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quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Delação familiar. Deve ser um novo conceito de democracia...

Está muito na moda criticar aquilo que chamam populismo. Um conceito a atirar para o parvo, que serve para quase tudo quando escasseiam os argumentos para justificar as opções políticas das elites ocidentais que nos estão a conduzir em direcção ao fim trágico da nossa civilização.


Está, também, muito em voga lamentar os perigos que corre a democracia. Concordo, quanto a isso. Embora pelas razões opostas às daqueles que culpam o Trump e a extrema-direita pelo Apocalipse que anunciam. A democracia está, de facto, em perigo. E quem está a fazer de tudo para acabar com ela é a esquerda e a intelectualidade bem pensante.


Veja-se o exemplo finlandês. Diz que a policia local está a instigar as crianças a denunciarem os pais que, em casa, lhes transmitam ideias politicamente incorrectas. Entre os casos denunciáveis estarão, segundo a fonte que adianta a noticia, queixas sobre o excesso de imigrantes, opiniões negativas sobre o feminismo, reprovar a homossexualidade, fazer comentários negativos sobre o islão ou associar os muçulmanos a atentados terroristas. Este plano para impedir opiniões contrárias às do ‘establishment’ conta, como não podia deixar de ser, com o apoio de partidos e organizações “progressistas”. Que é como esses velhacos gostam de ser conhecidos.


Aqui chegados, não é de admirar que a reacção do eleitorado seja aquela que se está a verificar um pouco por todo o lado. Só um idiota chapado pode ficar surpreendido com a ascensão meteórica de figurões que até há poucos anos todos odiariamos. Com democracias desta natureza ainda um destes dias vamos ter saudades de muitas ditaduras.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Não é a Miss. É o júri.

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Vivemos num mundo em mudança. Mais do que imaginamos. Para mim uma mulher nórdica era alta, loura e muito branca. Algumas delas bonitas, também. Mas isso era dantes. Fará apenas parte do nosso imaginário colectivo, quando muito. Agora tudo é diferente. Deve ser aquilo do multiculturalismo. É que, na Finlândia, a senhora mais escura da foto foi eleita “Miss Helsínquia”. O que não teria nada de mais se, por exemplo, tivesse sido a única candidata. Mas não. Havia mais. Só que, lá está aquela coisa do multiculturalismo e do politicamente correcto, as outras eram todas brancas. E por acaso, independentemente da cor da pele, mais bonitas. A explicação para tão estranha eleição pode, admito, não ser a que eu estou a pensar. Dado que a fonte informativa não esclarece quanto à composição do júri, pode dar-se o caso de serem todos invisuais ou pouco entendidos em matéria de beleza feminina. Mas, face ao resultado, inclino-me mais para que sejam, na maioria, apenas extremamente parvos.