quarta-feira, 6 de março de 2024

Perninhas a tremer e rabinho entre as ditas

Ao contrário do que aconteceu quando os juros desataram a subir, os bancos já estão a antecipar uma provável queda do preço do dinheiro. Nomeadamente nas taxas pelas quais remuneram os depósitos a prazo. São muito apressados, eles. Mas, a bem dizer, nem terão grandes motivos para continuar a pagar juros ao nível dos actuais valores. Convém não esquecer que o governo do Partido Socialista fez o favor à banca de reduzir a taxa de juro dos certificados de aforro e, com isso, evitou que os bancos tivessem a necessidade de pagar taxas mais atractivas para captar as poupanças dos portugueses. Um favor que nos sai caro. Onde perdem todos – depositantes, Estado e contribuintes em geral – e só a banca fica a ganhar. É que isto de se gabar da capacidade para pôr as perninhas dos banqueiros a tremer é muito bonito, deixa o rebanho entusiasmado, mas qualquer alarve é capaz de dizer. Fazer frente aos donos disto tudo é que não é para qualquer um. E, nesta como noutras matérias igualmente relevantes, todos sabemos quem é quem.

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