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sexta-feira, 9 de maio de 2025

Dar colinho ao passarão

A esquerda está a ser levada ao colo pela comunicação social. Se não vencer as eleições será apenas por uma questão de inépcia dos seus lideres. Que, diga-se, não se cansam de dar tiros nos pés. São uns atrás dos outros. Mesmo que os jornalistas não os macem com perguntas difíceis, eles tratam de apontar directamente aos seus próprios cascos e puxar o gatilho sem dó nem piedade. PNS foi ontem, a propósito da greve dos comboios, um exímio praticante dessa arte. Aquilo, a bem dizer, mais pareceu uma bazucada. Colocar-se contra as centenas de milhares de pessoas – pobres, com baixos salários e que se não trabalharem não recebem ordenado – que dependem daquele meio de transporte, não é de gente inteligente. Nem decente. Para concluir o momento de desnorte, referindo-se à necessidade de rever a lei da greve, soltou um vigoroso “não passarão!”, palavra de ordem muito apreciada pelo esquerdume. Só faltou o punho erguido. Mas, de alguma forma, tinha razão. Não passaram, não passam e provavelmente continuarão a não passar. Os comboios, claro. Os socialistas e todos os que anseiam por uma frente popular que conduza o país ao caminho para o socialismo e à miséria - passe o pleonasmo – esses, passarão à vontade. Pelo menos no que depender dos jornais, rádios e televisões. Não admira que, quase todos, estejam na falência.

domingo, 4 de maio de 2025

Spinum quê?

A comunicação social, a esquerda em geral e a direita trauliteira têm-se esforçado por fazer da “Spinumviva” o tema central da campanha. Não estão a conseguir. A bem dizer, ninguém na rua quer saber disso. O eleitor comum não sabe a que se referem, não quer saber e, quando se insiste no assunto, costuma rematar com um “são todos iguais”. A mim, o que me faz mais confusão é existir um leque tão grande de aspectos onde se pode questionar a actuação do governo e apertar com as criaturas e a oposição vai logo buscar um tema que, está mais que visto, apenas importa a uma pretensa elite que vive longe dos eleitores e notoriamente desfasada da realidade.


O PCP, já escrevi isto vezes sem conta, tentou o mesmo em 1979. Até fotocópias de cheques e de outras alegadas evidências contra Sá Carneiro publicou no seu, então, jornal oficial. O pasquim “O Diário”, de má memória. O resultado foi, para os que não sabem, a maioria absoluta da AD nas eleições para as quais os comunistas prepararam essa campanha. Nenhum animal, nem os burros, tropeça duas vezes na mesma pedra. Esperar o mesmo dos socialistas, esquerdistas e outros extremistas é ter demasiada fé na humanidade. Esta gente já deu sobejas provas que insistirá sempre na mesma receita, esperando que acabe por dar um resultado diferente. Nem os burros acreditam nisso. Mas esses são inteligentes.

quinta-feira, 17 de abril de 2025

Comentadores Pós-Debate: Os Oráculos da Esquerda Vitoriosa

Que a opinião pública é uma coisa e a opinião publicada é outra completamente diferente, não constitui qualquer novidade. Basta estar atento ao que se passa à nossa volta. Daí que, nos debates eleitorais que se vão sucedendo nas televisões, os comentadores que analisam o desempenho dos intervenientes atribuam invariavelmente – no seu conjunto, porque há em cada painel um ou outro que destoa – a vitória ao candidato mais à esquerda. Aquilo chega a ser confrangedor. Ainda que o candidato mais à esquerda leve pancada de criar bicho, acaba sempre por, na opiniões dos paineleiros alegadamente especialistas na especialidade, por dar uma “cabazada” ao candidato da direita. A justificação chega a ser delirante. “Esteve muito melhor porque não respondeu”, ouvi eu, ninguém me contou. Isto apesar de, logo a seguir, aquela cena do verificador de aldrabices o ter apanhado a deturpar a verdade.


