. Depois lembrei-me que podia constituir, também, uma alegoria à alegada crise da habitação e tratar-se de alguém que, coitado, na falta de um tecto teve de optar por dormir ao relento. Por fim, entre outras menos relevantes, ocorreu-me um dos muitos sábios conselhos da minha avó. Dizia-me com frequência: “Deitar-te-às na cama que fizeres”. Pois. Acaba por acontecer a todos. Já outros se deitaram em camas parecidas, feitas por aqueles que, se calhar, se vão deitar nestas...
Fizeste-me rir e aqui hoje vi não um colchão mas três e como sempre vários sacos ao lado porque fazer a reciclagem está quieto. Resultado? Com esta ventania vai tudo rua abaixo e eu apanhei várias cxs de cartão e deitei no papel! O varredor agradeceu imenso e disse-me que se todos fossem assim o mundo seria melhor! Respeito muito o trabalho deste homem incansável e não é português!
ResponderEliminarBeijocas e um bom dia
Eu também relembro, quando a propósito, os ditos dos meus familiares mais velhos. E levo com a impossível saudade de lhes pedir que me explicassem.
ResponderEliminarUma boa escrita tem sempre o seu melhor no fim — como acima.
Traduzindo o que penso: muitos gajos e gajas ainda irão parar ao lixo para dormir ou para viver.
Conforme o Povo: "Quando um homem está em baixo até os cães lhe mijam em cima".
A miséria humana não tem limites, qualquer que seja a perspectiva em que a analisemos.
ResponderEliminarCumprimentos, caro KK.
Por aqui é uma situação recorrente. Este tipo de comportamento, nomeadamente não separar os lixos, custa ao municipio centenas de milhares de euros por ano que depois, obrigatoriamente, terão de ser repercutidos na factura de cada um de nós. E se aqui é assim nem quero imaginar a conta de autarquias com muito mais população...
ResponderEliminarCumprimentos
Fazemos demasiado lixo e ele tem de ir para algum lado, mas este colchão devia ter sido levado pelo vendedor do novo. A menos que o cavalheiro/cavalheira/cavalheire tenha passado a dormir no chão.
ResponderEliminarCumprimentos
E nem se perpectiva que melhore...
ResponderEliminarCumprimentos, caro António.