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terça-feira, 18 de novembro de 2025

(De)bater no ceguinho

A longuíssima maratona de debates entre candidatos presidenciais, a menos que resolvam incluir o Vieira, será um não menos desmesurado bocejo. Do debate de ontem retenho apenas aquilo dos estrangeiros que vêm para Portugal tratar da saúde à borla. À borla para eles, que os custos ficam por nossa conta. Que não, garante o Seguro e os gajos que fazem a “verificação dos factos” corroboram. Os estrangeiros pagam e os que ficam a dever é problema do funcionamento do sistema. Claro que sim. A gente acredita. Até porque, já dizia o outro, para a mentira ser segura e atingir profundidade tem de trazer à mistura qualquer coisa de verdade. O caso das gémeas brasileiras, transformadas em portuguesas de gema da noite para o dia, é por demais elucidativo. Por mais que se esforcem em dourar a pílula.

Quanto ao resto foi mais do mesmo. Um candidato choninhas, um fala barato e comentadores que antes de abrirem a boca já sabemos o que vão dizer. Se debatentes fazem o seu papel e cada um escolhe, legitimamente, as suas estratégias, de quem comenta espera-se outra atitude. Desejavelmente mais séria. Mas não. Estas criaturas, como sempre, parecem os pastorinhos de Fátima. Ou os árbitros do futebol português. Vêm coisas que mais ninguém vê. Tem corrido bem, como sabemos. E por falar em futebol. Aquilo ontem foi um empate de zero a zero. Total inoperância do ataque, a defesa só deu porrada e o meio campo passou o tempo a vê-las passar. A continuar assim descem ambos de divisão.

terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Fachos, comunas, xuxas e outra ladroagem

venezuela-socialismo.jpg


E continuam. Deve ser coisa para durar mais uns dias, ainda. Não há cão nem gato que não vá para o Facebook desancar nos alentejanos – uma minoria, apesar de tudo – que votaram no Ventura. Como se a escolha eleitoral  dos outros deixe de ser legitima apenas por não ir de encontro ao nosso pensamento. Mas isso nem é o que me incomoda mais. A bem dizer nem me incomoda nada. No fundo até me diverte. Gosto de os ver assim. Chateados. Aborrecidos por uns quantos – poucos, reitero – alentejanos terem optado por votar num demagogo, em lugar de terem escolhido Marisa Matias, João Ferreira ou Ana Gomes todos eles admiradores confessos de ditadores e criminosos. Sim, porque, tanto quanto sei, para os dois primeiros Cuba, a Venezuela ou criaturas como Lula da Silva constituirão uma espécie de faróis. Ou de sol na terra, sei lá. Já Ana Gomes é pública e confessa fã de criminosos que roubam o correio e limpam a conta bancária a quem lhes apetece. Mas isto, para estes novos moralistas, não interessa nada. É gente de outro nível. Daquela que, certamente, não se importará de levar porrada, de passar fome ou de ser roubada. Desde que seja por alguém da sua laia, claro.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

Descobriram agora a democracia, coitadinhos...

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Parece que constitui hoje uma espécie de obrigação moral mostrar quanto estamos indignados pela votação obtida por André Ventura no Alentejo. Indignação que, curiosamente ou talvez não, nunca existiu quando um partido estalinista tinha por aqui maiorias arrebatadoras. Ao contrário do que ontem aconteceu com a extrema direita que, para além de Estremoz com 23,32%, obteve os melhores resultados em Elvas (28,76%), Moura (31,41%) e Monforte (31,41%). Votação que, diga-se, a ocorrer em legislativas provavelmente não seria suficiente para eleger deputados.


A este propósito li os maiores impropérios dirigidos aos eleitores alentejanos. Das duas uma. Quem os escreve ou é daqueles negacionistas como os do covid ou é alguém profundamente ignorante que desconhece em absoluto a realidade que se vive por estas paragens. Nem, se calhar, saberá o que têm em comum todos esses concelhos. Também não sou eu que vou gastar os meus dedos a explicar-lhes. Afinal lavar a cabeça a burros sempre foi e continuará a ser gastador de sabão. Continuem a fingir que não vêem o elefante na sala, que não há nenhum problema com “grupos de pessoas” ou, como escreve hoje um colunista do Observador, a preocuparem-se com os fascistas quando o problema são as avestruzes. Depois queixem-se.