Na apreciação daquela malta Montenegro, Rocha ou Ventura nunca ganharão um debate. Desconfio, até, que no próximo frente a frente entre os candidatos da AD e do Chega o ganhador, para aquela gente, vai ser o Pedro Nuno Santos. É que eles nem escondem ao que vão. Uma daquelas criaturas, refletindo acerca desta postura do comentariado, recordava que nas anteriores eleições também atribuíram a derrota ao Ventura em todos os debates e, mesmo assim, ele teve o resultado que todos sabemos. O que o levou a questionar-se, “onde é que falhámos”? A sério que não sabem?

segunda-feira, 7 de abril de 2025

Candidatos taberniculas

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Quase me arrisco a escrever que todas as terras do interior do país, nestes quase cinquenta anos de poder local democrático, tiverem pelo menos um Presidente de Câmara que em altura de eleições percorria as tabernas todas do respectivo concelho. Alguns mantiveram essa salutar prática depois de eleitos. Mesmo em tempos mais recentes não faltam seguidores desses métodos. Embora o conceito de tasca tenha evoluído ao longo anos e as espeluncas onde os candidatos emborcavam uns copos se tenham transformado em antros mais finórios, o conceito é o mesmo. E o eleitor continua a gostar. Evidências disso são mais que muitas. As autárquicas estão aí e não me enganarei muito se vaticinar que nos iremos deparar com a existência de um número significativos de candidatos rubicundos.


O apreço por este modelo de campanha parece estar a estender-se às eleições de âmbito nacional. Pelo menos entre alguns desgraçados. Se a escolha for feita em função da copofonia não se me afigura que nenhum dos potenciais lideres partidários tenha grande futuro. Desconfio até que seria necessária uma coligação amplamente abrangente – da extrema esquerda à extrema direita – e mesmo assim não sei se davam para “armar o xito”. Isto por comparação com os modelos autárquicos que sobejamente conhecemos, claro.

sexta-feira, 4 de abril de 2025

Kagatorium

Mário Soares meteu o socialismo na gaveta. Os actuais dirigentes socialistas meterem os valores do partido sabe-se lá onde. Na lista de candidatos a deputados por Lisboa o PS leva em oitavo lugar, logo potencialmente elegível, uma cidadã que afirma, cito, “estou-me a cagar para a guerra da Ucrânia, eles que se matem a todos”. Deve ter aprendido com outro socialista tristemente conhecido que se cagava para a justiça. Desconfio que muitos socialistas não apreciarão este tipo de discurso mas, quase de certeza, poucos serão capazes de manter a verticalidade ao nível da coluna vertebral para repudiar a escolha do camarada líder.


Só quem anda desatento à política nacional pode estranhar estas escolhas de PNS. O homem está desesperado. Ao recrutar a criatura em causa procura obter votos entre algumas minorias. Fá-lo sem olhar a valores, princípios, responsabilidade institucional e sem se importar de abandalhar ainda mais o partido que outrora foi um garante da democracia. Ao menos o Partido Comunista defende a paz. Estes defendem a guerra, a morte e desprezam liberdade e independência de um povo. Espero que o tipo que entrevistou o Paulo Raimundo não se esqueça disto quando for a vez do líder socialista ir à televisão.

quarta-feira, 26 de março de 2025

Estirpes pouco recomendáveis

O ano vai ser fértil em promessas. Haverá muitas. Para todos e para todos os gostos. Até porque as promessas são como os princípios. Se não gostarmos de umas eles terão outras que certamente nos agradarão. Pedro Nuno Santos – um tipo, segundo o próprio, cheio de empatia – promete, assim para começar, construir creches, lares e casas. Não fez nada disso enquanto esteve no governo em que detinha a pasta do sector, mas agora é que vai ser. Desta vez é que é mesmo a sério. Ou ele não se chame Pedro Nuno e não tenha empatia para dar e vender. Quanto ao dinheiro, isso não é problema. Ou não fosse ele socialista. Para assegurar o financiamento da habitação, garantiu, irá mobilizar uma parte dos dividendos que a CGD paga ao Estado. Para o restante desvario logo se vê. Virá donde calhar. Dos contribuintes, provavelmente. Ou dos banqueiros alemães, se estes estiverem dispostos a arriscar umas tremideiras ao nível dos membros inferiores. Mas, seja qual for a origem, as nossas perninhas é que vão tremer.


