
Alentejo profundo. Outra vez. Porra pá, estes gajos aborrecem. Agora é Arraiolos a receber a distinção. Não sei se a besta que redigiu a noticia sabe, mas aquela localidade fica a cento e vinte e três quilómetros de Lisboa. Que será, presumo eu, o ponto que serve de referencia para calcular a profundidade às alimárias que não se conseguem referir ao Alentejo sem acrescentar o adjectivo profundo. Isto partindo do principio que a distância até à superfície se mede de lá para cá. Por mim prefiro pensar – só para os contrariar, senão era igual a eles – que a profundidade se devia medir de cá para lá. É que, parecendo que não, nós estamos muito mais perto do centro da Europa do que Lisboa. No meu caso, uns cento e setenta quilómetros mais próximo. Ora toma, ó estagiário.
E, já agora, rotular qualquer terra desta região como sendo do Alentejo profundo parece-me configurar assim uma espécie de estereotipo. De preconceito, até. Uma afirmação de alguém que pensa habitar num lugar mais elevado, com um cheirinho a discriminação e que revela um sentimento de superioridade. Se fosse o Ventura a dizer tal disparate era coisa para classificar como discurso de ódio, ou isso. Assim é só mais uma bacorada do jornalismo fofinho.
(Y)]
ResponderEliminarTambém não entendo essa do "profundo" deve uma nova expressão usada sem nexo.
ResponderEliminarAbraços e um bom fim de semana
Discriminação Kruzes ...
ResponderEliminarBeijinhos
Feliz Dia
Completamente de acordo, profundo nem chega a ser a maioria dos artigos sobre o meu Alentejo.
ResponderEliminarE já hoje a ouvi outra vez num telejornal qualquer! Nao tem noção do ridiculo, esta gente...
ResponderEliminarBom fim de semana!
É o que sinto quando ouço isso. Um dia destes faço queixa ao provedor, à ERC, à CIG e a mais uns quantos comités...
ResponderEliminarBom fim de semana!
No dizer daquela gente todo o Alentejo è profundo. Deve ser uma imensa mina...
ResponderEliminarCumprimentos
Profundo? Ainda se houvesse metropolitano por essas bandas!?!? Mesmo assim, teria que ser daqueles que andam debaixo do solo!.
ResponderEliminarNão há pachorra, caro KK.
Espantadíssimo! Desde a minha escola primária, já lá vão 60 anos que o Alentejo era composto de charnecas e planícies! Ora se desde aí começou a ir prófundo desconhecia, mas pensando melhor deve de ter sido um efeito colateral da Reforma Agrária. Ainda bem que agora andam por essas bandas uns compadres a encher balões de vento quente. Há quem lhes chame balonistas e andam a ver o Alentejo do céu. Pode ser que contrariem o profundo e o elevem o Alentejo pró céu com umas cordas atadas ás sobreiras e azinhos e assim volta tudo ao que era. Para bem de todos
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