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sábado, 10 de janeiro de 2026

Quando a liberdade encarece a culpa é do ocidente...

Compreende-se a vontade de controlar – que é como quem diz, censurar e, se possível, calar – as redes sociais. Sem elas saberíamos apenas aquilo que o poder decidisse que era bom para a sua sobrevivência. Ou, como já acontece em Portugal e em boa parte das democracias ocidentais, ficaríamos confinados à versão oficial dos factos. Aquela filtrada, higienizada e explicada pelos activistas que hoje acumulam as funções de jornalista, militante, pedagogo moral e fiscal da virtude alheia. Nada disto é coincidência, sempre que se sentem ameaçados os ditadores já não mandam calar jornais nem desligam o sinal da televisão. Isso é coisa do passado. Agora mandam cortar a Internet. 

Veja-se o caso do Irão. Para a comunicação social portuguesa aquilo são protestos por causa da inflação galopante que está a destruir a economia e o poder de compra da população. Tudo, esclarecem-nos, por culpa das sanções do ocidente. Deve ser mesmo isso, deve. A grande preocupação das mulheres iranianas é, de certeza, o aumento do preço dos tecidos pretos em que são obrigadas a embrulhar-se. Vai daí, foram para as ruas protestar. Nem ele é outra coisa. Está-se mesmo a ver e só um facho é que não percebe esta maquinação capitalista para derrubar a revolução. Nem um facho, nem alguém que tenha o atrevimento de pensar pela própria cabeça.

Ainda assim, admito, essa canalha do activismo jornalistico tem alguma razão quanto a isso do envolvimento da inflação nestas lutas populares. É que o preço da liberdade está pela hora da morte. No Irão, na Venezuela e em todo o lado onde a esquerda e os seu aliados governam. E, se não nos pusermos a pau, também por cá.

quarta-feira, 25 de novembro de 2020

25 de Novembro, sempre!

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Tirando uma ou outra coluna de opinião, a comunicação social fez questão de ignorar a data que hoje se assinala. Os órgãos de soberania, também. Nem a uns nem a outros interessará recordar o fim do PREC. A efeméride causará um enorme desconforto, para não lhe chamar outra coisa, a quem actualmente governa e a toda a vastíssima panóplia de apoiantes e seguidores. Não me surpreende por aí além. O que me inquieta é o Partido Socialista, que contribuiu decisivamente para reduzir à sua insignificância toda a corja comunista que então mandava nisto tudo, ter-lhes aberto de novo a porta do poder. E hoje, pasme-se, parece envergonhar-se desse passado.

domingo, 28 de outubro de 2018

Palpita-me que o Salazar teria estado de acordo

Para a intelectualidade a quem as televisões dão a oportunidade de regurgitar alarvidades, as redes sociais estão a matar a democracia. Logo há que acabar com elas. Com as redes sociais. E quanto antes. Que essa coisa das pessoinhas andarem por aí a escrever o que muito bem querem tem de ter um fim. É, de resto, o que fazem os regimes que pretendem manter os valores democráticos. Como a China, a Coreia do Norte, a Arábia Saudita ou a Venezuela onde não cá dessas modernices. Aí sim, é que a democracia é uma coisa como deve ser. Os lideres a mandar – que eles é que sabem o que é bom para o povo – e o pagode a obedecer sem mandar bitaites. Bolas pá, que nunca mais cá temos um regime desses…

sábado, 24 de junho de 2017

A esquerda sofre de intolerância à livre opinião...

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A esquerda não tolera opiniões divergentes da sua. Isto nem é uma opinião. É um facto. Quem se atreve a divergir da verdade oficial está feito. Agora, a propósito dos últimos incêndios, voltámos a assistir a todo o ódio que é destilado relativamente a quem ousa sugerir que é capaz de existir, naquela tragédia toda, alguma responsabilidade politica do actual governo. E sublinho do actual. Se a atribuição da culpa for feita ao anterior até é uma coisa muito valorizável de referir. Mas, cuidado, se por descuido a culpa for também atribuída aos dois governos que precederam o anterior já é uma filhadaputice outra vez.


Nas redes sociais e nos jornais andam todos atirados às canelas do gajo que escreveu um artigo num jornal espanhol acerca da temática dos incêndios em Portugal. Uma vergonha, dizem. Querem, à viva força, saber quem é o tipo. Deve ser para lhe darem uma carga de porrada. Que é para ele aprender a não dizer mal de um governo de esquerda, o porco fascista.


E depois há aquilo da memória. Selectiva, no caso. Gostam de recordar que Assunção Cristas apelava, enquanto ministra, às boas graças de Nossa Senhora de Fátima. Algo condenável e motivo de gozo, para eles. Catarina Martins chama pela chuva no twitter. Mas isso, apesar de igualmente parvo, não merece reparo à malta da esquerdalha. Coerente esta gentinha.


 


 

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Delação familiar. Deve ser um novo conceito de democracia...