Ainda sobre o momento pré-elitoral. A entrevista ao líder do PCP foi conduzida de forma miserável e percebe-se a indignação dos comunistas. Mas, convenhamos, os tipos puseram-se a jeito. Aquele discurso de “Miss Mundo” sobre a paz, o pacifismo e o raio que os parta é de uma hipocrisia atroz. Nomeadamente quando se proclama, como o fazem inúmeros comunas, o slogan “Okupa e resiste”. A admiração do PCP por criminosos é por demais conhecida e deve ser por isso que apenas a esses lhes reconhecem o direito a resistir… São, de facto, gente de outra estirpe como se auto-intitulam. Pois são. Daquela que merece levar com um gato morto pelas trombas até ele gritar Benfica.

segunda-feira, 17 de março de 2025

O problema não são as eleições. É o resultado.

Ao contrário do que me parece ser a opinião quase generalizada, o problema não são as eleições. Em democracia o voto nunca é um problema. A chatice é que, por mais que se vote, nunca saímos disto. E a culpa é nossa, enquanto povo, por não querermos mudar nada. Podemos passar a vida a votar, mas andaremos sempre à volta do mesmo e, ainda que por obra de um acaso mirabolante, apareça alguém que queira tornar isto num país a sério surgirão tontinhos aos magotes que tratarão de o impedir.


Muito me engano ou das próximas legislativas resultará um cenário ainda mais difícil do que o actual. Uma maioria de uma eventual frente populista de esquerda – PS, BE, Livre, PCP e PAN ou apenas alguns destes – constituiria uma tragédia de proporções épicas com consequências que nem me atrevo a imaginar. Imigração descontrolada e ocupação de habitações, no âmbito da segurança ou aumento de impostos, nacionalizações e crescimento artificial de salários no que diz respeito à economia contribuiriam para criar um caos social provavelmente ainda mais perigoso do que o do tempo do PREC. A radicalização - apesar de muita - pode não ser tanta, mas a voz dos indigentes mentais é muito mais escutada do que antes.


Por outro lado, uma maioria de direita – AD e IL – afigura-se como algo do domínio da ficção. Daí que o mais provável seja uma vitória, sem maioria, do PS ou da AD. Adivinhar o que se vai seguir nestas circunstâncias, ganhe um ou outro, não requer dotes adivinhatórios muito relevantes.

sábado, 15 de junho de 2024

Eleições europeias

Podem fazer o quiserem. Até ir buscar o pessoal a casa ou permitir o voto pelo telefone. Dá igual. O pessoal não quer saber. A Europa é uma realidade distante com que apenas alguns – nomeadamente autarcas e empreiteiros – se importam. Nem, sequer, os políticos à séria evidenciam especial empenho pelo tema. Basta atentar nos candidatos que os partidos escolhem para as listas. Desde rapazolas especializados em mandar bitaites a gajas que acham que ainda estão no secundário a concorrer para delegadas de turma. Ou, então, ex-lideres que as actuais estruturas directivas dos partidos querem mandar para bem longe, onde nunca mais vamos ouvir falar deles.


Os resultados foram os que se esperavam. Incluindo o do Chega e o da Iniciativa Liberal. O primeiro porque o candidato – lá está – tinha tanto jeito para aquilo quanto eu e, também, porque o balão já encheu o que tinha a encher. Já os liberais ganharam por nestas eleições não existir aquela coisa do voto útil. Nas próximas voltam ao normal.


Os festejos é que me pareceram demasiado exagerados. Nomeadamente por parte da CDU e do BE. Festejaram o quê, ao certo? Terem perdido apenas metade dos deputados que tinham anteriormente? Parece-me tão estúpido como se os benfiquistas fossem para o Marquês festejar o segundo lugar no campeonato por, apesar, disso, conseguirem o acesso à liga dos campeões e respectivos milhões.

quinta-feira, 6 de junho de 2024

Em politica o que parece é...

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Do mais desinteressante que há, estas eleições para o parlamento europeu. Uns malucos acham que os direitos das mulheres estão em perigo – quais direitos e de que mulheres, convinha esclarecer – outros doidos varridos apostam em teorias da conspiração que vão para além da indigência mental e os alucinados do costume continuam a alucinar como sempre. A sorte é que, relativamente aos últimos, será quase de certeza a última eleição em que ainda fazem parte da primeira liga. Para a próxima já estarão na liga dos últimos. Ou dos pequeninos.


