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domingo, 30 de abril de 2023

E o cão, pá?!

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Nos últimos dias tem decorrido por cá mais uma edição da FIAPE. Um dos maiores eventos no âmbito das festividades relacionadas com a agricultura e actividades correlativas, no dizer do especialistas especializados na especialidade de dizer coisas. Não vou perorar acerca da manifesta qualidade dos espectáculos, que certamente será muita, nem da excelência dos produtos em exposição que, de certeza, não ficarão atrás dos melhores. Tão pouco me importam as vacas leiteiras e as tristes figuras das inúmeras bebedeiras. Faz tudo parte da festa. O que me intriga é a necessidade que algumas criaturas têm de levar os bebés para os espectaculos musicais. Parece-me que, se outras razões não existissem, o adiantado da hora e o nível de decibéis já seriam motivos mais do que suficientes para desaconselhar qualquer pai, no seu perfeito juízo, a fazê-lo. Só faltou levarem o cão. Confesso que tive esperança que o fizessem.

domingo, 12 de março de 2023

Azelhices

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1 – Desde a recuperação desta entrada na cidade que, num evidente desrespeito por quem anda a pé, nenhum dos muitos pinos que foram derrubados pelos automobilistas mais azelhas foi reposto pelos serviços da autarquia. Hoje foi mais um deitado abaixo. Se o “protocolo” habitual for cumprido, os diligentes serviços municipais amanhã tratarão de repor a calçada e recolher o pino. Quanto aos peões que se lixem. Encolham-se e encostem à parede. O que é uma chatice. Está toda cagada.

2 – Diz que haverá restaurantes a sugerir que o cliente dê gorjeta ao empregado que lhe prestou o serviço pelo qual pagou o preço previamente estipulado. Caso para a ASAE intervir, parece-me. É que isto, no âmbito da gratificação, ou há moralidade ou comem todos. Senão ainda acabamos a dar gorjeta à menina da caixa no supermercado.


3 – No tempo do Passos o SNS funcionava tão mal, mas tão mal, que os bebés nasciam em ambulâncias. A coisa era tão má, mas tão má, que ao ministro da saúde chamavam o dr. Morte. Agora os bebés nascem em Uber’s. Não digo chamar nomes ao ministro, mas, ao menos, já ia uma grandolada.

sábado, 22 de outubro de 2022

Passagem estreita

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Quando, vai para quatro ou cinco anos, foi concluída a requalificação desta zona, o espaço destinado aos peões - bem visível dado o pavimento ser diferente da faixa de rodagem – estava delimitado por pilaretes com cerca de cinquenta centímetros de altura. A natural destreza dos automobilistas tugas foi-se encarregando de os derrubar. Foram tombando um após outro até desaparecerem todos. Nenhum, como se vê, foi reposto. Os especialistas especializados nesta especialidade devem achar que não são precisos. Provavelmente por não passarem lá. Nem vou argumentar, como já vi escrito, que constitui um perigo circular por ali com um carrinho de bebé, que isso das criancinhas não importa nada. Chato, mas mesmo chato – deveras preocupante, até – é a possibilidade de algum canito, dos muitos que para ali são levados pelos donos a fim de aliviar a tripa, ficar debaixo de um carro. Isso sim, é que seria deplorável. Já eu, que passo naquele sitio várias vezes ao dia, um dia destes levo um retrovisor à frente. Depois quero ver quem paga...

sábado, 27 de agosto de 2022

Guerra especulativa

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De que modo a guerra na Ucrânia influencia o preço da alface no mercado de Estremoz? Esta inquietante questão persegue-me desde que, a meio da manhã, o produtor/vendedor habitual de alfaces me garantiu que o aumento de preço em vinte e cinco por cento, face ao sábado passado, daquele vegetal constituía uma das consequências da invasão da Ucrânia. Perante a minha estupefação – justificada por, de uma semana para a outra, nenhum dos componentes do processo produtivo da alface ter aumentado em valores sequer parecidos com aquela percentagem – acabou por me assegurar que os restantes vendedores de alfaces também praticavam aquele preço e que, portanto, ele não era mais parvo que os outros para estar a vender mais barato. Estratégia que revela claramente a existência um fenómeno de concertação de preços. Procedimento muito usual em todos os sectores de actividade, diga-se, sem que as entidades fiscalizadoras se importem muito com isso.