Está muito na moda criticar aquilo que chamam populismo. Um conceito a atirar para o parvo, que serve para quase tudo quando escasseiam os argumentos para justificar as opções políticas das elites ocidentais que nos estão a conduzir em direcção ao fim trágico da nossa civilização.


Está, também, muito em voga lamentar os perigos que corre a democracia. Concordo, quanto a isso. Embora pelas razões opostas às daqueles que culpam o Trump e a extrema-direita pelo Apocalipse que anunciam. A democracia está, de facto, em perigo. E quem está a fazer de tudo para acabar com ela é a esquerda e a intelectualidade bem pensante.


Veja-se o exemplo finlandês. Diz que a policia local está a instigar as crianças a denunciarem os pais que, em casa, lhes transmitam ideias politicamente incorrectas. Entre os casos denunciáveis estarão, segundo a fonte que adianta a noticia, queixas sobre o excesso de imigrantes, opiniões negativas sobre o feminismo, reprovar a homossexualidade, fazer comentários negativos sobre o islão ou associar os muçulmanos a atentados terroristas. Este plano para impedir opiniões contrárias às do ‘establishment’ conta, como não podia deixar de ser, com o apoio de partidos e organizações “progressistas”. Que é como esses velhacos gostam de ser conhecidos.


Aqui chegados, não é de admirar que a reacção do eleitorado seja aquela que se está a verificar um pouco por todo o lado. Só um idiota chapado pode ficar surpreendido com a ascensão meteórica de figurões que até há poucos anos todos odiariamos. Com democracias desta natureza ainda um destes dias vamos ter saudades de muitas ditaduras.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

É a democracia, estúpido...

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E pronto, ganhou o Trump. Uma chatice. Nomeadamente para jornaleiros, comentadores, gente das artes e intelectuais diversos que se acham dotados de uma inteligência superior ao comum dos mortais. Tudo culpa dos matarruanos rurais, velhos, analfabetos e extremistas vários que, pasme-se tamanho desplante, insistem em ter opinião e, pior, traduzi-la em voto. Coisa que, como parece cada vez mais óbvia, devia estar reservada somente a jovens, urbanos e licenciados. Uma maçada, isto da democracia.


Se não fossem tão arrogantes talvez percebessem a mensagem e aprendessem a lição. Mas não acredito que alguma vez a aprendam. Não querem entender que a maioria dos povos não aceitam esta coisa do politicamente correcto que está a destruir as sociedades ocidentais. Marine Le Pen ganhará as eleições em França. As próximas ou as seguintes. O mesmo acontecerá na maioria dos países europeus. A culpa, essa, nas cabecinhas intelectualoides dos que hoje lamentam a eleição do “Trampas”, nunca será deles nem das políticas que apoiam. Será sempre dos outros. Dos parvos, como eles gostam de considerar quem não pensa como eles.


Por mim, o vencedor das eleições americanas não podia ser mais indiferente. Cada povo escolhe quem quer para o governar. Mas, confesso, não consigo esconder um sorriso perante tamanha azia que insuspeitos democratas - daqueles que só o partido deles é que é bom – hoje têm exibido. Até parecem os comentadores desportivos dos canais televisivos quando o Benfica ganha...


 

sábado, 25 de junho de 2016

Uma chatice essa mania de pôr o povo a decidir...

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Não percebo a dificuldade evidenciada por todos aqueles que enchem a boca de democracia, vontade popular e sei lá mais o quê em aceitar os resultados do referendo no Reino Unido. Entre o alegado milhão de subscritores de uma alegada petição, que corre lá para a Grã-Bretanha, visando fazer nova consulta para decidir - de novo e desta vez é que vale -  a saída da União Europeia estarão, seguramente, muitos desses alegados democratas. Repetir votações até que estas dêem o resultado pretendido não constitui novidade, mas, bolas, custa assim tanto respeitar o resultado de uma votação?!


Isto da democracia é uma chatice. Principalmente quando a escolha popular não é a que nós gostamos. Ou, como se começa a pressentir por essa Europa fora, o povo se está nas tintas para o politicamente correcto, para a opinião publicada e para as ideias bacocas de alguns génios auto-proclamados. Habituem-se, que é capaz de vir aí mais...

domingo, 13 de março de 2016

É a democracia, estúpido!

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Pode gostar-se ou não de Donald Trump. Todos os motivos são bons e muito respeitáveis para odiar o homem. O que parece muito pouco respeitável é a tentativa de o silenciar, de boicotar os seus comicios e de, por vias pouco legitimas, tentar impedir a sua nomeação como candidato presidencial. Atitude que, por cá, tem uma quantidade significativa de apreciadores. Não acho bem. O fulano tem todo o direito a dizer os dispartes que quiser e a propo-los aos eleitores americanos. O resto resolve-se nas urnas. Diz que é isso a democracia ou lá o que chamam aquilo do povo ser chamado a escolher livremente quem o governa.