Com mais interesse está a política nacional. Não se sabe muito bem quem governa, constituem-se as coligações mais improváveis e atira-se dinheiro para cima dos problemas como se o guito estivesse a nascer das árvores. Daí que não me pareça mera coincidência o conteúdo da minha caixa do correio. É, antes, sintomático. O PS e o Chega, para além de partilharem os mesmos objectivos politicos, partilham igualmente o mesmo distribuidor de propaganda. Diria até, aproveitando a publicidade da óptica que vinha junta, que aqueles dois partidos são o reflexo um do outro e têm ambos o mesmo foco.

segunda-feira, 27 de maio de 2024

Uma espécie de prostituição politica...

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Estou abismado. Não devia, que já não tenho idade para isso, mas ainda há coisas que me conseguem surpreender. Então não é que o PS, aquele partido de esquerda agora conhecido por combater ferozmente a direita, se quer coligar com ela para se alcandorar ao governo da Madeira?! Perdeu as eleições – melhor dizendo, levou uma banhada – mas isso não impede os socialistas de tentarem chegar ao poder. Para o conseguir aliam-se a tudo o que tenha deputados no parlamento regional. Desde, pasme-se, os betos do CDS aos queques que guincham da IL – indignadinhos de serviço, pode-se chamar queques que guincham? – todos lhe servem para meter as mãos no pote. E, cá para mim, só não inclui o Chega na equação porque a maioria se faz aos vinte e quatro. Tudo para defender o povo, o Estado social, os valores de Abril, os direitos das mulheres e o que mais calhar.


Se nos próximos meses houver eleições para a Assembleia da República, no caso de não ganhar, a quem irá o PS propor uma coligação de governo? A qualquer um desde que faça maioria, obviamente.

domingo, 17 de março de 2024

O karma, se existir, é lixado...

Os especialistas da especialidade têm andado entretidos a analisar e, principalmente, a tentar encontrar explicações para os resultados eleitorais não terem correspondido aos seus desejos. Eles, os sábios, que veem a luz e conhecem o caminho da verdade ficaram estupefactos por o país real não lhes ligar nenhuma. Coitados, deve ser triste andar durante tantos anos a educar o povo, a explicar o que é melhor para todos nós – sim, eles é que sabem o que é bom para nós – e vai daí a malta caga-lhes no colo. Não se faz. Há, no mínimo, que mudar de povo. E isso, diga-se, é um processo que está em marcha.


Outros especialistas, ainda mais especializados na especialidade, andam agora a investigar quem é que votou em quem. Embora isso seja um trabalho fácil relativamente a alguns partidos – o PCP, por exemplo, são tão poucos que não deve dar muito trabalho saber o nome, o NIF e o número de telemóvel de cada um desses desgraçados – de um modo geral não me parece que, em termos de grandes grupos sociais, se consiga chegar a conclusões minimamente credíveis. Concluir que as mulheres votaram à esquerda e que os mais velhos não votaram no Chega, só para realçar dois dos dados mais mencionados, parece-me coisa de especialista pouco especializado ou, então, especialmente equivocado.


Uma das conclusões, especialmente irónica e de duvidosa credibilidade, é a que conclui ter existido uma transferência directa de votos do PS para o Chega. Não acredito, mas a ser verdade seria uma ironia do mais fino recorte. É o Karma, ou lá o que quiserem chamar à maneira absolutamente badalhoca como o PS se tentou aproveitar do partido de André Ventura.