Não vou, obviamente, comparar o drama da guerra com a carestia de vida. São coisas incomparáveis ainda que a segunda seja, nalgumas circunstâncias, consequência da primeira. Mas, tal como os ucranianos, também a nossa carteira está sob ataque. A subida vertiginosa dos preços constitui, em muitos casos, uma manobra especulativa  sustentada pela ganância. Gosto do lucro, aprecio o mercado e não vou pela conversa do camarada Jerónimo e outros malucos que defendem o tabelamento dos preços. Nem mesmo o da alface. Prefiro o principio da livre escolha. Eles escolhem especular e eu escolho plantar as minhas próprias alfaces.

quinta-feira, 11 de agosto de 2022

Divagações ao Sol

Um dos muitos famosos – ou vagamente conhecidos, vá - que por aqui têm segunda, terceira ou quarta habitação perorava um destes dias acerca do estio que se faz sentir por estas bandas. Entre outros considerandos o homem manifestava o seu lamento pela pouca abundância de árvores no espaço urbano. Coisa que, até porque se mete pelos olhos dentro, salta à vista de qualquer um. A menos que se seja vítima de cegueira ou se pertença ao conjunto de políticos que, no último meio século, tem governado o concelho.


Parece, desde que me lembro, que existe por aqui uma estranha aversão às árvores. De todos. A população, auscultada sobre o assunto, opta por um arranjo do Rossio – um dos maiores largos do país - que não contempla, para além de uma pila de dinossauro espetada no meio, uma única árvore num espaço equivalente a dois campos de futebol. Pior, chegou-se mesmo ao ponto de abater árvores em zonas habitacionais só porque os pássaros que nelas se acolhiam cagavam os carros aos moradores e as folhas sujavam os respectivos jardins. Não há inocentes nisto. Nem os políticos, que preferem fazer festas, festarolas e festinhas ou espalhar betão por todo o lado, nem nós os cidadãos que os elegemos e, qual os temerosos das trovoadas, apenas nos lembramos das árvores quando o calor aperta. Estamos bem uns para os outros, portanto.


Quanto ao resto do artigo, não acompanho os demais considerandos que o autor – no caso o senhor José António Saraiva - tece ao longo da sua escrita. Estremoz não era, à época que refere, uma cidade mais pobre do que qualquer outra, nem os seus habitantes trajavam uma indumentária diferente do que eram, na época, os ditames da moda. Nem desconfio de onde é que o cavalheiro em causa tirou esta ideia, mas, se calhar, foi só para encher mais uma linhas. Se receber ao “caracter” qualquer parvoíce dá jeito.

quarta-feira, 29 de junho de 2022

As "iludências aparudem"...

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Há quem lhe chame linguagem inclusiva. O cidadão comum chama-lhe parvoíce. Para a malta do politicamente correcto vale tudo e mais um par de botas para não chamar às coisas aquilo que elas são. Ou às pessoas, no caso. Se o cidadão é cigano – ou aparenta – chamar-lhe outro nome parece-me, isso sim, ofensivo. Até porque, toda a gente sabe, qualquer cigano tem orgulho de o ser. E faz, naturalmente, muito bem em orgulhar-se disso. Andar à procura de sinónimos ou expressões que substituam a referência às características do cidadão é que, para além de ridículo, se afigura discriminatório.


Percebo, no caso em apreço, a opção de quem elaborou a noticia. Outros nem sequer teriam mencionado a "aparência". Quem tem cú tem medo e a PIDE da linguagem está cada vez mais vigilante. 


 

sábado, 8 de janeiro de 2022

Que tradição mai'linda...

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Cada terra tem as suas tradições. Por este país fora há muitas e belas tradições que os autóctones se empenham em preservar. Desde deitar fogo a um gato, tourear bois até à morte a pôr pirralhos de seis anos a fumar, há de tudo um pouco. Cada uma muito genuína e ancestral, garantirão as gentes desses locais.


Por cá também temos essa coisa das tradições. Mas ao contrário dos gajos que chamuscam felinos, matam touros ou enfiam cigarros na boca dos gaiatos, que reservam um único dia do ano para essas parvoíces, nós gostamos tanto das nossas tradições que as praticamos todos os dias. Não vão cair em desuso ou o zelo dos serviços de limpeza da autarquia leve a melhor.


