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sábado, 10 de janeiro de 2026

Quando a liberdade encarece a culpa é do ocidente...

Compreende-se a vontade de controlar – que é como quem diz, censurar e, se possível, calar – as redes sociais. Sem elas saberíamos apenas aquilo que o poder decidisse que era bom para a sua sobrevivência. Ou, como já acontece em Portugal e em boa parte das democracias ocidentais, ficaríamos confinados à versão oficial dos factos. Aquela filtrada, higienizada e explicada pelos activistas que hoje acumulam as funções de jornalista, militante, pedagogo moral e fiscal da virtude alheia. Nada disto é coincidência, sempre que se sentem ameaçados os ditadores já não mandam calar jornais nem desligam o sinal da televisão. Isso é coisa do passado. Agora mandam cortar a Internet. 

Veja-se o caso do Irão. Para a comunicação social portuguesa aquilo são protestos por causa da inflação galopante que está a destruir a economia e o poder de compra da população. Tudo, esclarecem-nos, por culpa das sanções do ocidente. Deve ser mesmo isso, deve. A grande preocupação das mulheres iranianas é, de certeza, o aumento do preço dos tecidos pretos em que são obrigadas a embrulhar-se. Vai daí, foram para as ruas protestar. Nem ele é outra coisa. Está-se mesmo a ver e só um facho é que não percebe esta maquinação capitalista para derrubar a revolução. Nem um facho, nem alguém que tenha o atrevimento de pensar pela própria cabeça.

Ainda assim, admito, essa canalha do activismo jornalistico tem alguma razão quanto a isso do envolvimento da inflação nestas lutas populares. É que o preço da liberdade está pela hora da morte. No Irão, na Venezuela e em todo o lado onde a esquerda e os seu aliados governam. E, se não nos pusermos a pau, também por cá.

domingo, 9 de janeiro de 2022

A liberdade está a ir-se embora daqui...

Mudam-se os tempos mudam-se as vontades, já escrevia o outro. Com os tempos e com as vontades mudam-se também os insultos, acrescento eu que de poeta nada tenho. É o que dá não ter herdado a queda para a rima de um avô que, parece, tinha um certo jeito para versejar.


Vem isto a propósito de ultimamente as expressões “liberal”, “neoliberal” ou “ultraliberal” serem frequentemente usadas com o objectivo de tentar insultar - ou manifestar desprezo, sei lá - a quem se aborrece com o nível de esbulho a que chegou a nossa fiscalidade. Pensava eu, na minha imensa ignorância, que ser liberal, fosse qual fosse o grau, se tratava de uma coisa boa. Mau, acreditava, era se fosse fascista, comunista ou defensor de outra ideologia igualmente criminosa.


Também estava convencido que o roubo, independentemente de quem o pratica, é sempre um acto hediondo. Mas, não. Segundo a maioria dos meus compatriotas, se fôr o Estado a roubar, trata-se de uma coisa virtuosa. Daí que bovinamente engulam as pantominices que são sendo ditas e escritas acerca da chamada “taxa plana” de irs e, pior, as repitam evidenciando uma ignorância que dá náuseas. Podem gostar de ser roubados, chulados ou o que quiserem. É também perfeitamente legitimo defender a progressividade do imposto e alegar a perda, no curto prazo, de um valor significativo de receita que adviria da aplicação da dita taxa. O argumentário em uso, baseado apenas na iliteracia e na inveja, é que é absolutamente asqueroso.

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Cavaco vsTó Bosta

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Gosto do Cavaco. Tenho esse direito e, por enquanto, liberdade para o afirmar. Apreciei o seu estilo de governação e considero que os seus governos foram dos melhores que o país conheceu. Não me apetece perder tempo a enaltecer os feitos da sua governação para justificar o meu apreço pelo maior estadista que a democracia lusa conheceu. Limito-me, apenas, a usar os mesmos argumentos que os defensores da actual solução governativa usam para elogiar o trabalho da geringonça. Aumentou-me o vencimento. Para lá, claro, dos aumentos anuais. Por três vezes. Com o Novo Sistema Retributivo da autoria do então ministro Miguel Cadilhe e com duas revalorizações de carreiras. Isto, reitero, para nivelar o argumentário com o que vou ouvindo e lendo em relação ao governo das esquerdas. Afinal não é o fim dos cortes nos vencimentos e pensões que torna o Tó Bosta tão popular? Ou há na prática da camarilha esquerdista-caviar e pró-venezuelana que nos governa alguma coisa mais que, assim de repente, me esteja a escapar?!