sexta-feira, 15 de março de 2024

Partido Chihuahua Português

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De dez de Março para cá o país mudou. Muito. E, pelos vistos, para pior. A saúde ficou uma desgraça, a habitação uma tragédia e o ensino uma verdadeira tormenta. Relativamente aos primeiros sectores já saíram uns estudos a dar conta disso mesmo e, no que respeita ao ensino, reapareceu o Mário Nogueira a garantir que ele, o sindicado dele e os professores em geral se iam opor ao governo. Que é para isso que serve um sindicato, acha o cavalheiro. Isto, assim do nada, ficou tão mal, mas tão mal, que o PCP – um dos dois partidos cujos deputados podem ir todos juntos de táxi para o Parlamento – já anunciou que vai apresentar uma moção de rejeição ao governo que ainda não existe. Nem, por enquanto, se sabe ao certo quem formará. Isso, no entanto, não impede os representantes de duzentos mil portugueses de acharem que o governo que se vier a formar não vai ter legitimidade nenhuma. Se fosse apenas aquilo do “Há governo? Sou contra!” até eu acharia piada. Mas não é. É o ódio à democracia e à liberdade que não se envergonham de demonstrar enquanto agitam cravos vermelhos e exaltam o vinte cinco de abril.

quinta-feira, 14 de março de 2024

Todos os votos são legitimos.

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Desde as eleições que vejo este dichote publicado e replicado vezes sem conta. Também eu sou gajo para, de quando em vez, fazer uma alegorias com recurso a fábulas. Geralmente parvas, admito com facilidade. Daí que reconheça à distância as idiotices dos outros. E esta, caros papagaios que andam a publicar isto por tudo o que é rede social, é especialmente parva. Recordo que nas fábulas são os animais que falam, não os objectos inanimados. O que torna manifestamente impossível a um inseticida apresentar-se a eleições e muito menos ser votado. Não faz sentido. Se querem fazer com que os outros se sintam mal com as escolhas, procurem outro candidato do agrado da formiga. Um insetívoro qualquer era capaz de dar um exemplo menos parvo. Digo eu, que até votei na vassoura.

segunda-feira, 11 de março de 2024

O (res)caldo eleitoral

Uns mais do que outros, mas todos terão motivos para festejar o resultado eleitoral. É, no fundo, a velha tese do PCP a fazer escola. O que, logo por aí, constituirá um bom motivo para os comunistas, apesar de serem o novo partido do táxi, cantarem vitória.


O Partido Socialista pode igualmente dar-se por satisfeito por perder por poucos. Os mais optimistas da equipa podem mesmo alegar que se os golos fora ainda contassem aquele resultado até dava para passar a eliminatória.


Iniciativa Liberal, Bloco de Esquerda e PAN também tiveram motivos para festejos. Cumpriram os objectivos mínimos e, mesmo que à rasca, conseguiram a manutenção. Ainda não é desta que descem de divisão.


O Chega e o Livre foram as sensações do campeonato eleitoral. Multiplicar por quatro o número de deputados é razão mais do que suficiente para ir ao Marquês. Fazem-me lembrar o Sporting. É melhor aproveitarem agora porque se calhar outra igual só daqui por dezoito anos.


Finalmente a Aliança Democrática. Ganhou por poucochinho. Isto, claro, se o adversário não marcar no prolongamento. E não, as semelhanças com o Benfica não se ficam por aqui. Está mais que visto que isto de ir buscar craques em fim de carreira nem sempre contribui para um bom desempenho da equipa e que deixar os adversários chegar primeiro à bola raramente leva à vitória. A menos que, como foi o caso, a equipa contrária faça auto-golos até dizer chega.

sexta-feira, 8 de março de 2024

Ai cruzes, credo, que medo que eu tenho da "diraita"...

Como dizia o saudoso Jorge Coelho, há muita falta de memória na política e nos políticos. Mas não apenas. Essa amnésia estende-se hoje à generalidade da população. E quando a esse desmemoriamento colectivo juntamos a ignorância, a má-fé e muita filha da putice temos o caldinho perfeito.


Portugal é um país, ao que se diz, de reformas baixas. Miseráveis, consideram muitos. Mas não. De há tempos a esta parte não se consegue encontrar nenhum reformado que não tenha sido vítima dos cortes nas reformas perpetrados pelo Passos Coelho, esse malfeitor. Assim sendo todos eles auferiam em 2013 mais de mil euros de pensão. O que, convenhamos, olhando para os vencimentos que actualmente se pagam, até nem seria mau. Mas isto das duas uma. Ou estamos perante um bando de mentirosos ou uma cáfila de filhos da puta igualmente pantomineiros. Do que tenho a certeza é que os últimos governos socialistas cortaram na minha reforma. A que já devia estar a receber, mas a que só terei direito daqui a dois ou três anos. Ou mais, que para o futuro podem fazer as patifarias que quiserem. Intocáveis apenas os actuais pensionistas. Mesmo que se tenham reformado aos cinquenta anos, com a pensão igual ao último ordenado correspondente ao lugar para o qual foram promovidos dois meses antes da reforma e esta seja equivalente a vários salários mínimos. Como, se calhar, será o caso daquele estupor da velha feia e gorda que tem a mania de falar com sotaque alentejano. Mas não é esta gente que está mal, bem entendido. O que está mal é sacrificar uma geração para proteger outra.