Numa zona da cidade existe a antiquíssima tradição de atirar o lixo do alto da muralha em direcção ao terreno circundante. É um costume respeitável – deve remontar aos tempos das invasões castelhanas ou francesas - que as sucessivas gerações de moradores se têm esmerado em transmitir aos seus descendentes. É, como se pode apreciar, uma coisa linda. Lamentavelmente a autarquia limita-se a ciclicamente retirar os despojos do local. O que é, há que dizê-lo com toda a frontalidade, manifestamente pouco. Esta tradição encerra em si todo um potencial que merecia outro aproveitamento. Explorar aquilo do ponto de vista turístico, nomeadamente. Criar, por exemplo, um concurso para premiar o atirador que conseguisse lançar o lixo a uma distância maior. Ou, quiçá, para quem lançasse o objecto mais pesado ou mais original. Em colaboração com os habitantes podia até criar uma actividade em que os turistas lançavam, também eles, o lixo por ali abaixo. Era uma experiência, como agora se diz. Fica a dica.

domingo, 7 de novembro de 2021

Não há?! Não os procuram...

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Leio no semanário Sol desta semana que a pousada de Estremoz não reabre portas por escassez de mão de obra. Leio também, nos muitos comentários a esta noticia, que a culpa de não encontrarem pessoal para trabalhar terá a ver com os baixos salários praticados. Todos - não tenho motivo nenhum para pensar o contrário – terão razão. Há apenas um graozinho nesta engrenagem de causas e consequências que me está a atazanar. É que a autarquia cá da terra não teve problema nenhum em, nos últimos anos, recrutar mais de cem pessoas a ganhar o salário mínimo, nem nenhuma dessa centena de pessoas teve qualquer espécie de problema em aceitar um emprego a auferir a retribuição mínima. Das duas uma. Ou foram todos para a Câmara e agora não sobeja ninguém para trabalhar nas empresas, que é onde se produz a riqueza que permite pagar os vencimentos da função pública, ou, então, os donos daquela chafarica não estarão muito interessados em voltar à actividade. Aliás, se estivessem já teriam trazido brasileiros, asiáticos ou africanos. E só não digo europeus de leste, como faziam há vinte anos atrás, porque quase todos esses países já nos ultrapassaram em termos de riqueza.


Um dos comentários que li acerca desta noticia alguém sugeria que o município tomasse conta daquilo. Uma boa ideia, essa. Pelo menos candidatos a ir para lá de certeza que não iam faltar. E se assim fosse, a julgar por amostras públicas e visíveis, aquilo era coisa para gerar para aí uns duzentos empregos. Ou mais.

sexta-feira, 24 de setembro de 2021

Santos e pecadores

Desta vez tenho seguido com especial atenção, como gajo atento a estas coisas da política, a propaganda eleitoral dos diversos candidatos aos órgãos autárquicos cá da terra. Nomeadamente ao que se vai publicando nas redes sociais. A julgar pelas muitas fotografias que o partido – movimento, ou lá o que é - no poder foi divulgando, parece que, nos últimos doze anos, foi feita obra até mais não. E, se calhar, foi mesmo. Se eles dizem, não sou eu que os vou contrariar. Do que tenho a certeza é que no meu bairro, nesta dúzia de anos, não fizeram coisíssima nenhuma. Nada. Népia. Nem sequer, assim que me lembre, plantaram uma árvore. Ou, ao menos, um arbusto, vá. Isto apesar do líder espiritual deles e de mais uns quantos discípulos habitarem aqui. Deve ter a ver com aquela reconhecida incapacidade dos santos de ao pé da porta...

segunda-feira, 5 de julho de 2021

Metam o arco-íris no rabinho...

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Se há coisa que aprecio nos autarcas da minha terra é o facto de não irem em modas. Em iniciativas parvas, nomeadamente. Como aquelas que o politicamente correcto dita como quase obrigatórias quando se quer ficar bem na fotografia. Pelo menos nas fotografias que as gajas das causas e demais alienados acham que devem ser vistas. Provavelmente noutra cidade esta fantástica muralha estaria iluminada, por estas noites, com as cores do arco-íris. Uma parvoíce agora muito em voga. Mas, felizmente, não está. Assim está muito mais bonita. E, embora tardiamente, se quiserem homenagear alguém ou alguma coisa iluminem-na de verde. Sempre é uma cena mais normal.

terça-feira, 25 de maio de 2021

Bestas ao quadrado

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Não sei qual é a raça do animal que fez esta dupla javardice. Algum que anda com o lombo demasiado folgado, certamente. Se tivesse que dar aos cascos para ganhar a ração não teria tempo nem vontade para escoicear ou arrear o calhau na via pública, sujando e destruindo o que é de todos. Amanhã alguém vai limpar a merda e consertar os estragos, que é para isso que lhes pagamos terão alguns a lata de dizer. Enquanto isso a alimária que partiu o banco e cagou no chão continuará espojada por aí.

quarta-feira, 17 de março de 2021

Verde que te quero verde

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O verde está na moda. Por diversas razões. Algumas das quais, diga-se, me desagradam profundamente. A ecologia é, também, uma causa toda modernaça. De tal maneira que, nos dias de hoje, mais depressa se corta um pintelho do que uma erva.