 

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Os novos ditadores andam aí...e são mais perigosos que os outros!

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Não sei o que é um supremacista. Mas, por aquilo que vou lendo e ouvindo, parece algo condenável e merecedor de reprovação por parte de qualquer pessoa bem formada. Também escapa ao meu entendimento – mas, concedo, será problema meu – o motivo pelo qual a esse conceito são sempre associados os “brancos”, os fascistas, os beatos e, em suma, gente com ideologia que podemos identificar de direita. “Pretos”, comunas, muçulmanos e esquerdalha diversa aparentam estar imunes a tal degenerescência.


Há, no entanto, noticias que me deixam ainda mais baralhado quanto a isso dos supremacistas. Por exemplo aquela da deputada australiana – eleita por um partido da extrema-direita – que se apresentou no parlamento vestida com uma burka. Motivo que a levou a ser fortemente criticada pelos outros deputados da maioria do politicamente correcto e, suponho, nada supremacistas. Maioria essa que, pouco depois, chumbou uma lei que previa a proibição do uso daquela fatiota em território australiano…


Não sei se só eu a ver aqui uma discriminaçãozinha. Mas, se bem entendo, o direito a usar burka não pode estar reservado a um determinado grupo de pessoas. Se não for proibido qualquer um(a) a pode vestir. Até eu, se me apetecer. A menos que os não supremacistas achem o contrário, claro.

sábado, 27 de agosto de 2016

"Cada um veste o que quer". A sério?! Acham mesmo isso?

 


Cada um veste o que quer, onde e quando muito bem entender. Será. Não consigo discordar convictamente desta tese, tão reclamada por estes dias, acerca da liberdade de escolha da indumentária. Mais. Estou com uma vontade danada de a colocar em prática. Assim do tipo ir à ópera de calções e xanatos. Ou ir à mesquita e não descalçar os sapatos. Ou ir ao banco com um capacete integral na cabeça. Daqueles com viseira escura e tudo. E não me digam que estes exemplos não valem por não se tratar de um espaço público. A opera pode ser no teatro cá da terra – que é municipal e de vez em quando também tem cenas dessas – o banco é a Caixa Geral de Depósitos – que mais pública não podia ser – e a mesquita como não paga impostos também pertence ao povo. Sempre quero ver se não me deixam entrar. Eu depois conto. Até já estou a imaginar, caso me barrem a entrada, a onda de solidariedade que se vai levantar na Internet em defesa da minha liberdade a vestir o que quiser quando muito bem me apetecer...


Por falar em solidariedade, tolerância e o camandro. Lembrei-me, vá lá saber-se porquê, daquele futebolista português que foi jogar para um clube espanhol e que na apresentação aos sócios e à imprensa local apareceu vestido com uma camisola onde estava estampada a cara do General Franco. Podemos ver neste link, no espaço reservado aos comentários, o que escreveram sobre isso uns quantos portugueses...Ou no último ano mudámos de opinião quanto a essa coisa de cada um vestir o que quiser ou então isto é tudo um bando hipócritas. Inclino-me mais para esta segunda hipótese.


 

domingo, 19 de junho de 2016

E aquilo dos gostos não se discutirem? Deixou de ser assim e ninguém me avisou?!

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Não sei quem é Rui Sinel de Cordes. Nunca, até um dias destes, tinha lido ou ouvido fosse o que fosse que me fizesse ter conhecimento da sua existência. É, ao que parece, um humorista. Que, tal como todos os outros, fará umas piadolas. Não conheço nenhuma, mas presumo que umas terão mais graça que outras e, de certo, algumas  não terão piada nenhuma na opinião de uns, enquanto para outros serão de rir até às lágrimas.