quarta-feira, 6 de março de 2024

Perninhas a tremer e rabinho entre as ditas

Ao contrário do que aconteceu quando os juros desataram a subir, os bancos já estão a antecipar uma provável queda do preço do dinheiro. Nomeadamente nas taxas pelas quais remuneram os depósitos a prazo. São muito apressados, eles. Mas, a bem dizer, nem terão grandes motivos para continuar a pagar juros ao nível dos actuais valores. Convém não esquecer que o governo do Partido Socialista fez o favor à banca de reduzir a taxa de juro dos certificados de aforro e, com isso, evitou que os bancos tivessem a necessidade de pagar taxas mais atractivas para captar as poupanças dos portugueses. Um favor que nos sai caro. Onde perdem todos – depositantes, Estado e contribuintes em geral – e só a banca fica a ganhar. É que isto de se gabar da capacidade para pôr as perninhas dos banqueiros a tremer é muito bonito, deixa o rebanho entusiasmado, mas qualquer alarve é capaz de dizer. Fazer frente aos donos disto tudo é que não é para qualquer um. E, nesta como noutras matérias igualmente relevantes, todos sabemos quem é quem.

terça-feira, 5 de março de 2024

Redistribuição da riqueza

A acção de campanha do PS realizada em Guimarães não terá, ao que consta, decorrido da melhor maneira. Para além da manifesta falta de pontaria demonstrada por apoiantes e detractor – nem o guarda chuva atingiu o provocador nem o vaso arremessado por este acertou em nenhum socialista – parece que a caravana terá sido alvo da acção de carteiristas. Não me revejo em muitas graçolas, mais ou menos jocosas, acerca da ocorrência. Trata-se de um crime e com isso não pode haver contemplações. Mas para os integrantes da arruada não deve constituir problema,  visto que não temos por cá problemas de insegurança. Daí que terem sido espoliados das suas carteiras não representará um mal maior. Ninguém entre as vitimas, estou em crer, terá apresentado queixa ou ficado demasiado aborrecido por lhe terem surripiado uns trocos. Terá sido, quando muito, encarado como um acto de redistribuição de riqueza. Coisa que o pessoal do PS muito aprecia. O irónico é que, desta vez, foi o dinheiro deles que se evaporou. Mas foi por uma boa causa. A dos desvalidos. Ou vulneráveis, vá.

domingo, 3 de março de 2024

A bolha dos pitosgas

Os paineleiros e comentadores que nas televisões tentam desesperadamente influenciar o sentido de voto dos portugueses e, modo geral, as redacções dos órgãos de comunicação social vivem numa espécie de bolha que os isola do sentimento das pessoas que vivem no país real. Aquilo deve ser gente que apenas fala uns com os outros e que vive num circuito fechado onde todos pensam da mesma maneira. Daí que achem que o mundo é como eles o veem ou como eles querem que seja. Mas não é. Aquele pagode ainda não deve ter percebido que ninguém lhes liga e que a realidade é, quase sempre, muito diferente daquilo que eles projectam ou, pior, comentam ou analisam horas a fio. Fazem lembrar o ministro da Informação do Iraque ao tempo da invasão americana, os trastes.


Veja-se, por exemplo, o caso do Chega. Andam há anos a malhar naquela agremiação. Todas as conversas daquela malta, quando o assunto é política, vão lá parar. Sempre a alertar para os perigos que decorrem do seu crescimento e consequentes malefícios que isso traria para a sociedade em geral. O resultado é o que já se viu e o que, tudo indica, se vai voltar a ver daqui por uma semana. Se calhar, digo eu, fazia-lhes bem sair à rua e perceber que há mais vida para além das redacções, dos estúdios das Tv’s e do Twitter.