Não sei como vai a coisa em termos de pilosidades púbicas cá pelo meu bairro. Nem isso me interessa ou tem qualquer espécie de relevância. Já das ervas que crescem livremente pelo passeio não posso dizer o mesmo. São interessantes, ficam bem na fotografia e evidenciam a paixão que o verde, a ecologia e, já agora, aquela cena do dolce far niente suscitam à malta que decide acerca do ervançum. Por mim é deixá-las estar. Às ervas.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

Objecto não indentificado

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Não sei se esta traquitana, ainda embrulhada e com aspecto de estar quase pronta a estrear, é ou não o que eu penso que é. Mas - reitero - no caso de ser o que eu penso que seja, não se deve fazer velha naquele local. Nem, sequer, ganhar ferrugem. O sitio, de certeza, terá sido escolhido após um aturado estudo. Elaborado por renomados especialistas na especialidade de instalar coisas destinadas a fazer cenas, quase aposto. Sou, no entanto, céptico relativamente à escolha. Apesar de dentro da cidade é, à noite, um sitio ermo. Daqueles que os amigos do alheio apreciam para desenvolver as suas actividades. Daí que, até a mim na minha imensa ignorância, me pareça uma “provocação” à malta do gamanço a instalação daquela coisa, naquele sitio. Seja lá para o que for que seja ou para que sirva.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

Descobriram agora a democracia, coitadinhos...

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Parece que constitui hoje uma espécie de obrigação moral mostrar quanto estamos indignados pela votação obtida por André Ventura no Alentejo. Indignação que, curiosamente ou talvez não, nunca existiu quando um partido estalinista tinha por aqui maiorias arrebatadoras. Ao contrário do que ontem aconteceu com a extrema direita que, para além de Estremoz com 23,32%, obteve os melhores resultados em Elvas (28,76%), Moura (31,41%) e Monforte (31,41%). Votação que, diga-se, a ocorrer em legislativas provavelmente não seria suficiente para eleger deputados.


A este propósito li os maiores impropérios dirigidos aos eleitores alentejanos. Das duas uma. Quem os escreve ou é daqueles negacionistas como os do covid ou é alguém profundamente ignorante que desconhece em absoluto a realidade que se vive por estas paragens. Nem, se calhar, saberá o que têm em comum todos esses concelhos. Também não sou eu que vou gastar os meus dedos a explicar-lhes. Afinal lavar a cabeça a burros sempre foi e continuará a ser gastador de sabão. Continuem a fingir que não vêem o elefante na sala, que não há nenhum problema com “grupos de pessoas” ou, como escreve hoje um colunista do Observador, a preocuparem-se com os fascistas quando o problema são as avestruzes. Depois queixem-se.

domingo, 10 de janeiro de 2021

Neve em Estremoz

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Estou como dizia ontem o outro. Dois mil e vinte um não pode ser um ano como os outros. O Sporting em primeiro, cai neve em Estremoz...ná, isto há aqui qualquer coisa. Embora, convenhamos, é muito mais normal nevar nesta terra do que os lagartos serem campeões. Assim que me lembre já por cá nevou em duas ocasiões nos últimos quinze anos e neste período de tempo nunca o clube do Lumiar ganhou o campeonato. 


Ainda a propósito da neve. Isto ontem foi um corrupio de equipas de reportagem das televisões. Andaram por aí todas, minutos sem fim de emissão dedicados à neve que por cá ia caindo e repórteres a repetirem-se até à exaustão por, coitados, não terem nada de interessante para dizer. Uma monotonia, diga-se, unicamente quebrada por uma queda em directo.


Nem quero imaginar o que teria sido caso não houvesse esta coisa do confinamento, recolher obrigatório ou lá o que é. Devia ser uma romaria de lisboetas a vir mostrar a neve à Carlota, ao Martim e ao Francisco. Sim que, coitados do putos, isso ainda eles podem ver de quando em vez...

domingo, 29 de novembro de 2020

A desolação de sábado de manhã

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Desoladora. É o que me ocorre escrever acerca da imagem. Num sábado normal, às nove e picos, neste local quase não havia chão onde pôr os pés. Agora está assim. O que até torna irónica a medida de limitar a quinhentas pessoas a lotação máxima do espaço onde decorre o mercado. Que, diga-se, é a céu aberto e se estende por uma área que equivalerá, mais coisa menos coisa, a dois campos de futebol. Apesar disso, como qualquer pessoa de bem reconhecerá, um local muito mais propenso à propagação do vírus chinês do que um pavilhão fechado onde, durante horas, estão enfiados mais de seiscentos malucos a discutir a melhor maneira de nos impor – nem que seja pela força – as suas ideias manhosas.

terça-feira, 3 de novembro de 2020

Sempre em festa...

