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sábado, 24 de fevereiro de 2024

O BE quer empobrecer os portugueses

A doutora Mortágua insiste que é necessário baixar o preço das casas. Não se cala com isso, a gaja. Tem, até, propostas para tornar esse seu sonho em realidade. Não está a ver bem a coisa. Num país em que setenta por cento das famílias têm casa própria não me parece muito avisado nem, sequer, eleitoralmente muito vantajoso afrontar uma parte significativa dos eleitores apenas para agradar a uma percentagem que provavelmente não chegará a quinze ou vinte por cento. Sim, porque não estou a ver que existam muitas famílias que fiquem felizes com a depreciação do valor do seu imóvel. Ela lá sabe. A julgar pelo discurso nem quer muitos votos. Chegam-lhe os suficientes para obter o número de deputados bastantes para poder reclamar um lugar no governo do camarada Santos.


Tal como o camarada Raimundo, também eu não acredito em sondagens. Não creio, por exemplo, que a CDU se fique nos miseráveis dois por cento – nos dias bons - que lhe têm sido atribuídos. Ainda anda por aí gente suficiente para fazer duplicar esses números. É o que dá a esperança média de vida não parar de crescer. Igualmente não me convencem as alegadas intenções de voto no Chega. Ná, isto é um país de mentirosos. A começar por mim que, em certa ocasião, mal acabei de votar fui interpelado por uma criatura que me pediu para “votar” da mesma maneira que tinha acabado de fazer. Era para aquelas sondagens que, supostamente, nos dizem quem ganhou assim que fecham as urnas. Acedi - todo satisfeito por colaborar numa cena tão importante - e votei. Noutro.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Da série comecem a despedir-se da geringonça

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A acreditar na sondagem hoje divulgada o PS estará à beira da maioria absoluta. Assim de repente não me ocorre nenhuma razão para acreditar no resultado do estudo de opinião. Exemplos recentes de falhanços épicos de estudos análogos -  escuso de os citar de tão frescos que estarão na nossa memória colectiva - levam-me, pelo contrário, a não levar estas previsões a sério. Embora, caso se confirmasse o seu acerto, não constituisse de todo uma má noticia. Excepto, claro, para comunistas e bloquistas. O Partido Socialista com maioria absoluta seria o pior cenário para aquele pagode. Coitados. Divulgar uma noticia destas num dia particularmente triste para a esquerda radical portuguesa é mesmo lixado.   

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Sondagens que valem o que valem

Há reacções a isto das sondagens que me conseguem deixar ainda mais perplexo que o seu próprio resultado. Argumentam alguns experts que os estudos baseados em entrevistas telefónicas – telefone fixo, no caso - desvirtuam a análise influenciando, dizem, o resultado da coligação de direita. Por acaso também acho. Principalmente se os ditos inquéritos forem feitos em horário laboral. Neste caso os sondados serão, maioritariamente, reformados e desempregados. Dois grupos sociais onde, segundo os que desconfiam das sondagens, o descontentamento com o governo será maior. Ora se, ainda assim, o PAF tem uma vantagem de meia dúzia de pontos percentuais é, de facto, caso para desconfiar. Outra hipótese é o país dos comentadores, jornaleiros e intelectualidade urbano-deprimida pouco ter a ver com o país real. Mas isso já não é novo. Tem sido, pelo menos nestes últimos quarenta e um anos, quase sempre assim.

sábado, 20 de junho de 2015

As sondagens valem o que valem. Nomeadamente quando não nos agradam.

Uns ingratos estes eleitores. Promete-se-lhes tudo e mais um par de botas e, mesmo assim, os patifes preferem votar nos outros. Não se faz. Se calhar, digo eu que não sou de intrigas, o melhor é calarem-se. Fazerem-se de morto. Talvez assim subam nas sondagens. Experimentem, já que a fazerem-nos de parvo não está a resultar.


Entretanto a opinião publicada continua a esforçar-se por convencer a opinião pública que um empate é melhor do que uma vitória por poucochinho. Já agora, diga-se, é uma chatice isto de ser a segunda e não a primeira a escolher quem governa. Ou, até mesmo, a ser auscultada numa simples sondagem.