Este mesmo comportamento está agora a ser replicado em relação à AD. Não creio que tenham sucesso. Mesmo uma mais que provável vitória do PS não se ficará a dever ao inusitado apoio que a comunicação social presta aos socialistas. Ela será, simplesmente, natural. Estranho seria se assim não fosse. Até eu, se olhasse apenas para o meu umbigo, teria todas as razões para votar naquele partido. Mas não. Os meus problemas de visão são apenas a ver ao perto. Ao longe, felizmente, vejo muitíssimo bem.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2024

Aprender, sempre!

Ouço com frequência que devia haver eleições todos os anos. Isto por causa das medidas tomadas em vésperas de eleições pelos governo em funções, com medo de deixarem de o ser, para manterem o eleitorado satisfeito e garantirem a reeleição. Naturalmente que tudo isso, mais as promessas eleitorais que eventualmente venham a ser cumpridas, transforma-se um tempo depois em impostos. Daqueles que fazem com que o nosso rendimento diminua ainda que o salário aumente. Coisa que o tipo que agora é secretário-geral do PCP tem manifesta dificuldade em entender. Para o cavalheiro essa cena do rendimento não importa nada. O que interessa é o salário. Uma sorte para o partido dele não haver eleições todos os anos. Se houvesse já nem um deputado tinham para amostra.


Por mim também acho que devia haver eleições mais vezes. São sempre alturas propicias à diversão. E nem estou a pensar em maluqueiras como atirar tinta uns aos outros, ou repetir muitas vezes a palavra “fascista” como se tivesse a “boca cheia de favas” que era uma bela de uma expressão, infelizmente caída em desuso, que caracteriza muitíssimo bem o tom de voz de umas quantas criaturas que andam apavoradas perante a hipótese de perderem o tacho. Estou, antes, a pensar que o período eleitoral serve para todos aprendermos mais alguma coisa. Aprendi hoje, ao ouvir a doutora Mortágua, economista de formação, que “Portugal é um país pobre porque paga salários baixos”. Eu, que destas coisas da economia percebo tanto quanto um barbeiro, cuidava que o país é pobre por não gerar a riqueza suficiente para elevar o nível salarial. Daí, por exemplo, aquilo do SMN por mais que aumente comprar praticamente sempre o mesmo. Mas não. Estou enganado. Eu e o governo do Sudão, da Somália e mais uns quantos. Se aqueles países descobrem a formula da doutora Mortágua tornam-se iguais à Alemanha num ápice.

sábado, 24 de fevereiro de 2024

O BE quer empobrecer os portugueses

A doutora Mortágua insiste que é necessário baixar o preço das casas. Não se cala com isso, a gaja. Tem, até, propostas para tornar esse seu sonho em realidade. Não está a ver bem a coisa. Num país em que setenta por cento das famílias têm casa própria não me parece muito avisado nem, sequer, eleitoralmente muito vantajoso afrontar uma parte significativa dos eleitores apenas para agradar a uma percentagem que provavelmente não chegará a quinze ou vinte por cento. Sim, porque não estou a ver que existam muitas famílias que fiquem felizes com a depreciação do valor do seu imóvel. Ela lá sabe. A julgar pelo discurso nem quer muitos votos. Chegam-lhe os suficientes para obter o número de deputados bastantes para poder reclamar um lugar no governo do camarada Santos.


Tal como o camarada Raimundo, também eu não acredito em sondagens. Não creio, por exemplo, que a CDU se fique nos miseráveis dois por cento – nos dias bons - que lhe têm sido atribuídos. Ainda anda por aí gente suficiente para fazer duplicar esses números. É o que dá a esperança média de vida não parar de crescer. Igualmente não me convencem as alegadas intenções de voto no Chega. Ná, isto é um país de mentirosos. A começar por mim que, em certa ocasião, mal acabei de votar fui interpelado por uma criatura que me pediu para “votar” da mesma maneira que tinha acabado de fazer. Era para aquelas sondagens que, supostamente, nos dizem quem ganhou assim que fecham as urnas. Acedi - todo satisfeito por colaborar numa cena tão importante - e votei. Noutro.