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Estremoz passou dos zero aos mais de cem casos de Covid-19 em poucas semanas. Faz, por isso, parte do rol de cento e vinte e um concelhos sujeitos a medidas mais restritivas. Nada de preocupante, dirão alguns. E, se calhar, com alguma razão. Se fosse caso para inquietações as autoridades competentes – é apenas uma força de expressão – já teriam colocado fim à festa que dura há uns dias ali para os lados do Resort. Até porque a algazarra ouve-se do outro lado da cidade e, calculo, deve incomodar quem tem o azar de viver nas imediações.


Ah e tal, a malta é jovem e precisa de se divertir”, “aquilo são festas de aniversário ligeiramente mais extrovertidas” e outros dichotes parecidos são mais do que dispensáveis. Digam antes que não querem chatices, que não vão lá por não terem sido convidados ou, sendo sinceros, que quem tem cu tem medo. Mas, já dizia a minha avó, quem tem medo compra um cão. Não vai é para autoridade competente. E quem não quer aborrecimentos também não.

sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Anjinhos de quatro patas...patudinhos m'ai lindos...donos m'ai porcos!

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Admiro a cortesia do autor deste recado. Deve ser alguém dotado de uma paciência de santo e de uma educação de fino recorte. Pedir por favor – em dose dupla – e no final ainda deixar um obrigado, não são palavras que um javardo mereça.


A rua onde a mensagem está afixada é o principal acesso a uma das mais afamadas unidades hoteleiras cá da terra. Além do lixo e da sujidade habitual, tem os passeios, como outras, frequentemente decorados com várias bostas de cão. Não é que me incomode com a imagem que os turistas levam de cá. Se calhar na terra deles acontece o mesmo e, provavelmente, alguns também não recolhem o cocó do seu canito. O que me chateia é que passo ali a pé todos os dias e ainda me lesiono por causa dos desvios repentinos de trajectória que sou forçado a fazer para evitar os montes de merda. Os verdadeiros.

quinta-feira, 10 de setembro de 2020

Profunda é a tua tia...

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Alentejo profundo. Outra vez. Porra pá, estes gajos aborrecem. Agora é Arraiolos a receber a distinção. Não sei se a besta que redigiu a noticia sabe, mas aquela localidade fica a cento e vinte e três quilómetros de Lisboa. Que será, presumo eu, o ponto que serve de referencia para calcular a profundidade às alimárias que não se conseguem referir ao Alentejo sem acrescentar o adjectivo profundo. Isto partindo do principio que a distância até à superfície se mede de lá para cá. Por mim prefiro pensar – só para os contrariar, senão era igual a eles – que a profundidade se devia medir de cá para lá. É que, parecendo que não, nós estamos muito mais perto do centro da Europa do que Lisboa. No meu caso, uns cento e setenta quilómetros mais próximo. Ora toma, ó estagiário.


E, já agora, rotular qualquer terra desta região como sendo do Alentejo profundo parece-me configurar assim uma espécie de estereotipo. De preconceito, até. Uma afirmação de alguém que pensa habitar num lugar mais elevado, com um cheirinho a discriminação e que revela um sentimento de superioridade. Se fosse o Ventura a dizer tal disparate era coisa para classificar como discurso de ódio, ou isso. Assim é só mais uma bacorada do jornalismo fofinho.

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

A calculadora, a metralhadora e o azulejo

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Quando ouço falar em cultura puxo imediatamente da calculadora. Virtual, quando estou de folga. Ou seja, desato a fazer contas de cabeça. Por norma, poucos segundos depois, apetece-me puxar da metralhadora. Imaginária, está bem de ver.


Apesar de relutante, dado o pouco interesse que tenho por estas cenas, visitei um destes dias o novel museu cá da terra. O do Berardo, ou sabe-se lá de quem. O entusiasmo dos licenciados em revestimento de paredes e dos doutorados em azulejaria, manifestado exuberantemente nas redes sociais, foi determinante para me convencer. Em boa hora o fiz. Ando a pensar em fazer umas obras cá em casa e aquilo deu-me umas ideias. Quanto ao mais, digo como a maioria dos visitantes. Tá bonito, lá isso está...