Isto a propósito de uns gracejos que o homem, alegadamente, terá feito acerca do atentado onde quinaram umas dezenas de gays e que causaram indignação aos alarves do costume. Não sei o que o humorista terá dito, ou escrito, acerca da ocorrência. Nem me interessa. Tem é todo o direito de o fazer. E toda a gente tem o direito de não apreciar. De ficar indignado, também. Como normalmente eu fico quando contam anedotas ou vomitam dichotes, geralmente parvos, acerca de alentejanos.


Parece que começam a existir novos tabus na sociedade ocidental. Assuntos sobre os quais, alegando essa coisa da discriminação, não se pode discordar, ser contra, nem – ai de quem o ousar – assumir publicamente uma posição diferente do pensamento único que nos está a ser imposto. Se isto não é ditadura...não sei o que lhe chame!


 

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Liberdade. É disso que se trata, gajas!

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Por um acaso qualquer, que me esforçarei por não repetir, dei por mim a ler um blogue de gajas. Daqueles que, volta e meia e sabe-se lá porquê, estão em destaque no Sapo. Para meu espanto, quer a gaja autora quer as gajas comentadoras estavam manifestamente encantadas com a proibição – censura, é capaz de ser mais apropriado – imposta pelo autarca de Londres à exibição de publicidade, que envolva mulheres com pouca roupa, nos transportes públicos daquela cidade. Esta opinião escapa, confesso, ao meu entendimento. Provavelmente todas elas, as gajas do blogue, serão gordas, feias e mal-apessoadas. Uns camafeus, em suma. Embora isso não se afigure – excepto, quiçá, para as próprias – como um problema de especial importância. Não precisam é de ser invejosas.


Se calhar, um destes dias, por lá, terão de passar a andar na rua um pouco mais cobertas. Coisa que, de certo, também não vão achar mal. Talvez, até, mais dia menos dia, dar porrada na mulher deixe de ser considerado crime. Nessa altura, possivelmente, gajas como as do tal blogue de gajas poderão começar a pensar que talvez se esteja a ir um nadinha longe de mais. Então o mais certo é já ser demasiado tarde. Mas pedir a uma gaja – ou mais – que escreve para gajas, num blogue de gajas sobre coisas de gajas, para perceber que se trata de uma questão de liberdade e não de estética é, seguramente, pedir demais.

sábado, 14 de maio de 2016

Para parecermos tolerantes não toleramos a liberdade de expressão

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O drama. O horror. A tragédia. O fim dos tempos, até. É mais ou menos isso que, para sermos politicamente correctos e parecermos inteligentes, devemos pensar de uma possível vitória de Donald Trump na corrida à Casa Branca. Não é que goste particularmente da criatura, mas começo a preferi-lo à Cliton. Ao que consta, a senhora – talvez na ânsia de ganhar votos entre a comunidade muçulmana – estará a equacionar a hipótese de, caso ganhe, impor nos States a chamada lei da blasfémia. O que, a verificar-se, será qualquer coisa de parecido com o retorno à idade das trevas. Algo, convenhamos, muitíssimo mais dramático, horroroso e trágico do que as parvoíces do “Trampas”. Embora muito mais do agrado das esquerdas e dos parolos do politicamento correcto.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Daaaaaxxxxxxx qué burro!

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Com preocupante frequência têm surgido, de há uns tempos a esta parte, algumas vozes a sugerir a imposição de restrições à liberdade individual dos cidadãos. Nomeadamente em relação ao que se publica na Internet com o intuito de, segundo quem defende esta tese, combater o ódio e o incitamento à violência.


Não posso estar mais em desacordo. Mesmo achando que imagens como esta – copiada de um qualquer site comunista latino-americano e publicada no Facebook por um javardo comuna com a mania que é intelectual - constituem uma clara demonstração de intolerância. E de apelo à pancadaria, também. Até eu, que sou um gajo pacifico, fiquei com vontade de lhe ir aos cornos. Salvo seja, que a velhota, coitada, se calhar não é dessas coisas.


Ainda assim, defenderei sempre que a besta em causa deve ter toda a liberdade para continuar a escoicear. Afinal se ele não fosse livre para o fazer nunca saberíamos quão mentecapto é o animal. Sem ofensa para os ditos, que não quero cá aborrecimentos com o PAN.